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Montenegro - Quinta-Feira, 23 de Maro de 2017 - Hora:14:48

Após discussão, homem mata desafeto

Autor do crime tem várias passagens pela polícia e já responde processo por outro homicídio

Japonês dizia ser do Comando Catarinense e que Eduardo lhe devia R$ 15 mil por drogas /JB Cardoso/FN

A manhã quente da última segunda-feira, dia 6, corria normalmente no centro de Montenegro. A Praça Rui Barbosa recebia seus inúmeros transeuntes, que usam suas ruelas e calçadas como caminho, ou descansam sob suas sombras. Mas por volta das 9h30 da manhã a calmaria foi cortada por um crime brutal. Após uma discussão, um homem enforcou um desafeto. Enquanto o corpo da vítima jazia dentro da Casa do Papai Noel, populares detinham o agressor e chamavam a Brigada Militar. Em instantes a Praça foi tomada por uma multidão, ávida em ver o corpo, mesmo sem saber quem era, tampouco a história que o levou até ali. Era um homem morto na praça central da cidade numa manhã ensolarada de março. O segundo homicídio do ano em Montenegro. Todos teriam assunto para a semana inteira.

Enquanto o corpo de Eduardo Luiz de Mello, 37 anos, ficava coberto por um pano branco, dentro da Casa do Papai Noel, seu algoz, Jorge André dos Santos, 43, se debatia no banco de trás de uma viatura da Brigada Militar. Policiais e imprensa foram descobrindo as motivações quase juntas. Com relatos de testemunhas acabou se conhecendo as histórias dos dois homens. Agressor e vítima tinham algo em comum: acometidos pelo vício das drogas e álcool, perambulavam pelas ruas, saciando suas dependências nos cantos escuros da cidade.


História de crimes
Ainda demonstrando agressividade, Jorge, conhecido com o Japonês, foi levado para a Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento. “Sou do Comando Catarinense”, gritava, tentando intimidar os policiais com o nome de uma facção criminosa de Santa Catarina. Na Praça, a desempregada Maria Helena de Deus da Silva, 33 anos, conhecia os dois e presenciou a discussão entre ambos. “Estavam brigando por cachaça. É normal isto”, garante a moradora de rua. Ela disse que viu quando Japonês enrolou um pano no pescoço da vítima. “Ele aproveitou que o outro caiu de bêbado pra matar. Eu gritei por socorro, mas ninguém me atendeu”, ressalta. Na DPPA Japonês disse que Eduardo lhe devia R$ 15 mil por drogas, tentando justificar o homicídio.

A Polícia Civil apurou que Eduardo veio de Estrela havia algumas semanas, e desde sábado estava se abrigando na Praça Rui Barbosa. Ali logo acabou se envolvendo em discussões com Japonês, que tem largo histórico policial. Este responde por um homicídio de 2012. Na época ele teria usado uma sacola plástica para enforcar Assis Aristeu de Ávila. Em razão dos problemas de saúde alegados por Japonês, o processo se arrasta na Justiça. Por conta disso, Jorge tem marcada para julho deste ano uma avaliação psicológica.

Além deste crime, seu histórico mostra que ele foi condenado por roubo em 1998, mas ficou livre pois um laudo dizia que ele era inimputável, ou seja, sem condições de cumprir a pena. Nos dias que antecederam o crime desta semana, Japonês tivera vários enfrentamentos com agentes da Guarda Municipal, por conta de desordens que promovia na Praça Rui Barbosa. Ele seria o autor do incêndio que danificou a Casa do Papai Noel, em outubro do ano passado. Neste mesmo local ele matou Eduardo na segunda-feira. Desta vez, ele foi encaminhado para a Penitenciária Modulada de Pesqueiro.


Pai lamenta fim trágico do filho
Olhando o corpo estirado no piso da casinha do Papai Noel, Luis Carlos de Mello, o “Ximbé”, lamentava o final trágico da vida do filho. Ele diz que Eduardo, também conhecido como “Duda”, era dependente químico de álcool e drogas, e vivia pelas ruas. Fazia cerca de um mês que tinha vindo de Estrela e nos últimos dois dias estava na praça aonde veio a ser assassinado. A dor do pai foi aumentada quando viu, por volta do meio dia, o corpo do filho ser levado para a necropsia no Instituto Médico Legal (IML) de Porto Alegre.

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