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Baro - Quarta-Feira, 04 de Outubro de 2017 - Hora:08:00

“Alguns podem dizer que é o fim, mas, para nós, é o recomeço”

Comunidade promete mobilização para reerguer a sede do Estrela do Mar

Prédio sucumbiu à força do vento, no final da tarde do domingo /Cleo Meurer/FN

Final de tarde da última segunda-feira. O trânsito é intenso na estrada de chão batido, em Francesa Baixa. Todos rumo à sede do Estrela do Mar. Uma rotina na localidade do interior baronense, nos últimos anos, diante das campanhas vitoriosas do clube. Só que dessa vez o clima no complexo esportivo não era de alegria, mas sim de tristeza e incredulidade.

Ao lado do campo acanhado, mas muito bem cuidado, onde o Estrela festejou as conquistas do Campeonato Baronense nas duas últimas temporadas – o primeiro título em 2015, numa incrível e inesquecível virada sobre o Força e Luz -, um cenário absolutamente contrastante com a euforia proporcionada pela equipe. Depois do temporal do final da tarde do último domingo, com fortíssimas rajadas de vento, do amplo e belo salão do clube, construído pacientemente durante quase três décadas, restaram, somente, ruínas.

A perda material foi muito grande. Contudo, em meio aos olhares perdidos e por vezes tomados pelas lágrimas de dirigentes, torcedores e mesmo curiosos vindos de outras localidades, reinavam duas certezas: “Graças a Deus, o jogo do Estrela do Mar não foi em casa no final de semana”; “O clube vai se reerguer”.

O Estrela atuou na última rodada do campeonato na sede de Barão contra o Força e Luz, onde a tempestade também causou pânico, mas não maiores danos. Fosse em casa, o cenário poderia ter sido de uma tragédia sem precedentes na região.

Os primeiros torcedores a retornarem à localidade ainda chegaram a ver o salão “de pé”, mas, por volta das 18h10, praticamente, todo o pavilhão, com mais de 950 metros quadrados, veio abaixo. “Foi tudo muito rápido, uns três segundos, eu vi. Levamos 27 anos para construir essa sede Alguns podem dizer que é o fim, mas, para nós, é o recomeço”, relata, abalado, o vice-presidente da entidade, professor Ivori Zaro, 51 anos, muitos deles dedicados ao Estrela. Do prédio, restaram de pé a cozinha e as churrasqueiras. Folhas de zinco foram parar a centenas de metros do local.

O presidente do clube, Leomar José Bourscheid, 29 anos, buscava explicações para o ocorrido, enquanto mirava o entulho.

“Ainda não caiu a ficha. Ficamos muito tristes por todos que se dedicaram à realização dessa obra, feita aos poucos e com recursos próprios, conforme as possibilidades”, comenta.

Na noite anterior ao sinistro, a sede social do Estrela do Mar ainda havia abrigado a festa de 15 anos da filha de Zaro.

Pouco antes da tempestade, a estrutura do evento foi desmontada. “Minha esposa, minutos antes do salão cair, ainda passou lá para recolher alguns pertences”, acrescenta Ivori.

Sócio e integrante da diretoria, Rudinei Guth, 33 anos, que desde a infância colabora com o clube, ficou desolado com o que viu. “Eu também desabei. Era a minha terceira casa, participava de todos os eventos. Perdemos muitos outros, bens que estavam dentro do salão. Nossa comunidade é pequena, mas unida e vamos reerguer o prédio”, diz.


Apoio para recomeçar
A diretoria do Estrela do Mar iria se reunir na noite da segunda-feira para avaliar as primeiras medidas a serem tomadas para o futuro próximo da entidade. Preliminarmente, já havia o entendimento do clube seguir na disputa do Campeonato Baronense. Outras agremiações ofereceram seus campos para as partidas e jogadores se dispuseram a atuar de graça no restante do certame.

Promoções como os tradicionais rodízios de bifes e o baile de kerb serão mantidas, acontecendo, em princípio, no Salão Comunitário de Francesa Baixa. “Toda ajuda é bem-vinda, precisamos de todos nesse momento. Esperamos que o fato não caia logo no esquecimento”, diz Ivori Zaro.

Novos eventos beneficentes deverão ser realizados para a obtenção de recursos, como também existe a expectativa quanto à colaboração da prefeitura de Barão para o reerguimento da sede.

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