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Tupandi - Quarta-Feira, 21 de Dezembro de 2016 - Hora:10:33

Brigada prende acusado de incendiar apartamento onde vivia com mulher e bebê

Dois apartamentos foram destruídos e bombeiros conseguiram salvar o primeiro piso

Chamas eram vistas de longe /Reprodução/FN

“Perdemos tudo. Do meu bebê só restou à fralda. Mas o importante é que estamos vivos”. As palavras são da jovem de 19 anos que teve o seu apartamento destruído por um incêndio criminoso no centro de Tupandi na tarde da última segunda-feira, dia 19. O apartamento ao lado, onde morava a mãe dela com o marido e dois filhos adolescentes, também foi consumido pelo fogo. Graças a ação rápida dos Bombeiros Voluntários de Bom Princípio, o escritório da empresa Junges Soluções em Limpeza e mais duas moradias do primeiro piso não foram afetados pelas chamas. Mas devido à grande quantidade de água para apagar o fogo também tiveram estragos no térreo.

Segundo o comandante dos bombeiros, Paulo Portinho, o fogo logo se espalhou através do forro de lambri, consumindo os dois apartamentos do segundo piso. “Dominamos as chamas e conseguimos evitar que atingissem o primeiro piso”, afirma. Ele cita que o telhado do prédio acabou desabando e as paredes da parte superior ficaram comprometidas em razão das rachaduras. “Usamos 25 mil litros de água nos dois caminhões com seis bombeiros durante duas horas de combate ao fogo”, recorda. O local foi isolado pela Brigada para a realização de perícia porque o proprietário teria seguro do prédio onde os apartamentos eram alugados e ele tem a sede da empresa.


O incêndio
O incêndio iniciou por volta de 15h20min e as chamas rapidamente se espalharam, podendo ser vistas a longa distância, o que chamou a atenção da comunidade. Os próprios brigadianos tentaram apagar o fogo e acionaram os Bombeiros Voluntários de Bom Princípio. Já o acusado conseguiu fugir para o mato da altura da rua Pedro Arnhold. Por sorte ninguém ficou ferido.

A moradora, que trabalha num atelier de calçados, diz que estava em casa quando veio o ex-companheiro, com quem teve uma relação de cerca de dois anos e um filho de 7 meses. Ela estava com o bebê quando Ezequiel Silva de Azevedo, de 24 anos, teria pedido novamente para voltarem com a relação. Conta que estavam separados fazia uma semana e como já tinha sido ameaçada e agredida anteriormente, inclusive tendo registrado na Delegacia, disse que não queria voltar. “Ele arrombou a porta, botou combustível e ateou fogo. Depois fugiu pela janela. Graças a Deus consegui sair com meu filho”, lembra. No primeiro piso estavam a irmã e um sobrinho de 4 anos, que também saíram sem ferimentos. “Ele já tinha nos ameaçado de morte”, diz a mãe da jovem, que morava no outro apartamento.

Depois do incêndio, a ex-mulher do acusado foi na Delegacia de Bom Princípio, onde registrou o fato e que temia pela sua integridade física e do filho. “Ele não aceitava a separação”, diz, informando que agora estão morando provisoriamente na casa de um parente. Cita ainda que fazia três meses que ele estava desempregado, após ter trabalhado na empresa Junges do mesmo prédio.


A prisão
A Brigada Militar prendeu no início da noite da mesma segunda-feira, por volta de 20 horas, o indivíduo acusado de atear fogo no próprio apartamento onde morou com a companheira e o filho do casal. Conforme os policiais militares, logo depois de provocar o incêndio no prédio situado na Rua Doutor Seitenfus, o acusado fugiu para um mato. PMs de Tupandi, Bom Princípio e do Pelotão de Operações Especiais (POE) do Caí, com o apoio de vigilantes da JV Monitoramento, fizeram buscas e conseguiram localizar no mato Ezequiel Silva de Azevedo. Ele foi encaminhado para a Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) de Montenegro, onde foi lavrada a prisão por incêndio criminoso.

De acordo com o delegado regional Marcelo Farias Pereira, foi um caso grave, originado a partir de uma violência doméstica, onde teria ocorrido uma briga entre o casal. “A Brigada agiu de forma rápida. Fez o cerco e prendeu o acusado”, elogia. O delegado diz que já representou também pela prisão preventiva. “Tenho certeza que vai permanecer um bom período no sistema prisional”, acredita o delegado que o indiciou por incêndio criminoso, que tem pena prevista entre 3 e 6 anos de reclusão. Após, Ezequiel foi encaminhado para a Penitenciária Estadual de Montenegro. Além disso, a esposa também pediu medidas protetivas porque fez registro de que vinha sendo ameaçada.

Na Delegacia de Montenegro Ezequiel preferiu não falar durante o depoimento, alegando que só iria se manifestar na Justiça. Conforme a advogada Lacy Terezinha da Rocha, ele estava muito nervoso. Ela informou que iria entrar com um pedido de liberdade provisória. Os parentes dele, que estiveram na Delegacia, informaram que ele é um homem trabalhador e não tem antecedentes criminais.


As doações
Como as duas famílias, que moravam nos apartamentos do segundo piso, perderam tudo, a comunidade tem procurado ajudar através de doações. “Perdemos tudo. Móveis, eletrodomésticos, roupas. Tudo que tinha do bebê. Ele ficou só com a fralda que usava”, diz a mãe, que está ficando com o filho na casa de um irmão.

Quem puder fazer doações, principalmente roupinhas, calçados e demais objetos para a criança, além de para os demais moradores, pode deixar no salão de beleza da Bia, que fica ao lado do prédio incendiado. Contatos também podem ser mantidos pelo telefone 999962995. “Vamos começar do zero”, conclui a mulher ao lado da mãe e com o bebê nos braços.

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