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Montenegro - Quarta-Feira, 10 de Janeiro de 2018 - Hora:08:00

Abandono do Balneário Municipal revolta famílias

Prefeitura promete melhorias, mas banho no local está proibido

Mesmo com as condições precárias, algumas famílias procuram o Baixio. Mas protestam contra o estado de abandono /Guilherme Baptista/FN

“Está horrível. Tudo detonado, abandonado”. O protesto foi de Jussara Luiza do Prado, enquanto tomava chimarrão junto ao campo de futebol do Balneário Municipal Afonso Kunrath (Baixio), na tarde do último sábado. “Isso aqui era bom, agora está desse jeito”, aponta, lamentando o descaso com um dos poucos pontos de lazer do município. “Qualquer outro município que tivesse este patrimônio deixaria tudo organizado”, completou Osório Dias Lima, ressaltando as belezas naturais do Balneário, situado nas margens do rio Caí.

Outras famílias, também no Baixio, igualmente protestaram contra o estado precário do local. “Tive que trazer tudo. Não tem água e luz. O restaurante está fechado e não tem mais salva-vidas. O banheiro não tem como entrar de tão sujo.

Regrediu uns dez anos”, criticou Marcelo da Silva, que almoçava junto com a esposa e um amigo. “A gente vinha sempre aqui, mas agora está tudo abandonado”, completou. “A gente quase não consegue entrar”, reclama Fabrício do Prado, sobre a água e os buracos na estrada, além de árvores caídas. “A gente acampava direto aqui. Vinha de Feliz para ficar todo o veraneio. Tudo funcionava certinho, banheiro, churrasqueira,... Agora tá bem atirado”, complementa.

A revolta das famílias presentes no Balneário era uma unanimidade. “Uma das maiores riquezas do município e ficou abandonado desse jeito. Fazia um ano que não vinha aqui. Está muito feio, em péssimo estado”, lamentou Claudio Nunes da Silva, do bairro Aeroclube, que tomava chimarrão junto com esposa, cunhada e duas crianças. “Isso aqui era uma alegria. Estão deixando no abandono este patrimônio do povo montenegrino. Como vão recuperar depois?”, questiona, temendo que o local seja alvo de saques e furtos, como já aconteceram em anos anteriores quando também estava sem ecônomo. “Era a única coisa que nós tínhamos. Já não chega o morro São João que não tem como subir devido ao desabamento da estrada”, compara. “Como era bom isso aqui. Tem que voltar a ser como antes”, pede Miria Nadir Nunes Dias. “A gente vinha seguido. Era bem organizado e cuidado. Fazia churrasco e tinha o restaurante aberto. Era o nosso local de lazer. Agora tá tudo jogado.”, diz Franciele.


Como vai ficar?
Na última edição do ano passado, em 23 de dezembro, o Fato Novo já informava que o Balneário Municipal corria o risco de ficar abandonado. Como testes de balneabilidade apontaram que a água do rio estava imprópria para banho, guarda-vidas (salva-vidas) que estavam no local no final do ano passado, acabaram sendo deslocados para outros pontos. Eram soldados da Operação Golfinho que novamente garantiam a segurança dos banhistas no local. Já o ecônomo José Luis Soares saiu em 29 de dezembro.

Em audiência no Ministério Público, foi acertado que a Prefeitura iria colocar placas alertando que a água estava imprópria para banho. Até o último final de semana as placas não tinham sido colocadas. De acordo com o secretário municipal de indústria, comércio e turismo, Elias da Rosa, as placas estão sendo providenciadas e o atraso decorre de problemas com a empresa que iria fornecer. Ele também informou que será feita uma visita no local para ver as condições. Sobre a limpeza, já que lixo está se acumulando e a grama ficando alta, além dos problemas na estrada, Elias informou que deverá ser feita uma limpeza e melhorias. Disse ainda que não tomou conhecimento sobre o que foi retirado do Balneário. Pelo que foi verificado, um quiosque na frente dos banheiros e outro atrás do restaurante foram removidos. “Vamos colocar as placas indicativas de área imprópria para banho, fazer as manutenções necessárias quanto a limpeza e alinhar com a Brigada Militar e a Guarda Municipal a possibilidade de efetuar ronda”, completou o secretário. Quanto a uma nova licitação, para definir um novo ecônomo, Elias disse que não há previsão para nova concessão.

O certo é que, depois de muitos anos, os montenegrinos e veranistas da região não terão o Balneário Municipal nas mesmas condições de verões anteriores. Mesmo que a Prefeitura garanta a limpeza, vai continuar sem ecônomo e com a proibição de banho no rio.

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