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São Sebastião do Caí - Terça-Feira, 13 de Agosto de 2013 - Hora:18:08

Aos 15 anos, Wiliam é capaz de “se virar” em qualquer parte do mundo

Ele já percorreu quase todo o Brasil de carro, foi ao Canadá sozinho e enfrentou um desafio ainda mais difícil

William esteve em Toronto, Nova York e Rio de Janeiro, onde enfrentou situações mais difíceis

William Menegaz é filho de Adélio e Rejane. Adélio Menegaz é um dos mais conceituados médicos da região e Rejane Mello administra os negócios da família. O casal é empreendedor: com mais dois sócios, construiu o edifício Piereto, o maior e mais sofisticado da cidade.

William tem 15 anos e, apesar da pouca idade, também mostra uma capacidade fora do comum. Recentemente viajou sozinho para o Canadá, onde passou um mês na cidade de Toronto. Depois disso, ficou mais uma semana em Nova York, nos Estados Unidos.

William estuda no colégio Concórdia, em São Leopoldo, onde recebeu uma boa base de inglês. Além disso, antes da viagem, fez um curso intensivo na escola Wizard, do Caí. Ele não considera que sabe falar inglês. Mas, com o que sabe, conseguiu “se virar” perfeitamente nas suas viagens. Andou sozinho pelas duas grandes metrópoles sem problema algum.

William ficou impressionado com a frieza das pessoas e com a obesidade mórbida que lá se vê por toda parte. Fatos que o deixaram um tanto mal impressionado com aqueles pedaços do primeiro mundo.

O custo da viagem foi pequeno, pois a sua estada no Canadá foi num programa de intercâmbio. O que mostra que, conhecer outros países, hoje em dia, não é uma coisa tão difícil.

Essa viagem foi uma grande experiência para ele. Principalmente pelo fato dele ter que se virar sozinho.

O MAIS DIFÍCIL

Se poderia dizer que a viagem solitária de William não foi grande proeza, pois no primeiro mundo tudo funciona. Problema mesmo é viajar pelo Brasil, com as péssimas estradas e aeroportos, com a criminalidade apavorante e tantos outros problemas.

Mas nisso, William também é muito tarimbado. Seu pai e sua mãe, há muitos anos, aproveitam suas férias viajando pelo Brasil com seu próprio automóvel e acompanhados dos filhos William e Cristian (19 anos). Com isso, a família já percorreu quase todos os estados Brasileiros, chegando até o Piauí e Tocantins. Faltou só a região amazônica, devido à falta de estradas.

Com tanta experiência de viagens, William desenvolveu uma habilidade fora do comum para se orientar em lugares estranhos e para enfrentar qualquer problema que possa ocorrer numa viagem.

COM O PAPA

Apesar de estudar no Colégio Concórdia, que é da igreja Luterana, William e sua família são católicos. Ele, inclusive, faz parte de um grupo de jovens da igreja e isso lhe proporcionou uma outra experiência inesquecível.

Quando da visita do Papa ao Rio de Janeiro, um grupo de jovens caienses, acompanhado do padre Renato Klein e mais alguns adultos (tias, tio, mães), foi até a cidade maravilhosa para participar do grande momento. Essa sim foi uma viagem difícil.

Começando pela viagem de ônibus, com saída do Caí às nove da noite de domingo e chegada ao Rio de Janeiro às duas da madrugada de terça-feira.

No Rio de Janeiro as coisas não foram mais fáceis. Com a cidade tomada por gente vinda do mundo inteiro, os jovens caienses tiveram de ser alojados numa casa de família da comunidade de Padre Miguel. Uma favela.
Mas William não viu nenhum problema nisso. Pelo contrário. Ele ficou encantado de ver a generosidade da dona da casa em que a turma de caienses foi hospedada. Como não havia lugar para todos, ela foi morar com parentes, deixando a sua casa totalmente livre para os visitantes. E fez isso com a maior alegria.

E assim foi com todas as pessoas que ele encontrou no Rio de Janeiro, num contraste muito grande com o comportamento que William conheceu em Toronto e, principalmente, em Nova York.

DESORGANIZAÇÃO

O lado ruim na viagem ao Rio foi a desorganização. Não havia transporte para os peregrinos que queriam ver o Papa. Para se deslocar pela cidade, eles tiveram de fazer caminhadas de muitos quilômetros. Por sorte, os caienses conseguiram ver o Papa passando pertinho deles, no Papamóvel. Foi em Copacabana, quando o Papa Francisco se dirigia para o grande auditório no qual fez o seu discurso de despedida.

O grupo caiense postou-se na famosa calçada da Avenida Atlântica, onde o Papa teria de passar. O horário marcado para isso era à uma e meia da tarde e ele veio às cinco e meia. Mas tudo bem. Os caienses ficaram encantados ao ver “a maior santidade existente na terra” passar ali, tão pertinho deles. Assistir ao discurso de despedida do Papa, foi impossível, pois havia cerca de um milhão de pessoas na praia de Copacabana, naquele momento.

Pode se imaginar o caos que uma concentração tão grande de peregrinos causou na cidade. No trânsito do Rio, que já é caótico em épocas normais, a confusão foi enorme. Até o motorista do ônibus ficou um tanto perdido e quem o ajudava a encontrar alternativas de caminho era William. Usando mapas e o GPS (sistema de localização disponível no telefone celular) ele orientava o motorista para encontrar um caminho no meio da confusão reinante na cidade. O desembaraço dele chamou tanto a atenção dos demais integrantes da excursão que eles o apelidaram de GPS.

Depois de enfrentar mais essa situação, não há mais dúvida. Pode se largar o caiense William em qualquer lugar do mundo que ele consegue encontrar o caminho de casa.

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