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Pelo Vale - Terça-Feira, 10 de Junho de 2014 - Hora:19:53

60 por cento dos atendimentos do Hospital Montenegro são casos simples

Pacientes deveriam ser atendidos nos postos de saúde

Emergência lota por falta de atendimento em postos de saúde

O que antes era uma realidade de finais de semana passou a ser rotina na emergência do Hospital Montenegro (HM). Casos que requerem atendimento médico simples, que deveriam ser resolvidos em postos de saúde municipais, lotam o setor de emergência, dificultando o trabalho dos profissionais, que deveriam se dedicar apenas a casos mais complexos. “Hoje posso afirmar que 60% dos casos que vêm até a emergência poderiam ser atendidos na rede municipal”, ressalta Carlos Batista da Silveira.

A dona de casa Pâmela Martins se deslocou do bairro Santa Rita às 8h da manhã até o HM. Em menos de uma hora teve o filho de três anos atendido e medicado. “Ele passou a noite vomitando. Lá na assistência (Secretaria Municipal da Saúde) só atendem se marcar hora antes, então vim direto”, explica. “Não tem como adivinhar quando a criança vai ficar doente para marcar consulta”, critica.

Outro caso simples é relatado pelo morador do bairro Santo Antônio, Jeovani Oliveira Ferreira. Ele levou o cunhado, de 27 anos, ao hospital, para fazer uma revisão no pé, que teve parte amputada em razão do diabetes. “Lá no Santo Antonio não tem posto de saúde. Até estão construindo um, mas não se sabe quando vai ficar pronto. Até lá, pra nós é bem mais fácil vir ao hospital, que temos certeza que seremos atendidos”.


Externos
Desde que passou a fazer integralmente atendimentos pelo SUS (Sistema Único de Saúde), o HM tem sido cada vez mais procurado por moradores de cidades vizinhas. De acordo com Carlos Batista, uma grande parte vem de Capela de Santana, onde o atendimento básico em saúde também apresenta deficiências. Casos graves também acabam no hospital montenegrino. O marido de dona Neli Nage desmaiou em casa, sem razão aparente. “A ambulância trouxe direto, ainda bem que já foi atendido”, comentava entre lágrimas, preocupada com a situação do companheiro.

A reportagem mandou e-mail à Assessoria de Comunicação da Prefeitura Municipal, mas até o fechamento desta matéria não havia recebido resposta.

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