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So Sebastio do Ca - Sbado, 02 de Dezembro de 2017 - Hora:08:00

Acusado de matar Ana Luiza já estava condenado por estupro

Foi decretada ontem a prisão preventiva de Jonatas de Souza Nunes, o “Zoreia”

Sandra, mãe de Ana Luiza: “Como ele estava solto?” /TV Record

A Polícia Civil divulgou mais detalhes das investigações que levaram a prisão do acusado de matar a jovem Ana Luiza Cardozo Lourenço, de 20 anos, em São Sebastião do Caí. O acusado, de 26 anos, está preso na Penitenciária Estadual de Montenegro. Segundo a delegada Cleusa Spinato, ele já tinha antecedentes por violência sexual e tentativa de homicídio. E com ele foi encontrado o telefone celular da vítima. Por isso a delegada já representou na Justiça pela prisão preventiva do acusado, para que permaneça preso.

Como a prisão era inicialmente temporária, de 30 dias, o nome do acusado não tinha sido divulgado. Mas ontem, sexta-feira, a Justiça decretou a prisão preventiva de Jonatas de Souza Nunes, o “Zoreia”, também morador do bairro São Martim. Isso garante que ele deverá ficar mais tempo preso. E ainda deve ser julgado pelo crime de homicídio, além de tentativa de estupro. Caso seja condenado, só pelo crime de homicídio a pena pode variar entre 12 e 30 anos de cadeia. E poderá somar mais a tentativa de estupro.

A revolta é maior ainda por parte de familiares e amigos de Ana Luiza porque o mesmo indivíduo já tinha sido condenado por tentativa de estupro e dupla tentativa de homicídio em 2011. A pena foi de 16 anos de prisão. Na ocasião, invadiu a casa de uma adolescente de 16 anos para tentar estuprá-la, mas o namorado dela reagiu, sendo o casal ferido a golpes de faca. E tem ainda outra acusação de tentativa de estupro aonde teria arrastado uma mulher para um matagal para violentá-la. Mesmo com estes crimes ganhou o direito de aguardar o recurso em liberdade, vindo a cometer outro delito ainda mais grave, agora de feminicídio – pelo assassinato de uma mulher após tentativa de violência sexual. A delegada Cleusa lamenta que, mesmo condenado, o acusado estava livre e veio a cometer mais um crime. “É o problema do sistema, que permite que o condenado possa recorrer em liberdade”, diz, entendendo que a lei deveria mudar.


O crime
Ana Luiza desapareceu na madrugada do último dia 11 de novembro, um sábado, após ter ido num baile no bairro Conceição. Seu corpo só foi encontrado quatro dias depois, na tarde do feriado de 15 de novembro, num matagal da margem da RS 122, também no bairro Conceição. A jovem era de Capela de Santana, mas tinha se mudado para o bairro São Martim, no Caí, onde trabalhava como cozinheira numa lancheria no bairro Conceição. O sepultamento só ocorreu na sexta-feira da semana passada, em Portão, duas semanas após o crime, porque dependia de identificação oficial pela perícia através de exames, já que estava em adiantado estado de decomposição. A confirmação veio através de exames de digitais.

O acusado foi preso no dia 17 de novembro. Conforme a delegada Cleusa, ele foi chamado até a Delegacia e durante uma revista da Brigada Militar acabou reagindo. Foi constatado então que trazia escondido o telefone celular abaixo da cintura.

Alegou que teria comprado um telefone roubado, mas a delegada ao ligar viu que era de Ana Luiza. Foi então preso.

Conforme apurou a Polícia, na saída do baile ele teria atacado a jovem, provavelmente para tentar estuprá-la. Como a jovem reagiu, teria sido agredida com pancada na cabeça e não resistiu. A delegada não tem dúvida que o indivíduo preso foi o autor do crime. Ainda está sendo apurado o motivo e como foi a morte. Como a vítima foi encontrada com a blusa abaixada, mas não haviam outros vestígios de violência sexual, é possível que tenha reagido e por isso acabou sendo agredida. Não se sabe o que teria sido usado na agressão. Possivelmente alguma pedra ou pau. Não foi encontrado no mato. Mas o laudo apontou que a causa da morte foi traumatismo craniano.

De acordo com a delegada, o acusado ainda nega a autoria do crime. “Mas ele se contradiz”, afirma a delegada Cleusa, lembrando o episódio onde estava com o próprio telefone da vítima. Foi descoberto também que ele teria pego uma carona na saída do baile e pediu para descer perto de onde a vítima foi encontrada, alegando que teria deixado ali a sua bicicleta.

A mãe da jovem clama por justiça. Sandra Maria Cardoso lembra que a filha se dava com todo mundo e não tinha inimigos. Por isso não entende o motivo de um crime tão brutal. “Como ele estava solto se estava condenado? E aí acabou matando a minha filha”, protesta.

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