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Quarta-Feira, 23 de Março de 2016 - Hora:09:17

(In)Segurança
Baixo efetivo da Brigada torna pequenas cidades vulneráveis

Regiões com cinco cidades são servidas por apenas uma viatura em determinados dias

Baixo efetivo deixa algumas regiões com apenas uma viatura circulando em alguns dias /JB Cardoso/FN
O assalto em duas agências bancárias ao mesmo tempo na última segunda-feira, 21, em São Pedro da Serra comprovou a falta de segurança no Vale do Caí, principalmente devido à carência de efetivo de policiais. A Brigada Militar no Rio Grande do Sul está com seu menor número de agentes desde 2006. Há dez anos o estado contava com 23.158 policiais. Neste ano, no mês de março, a corporação tem 21.269 brigadianos em suas fileiras. Um problema que se reflete em todas as regiões. No Vale do Caí não poderia ser diferente.


Uma viatura para várias cidades
Conforme a Brigada Militar de Salvador do Sul, trabalham apenas dois policiais por turno para atender quatro municípios, incluindo Barão, São José do Sul, São Pedro da Serra e Salvador do Sul. O patrulhamento nas quatro cidades ocorre com uma única viatura com dois policiais durante a noite. E nos dias úteis fica um PM em cada cidade. A informação foi confirmada pelo comandante regional da Brigada Militar, coronel Leodimar Aldo Mantovani.

Em outros pontos do Vale do Caí a carência de policiais também é sentida. Uma única viatura, com dois policiais, faz patrulhamento nas cidades de Bom Princípio, Tupandi e Harmonia. Os postos da Brigada também ficam fechados na maior parte do tempo, já que os PMs têm que sair para o patrulhamento. Isso dificulta o próprio funcionamento do videomonitoramento que existe em Bom Princípio.

Na Feliz, além do próprio município, a Brigada atende as cidades de Vale Real, São Vendelino, Alto Feliz e Linha Nova.

Com o pouco efetivo, em alguns momentos uma única viatura com dois policiais faz o patrulhamento em quatro cidades.

Apenas na Feliz o quartel da Brigada está aberto 24 horas por dia. Já o Caí também é responsável pelo patrulhamento em São José do Hortêncio. O comandante do 27º Batalhão de Polícia Militar (BPM), major Oberdan do Amaral Silva, diz que mesmo com a falta de efetivo a Brigada Militar tem intensificado a fiscalização e realizado operações visando combater a criminalidade.


Planejamento
Em Montenegro a Brigada Militar precisa usar de muitas estratégias para superar a falta de efetivo e seguir prestando o serviço à sociedade. O tenente coronel Marcos Vinícius de Souza Dutra, comandante do 5º BPM, não divulga o número de servidores por turno, mas admite que o efetivo é muito abaixo do ideal. “Pelo menos 45% abaixo do que seria recomendável”, aponta.

A estratégia, de acordo com o oficial, é direcionar as ações de acordo com os índices. “Temos os levantamentos onde há maior incidência de determinados crimes, assim como dias e horários. Com base nestes dados organizamos nosso trabalho”, explica. Dutra ainda cita que a Brigada Militar, apesar do baixo efetivo, segue dando cobertura para a guarda da Penitenciária Modulada de Pesqueiro e ao Pólo Petroquímico. “Durante a Operação Golfinho tivemos mais dificuldades, mas com a volta dos policiais, podemos realizar ações mais efetivas”, informa.

O comandante do 5º BPM lembra também que atualmente ocorre a Operação Avante, com ações pré-programadas com foco em determinados delitos. Em Montenegro já foram realizadas duas etapas e outras devem acontecer em breve.

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