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Pelo Vale - Sexta-Feira, 26 de Abril de 2013 - Hora:20:37

A alegria está de luto: A irreverência e o bom humor ficam órfãos de André Zanatta

Aos 54 anos, o colunista e radialista faleceu ontem de madrugada vítima de um enfarte fulminante

Na quinta-feira foi a última participação de Zanatta na Rádio América
A página 2, do Fato Novo, nas quartas-feiras não terá mais os comentários de André Zanatta. Na coluna Boca no Mundo, o radialista sempre opinou sobre temas relevantes de repercussão na região. E os leitores já estavam acostumados com a genialidade e a irreverência do colunista.

André Zanatta morreu na madrugada de ontem, sexta-feira, dia 26, aos 54 anos de idade. Sempre alegre e brincalhão, na noite de quinta-feira tinha saído com os pais, Abrelino e Terezinha, mais a irmã Márcia, para um jantar na casa do primo Jorge. Segundo os outros dois irmãos, Fábio e Marta, estava descontraído como sempre, animando mais uma confraternização. Era o que mais gostava de fazer, encontrar amigos e conversar. Suas gargalhadas e a voz eram ouvidas a distância. Com Zanattinha presente, não tinha tristeza.
Ele só se aborrecia quando o seu Grêmio perdia e algum colorado arriscava cornetear. Mas levava tudo no bom humor.

O retorno para casa foi pouco antes da meia-noite. Enquanto os pais e irmãos foram se deitar, André ficou na sala olhando televisão. Pela madrugada, a irmã Márcia o encontrou caído na sala. O coração tinha parado de bater, vítima de um enfarte fulminante.

Apesar da obesidade, o irmão Fábio ressalta que André nunca teve qualquer problema cardíaco. Tomava medicação e fazia tratamento para pressão alta. Por isso sua morte pegou a todos de surpresa. Quando a notícia se espalhou, muita gente não acreditava. Achavam que era mais uma das tantas piadas contadas por Zanatta.  Mas ao perceberem o silêncio, a ausência das brincadeiras e comentários inteligentes, do sorriso fácil e da simpatia, a tristeza tomou conta. “Ele tinha uma bondade do tamanho do seu coração”, resume Fábio, irmão e colega de aventuras jornalísticas.

A Despedida
O velório ocorreu durante o dia de ontem e uma verdadeira multidão se despediu do comunicador. André usava a camiseta da Boca no Mundo, nome de sua coluna, produtora e marca registrada. Muitas pessoas, entre as quais familiares, colegas, amigos e autoridades, como o prefeito Paulo Azeredo, vice-prefeito e amigo Luiz Américo Aldana (Paraguaio), se despediram num clima de grande consternação.

Zanatta era bastante conhecido. Foi professor de química e cursou farmácia e comunicação na UFRGS. Mas foi na imprensa que mais se destacou. Simpático, comunicativo e brincalhão, atuou em vários veículos de comunicação, como jornais, rádios, TV, sites e revistas. Atualmente participava da Rádio América, de Montenegro, e da Vale Feliz FM, de Feliz, além da coluna no jornal Fato Novo. Além dos comentários, fazia a cobertura de grandes eventos, como o Festival de Cinema de Gramado, corridas de Fórmula Indý, Truck e Stock Car, além de festivais e outras promoções. Se sentia a votade entrevistando desde personalidades até pessoas humildes. Esteve até no Rock in Rio. Foi destaque em programas como do Jô Soares e Pânico.

Lançou vários talentos, entre artistas e bandas, como nos Programas de Auditório.  E adorava um microfone.

Se deixassem, falava um dia inteiro.

O dia de ontem foi de homenagens. As últimas participações de Zanatta foram reprisadas nas emissoras por onde passou, com homenagens nas rádios América, Montenegro e Vale Feliz. A coluna Boca no Mundo da próxima quarta também prestará homenagem ao seu criador. E outra homenagem será prestada na missa de sétimo dia, na próxima quinta-feira, dia 25, às 18h30min, na Catedral São João Batista.

O último programa
Na quinta-feira, dia 25, André Zanatta participou do programa Redação 1270, pela Rádio América. Ele era um dos titulares da atração desde a estréia, em março. Com sua acidez peculiar, tecia as críticas de maneira construtiva e apresentava soluções. Como no último programa, quando falou sobre os problemas da telefonia celular nas comunidades rurais da região e do que ele chamava de descaso com a Educação.

Às 11 horas, quando o programa acabou, como sempre fazia, enquanto se despedia de todos, continuava a falar sobre os assuntos, como se o programa não tivesse terminado. A voz que tinha ânsia de expor a opinião calou-se, deixando vago um lugar para o qual não há substituto.
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