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Pareci Novo - Segunda-Feira, 09 de Janeiro de 2017 - Hora:14:54

Cadeirante teme que casa caia na sua cabeça

Telhado da moradia centenária está desabando

Marli Mertins montou barraca com lençol para não cair cupins na cabeça enquanto dorme /Guilherme Baptista/FN

Marli Mertins não dorme com medo de que a casa histórica onde mora possa desabar a qualquer momento. O telhado e o assoalho estão tomados de cupins. E as paredes antigas, com juntas ainda em barro, estão rachando. A situação é tão precária que algumas peças da residência não tem mais acesso. “Chove por tudo”, diz a cadeirante, mostrando uma bacia no chão devido às goteiras. “Tem que cuidar onde anda”, avisa, dizendo que teve que pedir socorro numa ocasião que o piso afundou e ficou trancada com a cadeira de rodas. Até os bombeiros já teve que chamar. “Tive que ir para o hospital porque caíram cupins no meu ouvido. Não agüentava mais de dor. Que vergonha”, recorda. Ela montou uma espécie de barraca sobre sua cama, com um lençol, para que os cupins não caiam sobre sua cabeça enquanto dorme.

A moradia já foi um salão de baile, mas hoje está em condições precárias. Isso que passou por algumas melhorias com o apoio da Prefeitura, tanto no governo de Oregino Francisco como de Rafael Riffel. A troca de telhado e melhorias ocorreu na parte dos fundos, onde estão a cozinha e o banheiro. Mas na sala e no quarto, que fica na frente, o estado é crítico. “Estou precisando muito de ajuda. Forro, assoalho, janelas e portas estão tomadas de cupim”, mostra. “Aqui não dá para viver mais, mas não tenho outro lugar”, completa. “Estou passando muitas dificuldades”, afirma. “Muitos prometeram ajudar, mas ninguém ajuda”, reclama.


Faz doces e salgados
Marli, de 57 anos, é bastante conhecida em Pareci Novo, Caí e região. Residente na localidade do Matiel, próximo da RS 124 e das pontes estreitas. Com freqüência é vista atravessando as pontes em sua cadeira de rodas motorizada, entre caminhões e carros. Faz a travessia para vender seus produtos no Caí. Mas diz que de tanto vender fiado, acabou tomando prejuízo com aqueles que não lhe pagaram. Mesmo assim continua fazendo doces, salgados e trufas, inclusive para festas. Além disso, também trabalhos em crochê e tricô. E tudo ela mesmo faz, apesar das suas dificuldades de locomoção. “Sempre trabalhei. Tive paralisia infantil com 3 anos. Me arrastava pelo chão para limpar a casa. Faço todo o serviço até hoje. Capino, limpo a casa, corto lenha, cozinho, lavo roupa, faço doces e salgados por encomenda. Gosto de trabalhar”, diz, mostrando a sua cozinha e a horta.

No ano passado Marli foi candidata à vereadora em Pareci Novo. Mas acabou frustrada com a política. “Prometeram 380 votos. Fiz 11. As pessoas são muito falsas. Não quero mais saber de política”, declarou, desiludida com sua estreia nas urnas. “Amo Pareci e o Caí. Estou precisando muito de ajuda agora”, ressaltou. Marli conta que uma amiga do Caí, Zoraia Câmara, até escreveu uma carta para o programa Caldeirão do Huck, apresentado por Luciano Huck na TV Globo e onde tem o quadro Lar Doce Lar, contando a história e a situação de Marli. Mas ainda não veio resposta. Enquanto isso, Marli Mertins espera mais ajuda do poder público e de quem puder colaborar. O telefone dela é o 99840-6089.

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