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São Pedro da Serra - Quarta-Feira, 07 de Dezembro de 2016 - Hora:10:45

Caso de injúria racial gera indignação

Casal teve portão de sua residência pichado com insultos, no Bairro Migrantes

Caso está sob investigação da DP de Salvador do Sul e pode acarretar penas de até três anos de reclusão /Cleo Meurer/FN

“Quando vi isso, caiu o mundo. A gente sai de casa para alegrar as pessoas e quando volta é obrigada a ver uma coisa dessas. Quero ir embora daqui”. O misto de indignação e tristeza é de Lisiane de Fátima Rodrigues, a Morena, moradora do Bairro Migrantes, em São Pedro da Serra. A cantora, de 30 anos, foi surpreendida, juntamente com o marido Carlos Aurélio Wilmsen, ao retornar de uma apresentação com a banda Trilha do Sol, por volta das 4h30 do domingo.

Em meio à chuva torrencial e à neblina, ao se aproximarem da residência, deram de cara com insultos racistas pichados no portão da garagem do imóvel. Uma das janelas da estrutura também havia sido estilhaçada.

Morena, que é natural de Capela de Santana, mas há quatro anos reside em São Pedro, conta que ataques racistas não chegam a ser novidade, infelizmente, em sua vida, inclusive já tendo enfrentando uma situação de constrangimento na vizinhança – o caso está transcorrendo na justiça. Contudo, dessa vez, o abalo foi ainda maior.

“Não consigo mais sair de casa, estou passando por tratamento psicológico. Inclusive cancelamos um baile que iriamos animar neste final de semana”, relata a cantora, mãe de dois filhos, de seis anos e de 11 meses.

As crianças estavam aos cuidados de uma babá quando do ocorrido. O mais velho também ficou muito abalado com a situação, a ponto de não querer mais frequentar a escola, nem mesmo brincar na rua. “Ele fica me perguntando por que o pessoal daqui quer que a gente vá embora e se ele também será chamado de macaco. Não quero chorar na frente dele, mas é difícil segurar”, conta a cantora, que faz questão de ressaltar a solidariedade que tem recebido de vizinhos e amigos.

O lamentável caso teve grande repercussão nas redes sociais, gerando muitos comentários indignados e pedidos por justiça. A Delegacia de Polícia de Salvador do Sul está conduzindo as investigações. Casos de injúria discriminatória ou racial têm penas de reclusão que variam de um a três anos, além de multa.

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