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Montenegro - Quarta-Feira, 17 de Maio de 2017 - Hora:08:00

Advogado montenegrino nega envolvimento em fraude

Clientes de operadora teriam sido enganados em ações

Advogado falou com a reportagem em seu escritório, na Galeria Central /Guilherme Baptista/FN

Um esquema onde advogados gaúchos são suspeitos de receber dinheiro de operadora de telefonia para prejudicar seus próprios clientes foi revelado no início desta semana em reportagem da RBS TV. Pelo menos sete advogados são suspeitos e estão sendo investigados, entre eles ex-integrantes do Judiciário e do Ministério Público. A Polícia Federal acredita que mais advogados possam estar envolvidos no esquema que pode ter movimentado cerca de 5 bilhões de reais.

A Promotoria Especializada Criminal realizou uma operação na semana passada com buscas em escritórios e residências de dois advogados suspeitos de receber R$ 15 milhões da empresa Oi para desistir de ações nas quais buscavam valores em nome de clientes referentes a ações da antiga CRT. Sem saber dos acordos alguns ex-acionistas não recebiam nada e outras pequenas quantias. Uma funcionária pública de Taquara, por exemplo, desconfiou ao receber apenas 1.400 reais e ao consultar no Fórum viu que a indenização na verdade era de R$ 270 mil. De acordo com o promotor Flávio Duarte, responsável pela investigação, alguns processos já estavam em fase quase de pagamento da operadora quando estranhamente os advogados renunciavam ao direito das pessoas sem que elas soubessem. E com isso perdiam o dinheiro das ações.

Conforme a investigação, através da quebra do sigilo bancário foram constatados os pagamentos de valores da operadora para o escritório de advocacia que representava a empresa. O delegado Mário Vieira informou que Roger Maurício Bellé, de Bento Gonçpalves, e Cassio Viegas de Oliveira, de Montenegro, representavam vítimas que tinham direito a mais de R$ 60 milhões. Em um dos processos, segundo o delegado, 12 milhões de reais deveriam ser destinados a cinco clientes, mas cada um teria recebido apenas R$ 15,5 mil. O delegado diz que entre as acusações, os envolvidos devem responder por fraude, organização criminosa, estelionato e falsidade ideológica. A suspeita é de que os advogados de Bento Gonçalves e Montenegro sejam ligados ao escritório de Maurício Dal Agnol, de Passo Fundo, já indiciado por supostamente ter recebido R$ 50 milhões da operadora para prejudicar mais de 5 mil clientes.


Advogado nega
A reportagem do Fato Novo tentou contato por telefone com o advogado Cassio Viegas de Oliveira. Como não atendeu, a reportagem foi até o escritório, localizado numa das salas da Galeria Central, na Rua Ramiro Barcelos, bem no centro de Montenegro. Cassio estava sozinho no escritório ontem pela manhã. Inicialmente ele declarou que preferia não se manifestar. Apenas negou envolvimento com a fraude. Declarou que era sócio de um dos acusados e por isso seu nome teria sido mencionado. “Não é verdade. Não tenho envolvimento nisso”, afirmou, dizendo que está a sete anos atuando na advocacia em Montenegro. E finalizou lamentando os prejuízos que vem tendo com o envolvimento de seu nome nas denúncias.

O presidente da seção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Montenegro, Sepé Tiaraju Rigon de Campos, disse que a entidade vai apurar as denúncias. Ele confirmou que Cassio está registrado na OAB de Montenegro, mas que não conhece o advogado e a sua atuação na cidade. “Isso nos entristece muito. Se for confirmada a lesão aos clientes terá punição”, afirmou, lembrando que quem for acusado tem direito a defesa. E ressaltou que quando os clientes tiverem alguma dúvida ou reclamação sobre a atuação dos profissionais, podem entrar em contato com a OAB em Montenegro pelo telefone 3632 1907 ou diretamente na sede situada na Rua Amaury Daudt Lampert, próximo ao Fórum.

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