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Montenegro - Sábado, 21 de Outubro de 2017 - Hora:08:00

Chefe de gabinete garante que não sabia dos problemas nas obras

Ex-secretário Mano Endres diz que Borges recebeu prêmio pelas obras

Mano Endres e o Coronel Borges discutiram em debate na Rádio América /Reprodução/FN

Presidente do PSB e ex-secretário municipal de Viação e Serviços Urbanos, Ricardo Endres, o “Mano”, foi uma das pessoas que testemunhou durante o processo de impeachment que acabou resultando no afastamento do então prefeito Luiz Américo Alves Aldana (PSB). E agora, em entrevista na Rádio América, Endres declarou que o atual chefe de gabinete da Prefeitura, o coronel Edar Borges Machado, que no governo Aldana foi secretário de obras públicas, tinha que saber das obras do município, inclusive as que estão sob investigação pelo Ministério Público na Operação Ibiaçá por suspeitas de irregularidades e que geraram o pedido de cassação de Aldana. “Ele recebeu um prêmio, com certificado e medalha, por 87 obras realizadas em Montenegro. A medalha desapareceu, mas entre as obras estavam a da biblioteca, do anel viário de asfaltamento de ruas do bairro Germano Henke, arroio São Miguel, talude do rio, entre outras”, declara Mano. “Se recebeu o prêmio pelas obras, tinha conhecimento delas”, entende. “Ele disse que eu estava mentindo. Agora comprovo que eu estava falando a verdade”, afirma Endres, lembrando um debate que os dois participaram anteriormente na mesma emissora. Na ocasião, Mano disse que Borges foi informado pelo ex-vereador Renato Kranz, um dos autores do pedido de impeachment, sobre a situação irregular das obras de asfaltamento do bairro Germano Henke (Promotar).

Mano Endres se refere à medalha Alferes Tiradentes – Mérito Obras Públicas, que o coronel Borges recebeu quando era secretário de obras de Montenegro. Conforme o certificado, que também foi entregue ao então secretário, a homenagem é conferida aos secretários municipais de obras que realizam profícuo trabalho na programação, coordenação, supervisão e execução de ações de desenvolvimento do município. A medalha e o troféu foram entregues pelo Instituto Tiradentes durante o 103º Seminário Brasileiro de Prefeitos, Vice-Prefeitos, Vereadores, Procuradores Jurídicos, Controladores Internos, Secretários e Assessores Municipais, realizado em 4 de julho de 2016, em Porto Alegre. Para o evento Endres diz que chegou a ser preparado um material, com 272 páginas, onde constam fotos, mapas e documentos das 87 obras.


Borges diz que é mentira
“Ricardo Endres continua mentindo. Eu já expliquei. Na administração do ex-prefeito Luiz Américo Alves Aldana esta movimentação de processos não passava por todos que deviam passar. Não passava por mim. Isso ocorreu fora da Secretaria de obras. E não é verdade que eu recebi correspondência do ex-vereador Renato Kranz. Isso não foi para a Secretaria de obras”, declara o atual chefe de gabinete Edar Borges Machado. “Defendo a lei. O ex-secretário Mano Endres defende uma organização criminosa”, completa o coronel Borges.

O atual chefe de gabinete diz que o ofício sobre o asfaltamento de ruas na Promorar foi enviado da Câmara de Vereadores para o então prefeito Aldana. E diz que foi ele quem respondeu. Sobre o prêmio que recebeu em Porto Alegre, Borges também se manifestou. “Recebi a condecoração por estar trabalhando de forma honesta e não fazendo corrupção. Foi um reconhecimento ao trabalho realizado. Dei a medalha ao prefeito na época. Não sei qual o destino ele deu”, declarou.

Quanto ao material com 272 páginas, com obras executadas ou em andamento, Borges alega que foi uma prestação de contas que acabou não sendo apresentada. Sobre a obra da biblioteca, que está parada até hoje e continua sendo investigada, o coronel alega que só soube quando da assinatura do contrato pelo prefeito. “Por isso o meu descontentamento na época”, recorda. “Não estou sob investigação”, conclui Edar Borges Machado.

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