OFERECIMENTO:
Capela de Santana - Quinta-Feira, 08 de Setembro de 2016 - Hora:10:58

Casal é assassinado por engano dentro de casa

Três filhos pequenos que dormiam não se feriram

Adalvana e Sergio foram mortos quando olhavam televisão na sala da casa /TV Record/Reprodução

As três crianças ainda não sabem ao certo o que aconteceu. O filho mais velho, de 9 anos, chegou a tentar fazer respiração boca a boca ao ver a mãe agonizando. E foi ele quem avisou a Brigada Militar após encontrar os pais baleados na sala da casa. Ainda pegou uma toalha e limpou o sangue que escorria da boca de Adalvana Silva de Vargas, de 25 anos, atingida por um tiro na cabeça. Já Sérgio Valdemir Rodrigues, 38 anos, morreu no local, atingido por dois disparos.

Um dos tiros teria atingido a veia femoral, rompendo a artéria da perna. Enquanto isso, os dois filhos menores do casal, uma menina de 4 anos e um garoto de 6, estavam no quarto, apavorados. E ficaram ainda mais assustados ao verem a cena de terror.

O crime brutal ocorreu na madrugada do último sábado, 3 de setembro, pouco antes das 3 horas. Dalvana e Sérginho, como eram mais conhecidos, estariam olhando televisão na sala da moradia localizada na Rua Santa Luzia, do bairro Bosques. Três tiros foram ouvidos, tendo sido disparados de fora na direção da porta da frente da residência de madeira de cor rosa. As marcas estão na própria fechadura. “Eu tava no meu quarto. Só ouvi o meu pai e a minha mãe gritando.

Ouvi três estouros. O pai ainda foi para o quarto onde dormiam meus irmãos pequenos e caiu no chão”, lembra o filho de 9 anos, ainda assustado, ao falar com a reportagem da TV Record, que deu destaque ao caso no programa Balanço Geral.

Sérgio ainda teria falado ao filho mais velho para cuidar da mãe. E logo depois faleceu.

Todos no bairro Bosques estão apavorados. O casal era bastante conhecido e estimado. Sérgio trabalhava num curtume na localidade de Costa da Serra, em Montenegro. Saia cedo e voltava tarde. A mulher atualmente cuidava dos filhos. Ela também trabalhou com ele em outro curtume de Montenegro. “Ele tava sempre sorrindo. Não gostava de ver ninguém triste”, lembra um dos nove irmãos, Luis Fernando Rodrigues.

Um carro teria estacionado nas proximidades da casa. Dois homens desceram armados, passaram pelo portão e através de uma abertura da porta foram feitos os disparos que atingiram o casal. Só depois os bandidos arrombaram a porta e ao conferirem que as duas vítimas tinham sido baleadas fugiram correndo. O Samu esteve no local, mas o casal já estava sem vida. A Brigada Militar ainda realizou buscas nas proximidades, mas os assassinos não foram mais localizados.


Mortos por engano
A suspeita é de que o casal tenha sido executado por engano. Eles não tinham nenhum antecedente criminal. Segundo os familiares e vizinhos, Sérgio e Dalvana só se dedicavam para o trabalho e para a família. O fato dos assassinos não ter atirado mais vezes após entrarem na casa, para consumarem a execução, aumenta a suspeita de que não era eles que os criminosos pretendiam matar. Mas isso ainda está sendo investigado pela Polícia. “A suspeita é de que tenha sido mesmo uma morte por engano. Estavam a procura de outro casal e acabaram na residência errada”, acredita o sargento Josias Rocha da Silva.

Muitos familiares, vizinhos e amigos acompanharam o velório, que ocorreu em Capela de Santana. Já o sepultamento foi na manhã de sábado, em Portão. Além dos três filhos pequenos, Sérgio tinha mais uma filha de 12 anos que mora com a mãe em Rio Pardo. Os pais de Sérgio não puderam se despedir do filho e da nora. Eles tinham viajado para Tocantins, na região norte do país, para ver uma filha que recém se casou. E não puderam retornar de avião porque a mãe teve problema de saúde ao ficar sabendo da tragédia.

As crianças pequenas perguntam pelo pai e pela mãe, sem a consciência de que não vão mais vê-los. Os familiares lembram que Sérgio, além de trabalhar, tinha terminado um curso técnico para instalador de antena. Pensava em dar uma vida melhor para a esposa e os filhos. E estava feliz por ter terminado a construção de sua casa. Os parentes agora estão unidos para tentar dar o melhor aos filhos do casal. “Fiquei agora com estes três inocentes. Não sei o que vou fazer com meu coração apertado e em pedaços. Só peço para Jesus me dar força para ajudar meus netos a crescerem”, chora a mãe de Adalvana, abraçada nas crianças.


Protesto por mais segurança
Familiares e amigos estão pensando em organizar uma manifestação, provavelmente uma caminhada, para pedir por mais segurança e evitar que outras pessoas da comunidade sejam vítimas da criminalidade. Chegou-se a cogitar de fazer o protesto no feriado de hoje, mas os parentes preferiram aguardar pelo retorno dos pais de Sérgio. “Nada vai trazer o Sérgio e a Dalvana de volta. Só esperamos que quem cometeu o crime pague por isso”, diz um dos irmãos.

O comissário Everton Luís Bach, da Delegacia de Capela, através do trabalho de investigação que vem realizando, tem a convicção de que o casal foi morto mesmo por engano. Ele pede que quem tenha alguma informação sobre os suspeitos que entre em contato com a polícia, mesmo de maneira anônima, pelo telefone 3698 1377, para ajudar nas investigações.

“É um caso muito complexo”, diz, acreditando que tenha sido cometido a mando de alguma facção. O comissário lamentou o número de homicídios ocorridos na Capela nos últimos tempos. E lembra que no ano passado um casal também foi assassinado no município.

OFERECIMENTO:

colunas e blogs

o Vale quer saber

Quem está ganhando a guerra contra o crime na região?
Criminosos
Policia


Escritório Comercial S. S. do Caí:
Avenida Dr. Bruno Cassel, 179
Fone / Fax: (51) 3635-1900

Escritório Comercial Montenegro:
Rua Oswaldo Aranha, Via Verde, 1467
Fone / Fax: (51) 3632-9680

Administração:
Rua Fato Novo, Nº 11
Fone / Fax: (51) 3635-1428

Contato
Todos os Direitos Reservados | Jornal Fato Novo | Vale do Caí | RS | Por Nigma Agência Digital