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São Sebastião do Caí - Quarta-Feira, 03 de Janeiro de 2018 - Hora:08:00

Baleado duas vezes no ano passado morreu no Natal

Caí teve 9 homicídios em 2017, um recorde trágico

Após ser baleado duas vezes, Julio Cesar dos Santos Pereira, o “Julinho”, não resistiu e foi sepultado na última quarta-feira /Facebook/Reprodução

Um morador do Caí, de 51 anos, alvejado a tiros no último dia 18 de dezembro, segunda-feira, não resistiu e veio a falecer uma semana depois. Julio Cesar dos Santos Pereira, o “Julinho”, faleceu justamente na manhã do dia de Natal, segunda-feira, 25 de dezembro.

Foi a segunda vez que Julio Cesar tinha sido baleado neste ano. O crime ocorreu quando passavam poucos minutos da meia-noite, quando Julio Cesar foi alvejado por dois tiros na Rua Ijuí, do bairro Nova Rio Branco, próximo da Zona do Meretrício.

Após ser encaminhado para o Hospital Sagrada Família, do Caí, devido à gravidade a vítima foi removida para o Pronto Socorro de Canoas. Os tiros teriam atingido a altura da boca e do pescoço. A Brigada Militar fez buscas nas proximidades do crime, mas o acusado não foi localizado ou identificado.

Conforme a Polícia, Julio Cesar dos Santos Pereira, o “Julinho”, já tinha sofrido outra tentativa de homicídio em fevereiro do ano passado. Na ocasião, também teriam sido disparados cinco tiros por um indivíduo que estava de bicicleta e alvejou Julinho com os disparos no Loteamento São José. Um dos tiros atingiu o abdômen de Júlio, que foi encaminhado ao Pronto Socorro e na ocasião conseguiu se recuperar.

A Polícia Civil agora investiga mais este caso para chegar ao autor e o motivo do crime. Morador do Loteamento Popular, “Julinho” foi sepultado no Caí na quarta-feira passada.

Conforme um familiar, Julio Cesar deixou dois filhos e demais parentes e amigos. “Era uma pessoa muito feliz e que todos gostavam. Comprava balas e bolachas para as crianças”, recorda um parente. “Era a melhor pessoa que conheci”, completa, sem saber o motivo do crime.


Recorde de homicídios
A delegada Cleusa Spinato lamenta que 2017 foi um ano atípico no Caí. “Nunca se teve um ano com tantos homicídios”, disse. Foram quinze, somando homicídios consumados e tentativas de homicídio. Nove pessoas perderam a vida e outras seis conseguiram sobreviver. O número supera até as mortes por homicídios em Montenegro, cidade três vezes maior em população.

O início de 2017 foi bastante conturbado. Logo no mês de janeiro ocorreram cinco assassinatos, inclusive com vítimas sendo jogadas no rio. Após investigações, operações e prisões, os crimes diminuíram e em fevereiro aconteceu apenas um homicídio. Agora em dezembro a situação voltou a ficar violenta, com mais três homicídios. “A maioria dos crimes estão relacionados com as drogas”, diz a delegada. Seriam principalmente por dívidas com o tráfico e disputas por pontos de venda de entorpecentes.

No caso da morte de Júlio Cesar, o motivo do homicídio e a autoria ainda estão sendo investigados. Sobre a tentativa de homicídio contra ele em fevereiro, a delegada diz que foi elucidada e motivo estaria relacionado com as drogas. Já este segundo caso, em dezembro, que resultou em sua morte, ainda está sob investigação.

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