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Pareci Novo - Sexta-Feira, 02 de Agosto de 2013 - Hora:19:47

Crime se repete: Mais uma família de gerente de banco é sequestrada

Polícia federal prendeu quadrilha e família foi libertada

Presos na piscina: mais de vinte policiais cercaram a casa e fizeram prisões

"Agora passou o susto, graças a Deus". As palavras de alívio foram de uma funcionária pública, de 38 anos, após voltar para casa no meio da manhã de ontem, sexta-feira, acompanhada da mãe, de 69 anos, e do filho, de 14 anos. Junto com o marido, de 40 anos, gerente de um banco em Novo Hamburgo, a família ficou por cerca de doze horas como refém dos sequestradores que pretendiam roubar o dinheiro da agência. Mas o plano não deu certo e quatro integrantes da quadrilha acabaram sendo presos pela Polícia Federal de Porto Alegre, que já investigava o bando fazia cerca de um mês.

A secretária municipal, em lágrimas, abraçou familiares e colegas da Prefeitura. O prefeito Rafael Riffel, secretários municipais e demais funcionários prestaram solidariedade a colega, que é bastante estimada e admirada pelo seu trabalho. Estavam preocupados. Mas a maior angústia era a do marido. Ele ficou em casa sob a ameaça dos bandidos, enquanto a esposa, filho e sogra foram levados por outros criminosos do bando.

A ameaça era de que só iria revê-los após os bandidos conseguirem o dinheiro que queriam. O alívio do bancário só veio quando os familiares retornaram bem, sem nenhum ferimento.


Início do sequestro

No final da tarde de quinta-feira, por volta de 18h30min, o bancária haviam recém saído da agência onde trabalha em Novo Hamburgo. Conta que havia ingressado na BR 116 e na altura do bairro Scharlau, em São Leopoldo, um carro bateu na traseira deu seu veículo, enquanto outro o fecho, impedindo que presseguisse.

Em seguida dois bandidos entraram em seu automóvel. E foram então em direção a Pareci Novo.

Ao chegaram em casa, por volta de 19 horas, os sequestradores renderam também a sua esposa. O mesmo aconteceu com o filho, que chegou de um jogo de futebol. E logo depois com a sogra, que tinha ido visitar a família. O bancário foi amarrado e colocado capuz na sua cabeça. Chegaram a amarrar os demais familiares, mas depois retiraram as cordas.

O bancário diz que explicou aos dois bandidos que estavam na casa que não poderia abrir o banco, já que não se envolvia com dinheiro. Não adiantou. Os bandidos estavam dispostos a continuar com o plano. Duas semanas atrás uma colega do gerente também chegou a ser sequestrada, mas os bandidos não conseguiram pegar dinheiro do banco porque ela estava de férias.

Os dois sequestradores permaneceram na casa até por volta de 5 horas da madrugada de sexta-feira. Foi quando levaram a esposa do gerente, o filho e a sogra, para Novo Hamburgo. O bancário permaneceu na residência. Cerca de vinte minutos depois a residência, situada no centro da cidade, defronte da Prefeitura, foi cercada por vários agentes da Polícia Federal. Eram cerca de 25 policiais em oito viaturas.

Os agentes fizeram buscas e barreiras policiais. Numa delas, num loteamento perto do centro, prenderam três acusados. E depois mais um foi preso. A preocupação então era com a família do bancário, pois até então não se sabia onde estava sua esposa, mãe e filho.


Cativeiro em motel

Uma dupla de criminosos levou a funcionária pública, filho e mãe para um motel, em Novo Hamburgo, no carro dela. No local ficaram por pouco tempo, até o início da manhã. Segundo a vítima, disseram que iriam sair para buscar o dinheiro e não voltaram. Foi então que apareceu um guarda do motel, perguntando se não iriam embora, pois a conta já tinha sido paga. Então a secretária avisou que a família tinha sido sequestrada. Em seguida ligou para um familiar avisando que todos estavam bem. O próprio dono do motel, em seu carro particular, levou a secretária e família de volta para Pareci Novo, onde chegaram em torno de 9 horas da manhã. O reencontro com marido, familiares, colegas e amigos foi emocionante. O carro da secretária foi recuperado após ser abandonado em Novo Hamburgo.

Os quatro presos foram encaminhados para a Superintendência da Polícia Federal, em Porto Alegre, sob forte escolta e aparato militar. Seus nomes não foram revelados. Em nota oficial, foi divulgado apenas que serão indiciados por extorsão mediante sequestro e formação de quadrilha.

Políciais civis e militares, inclusive delegados de Montenegro e da região, acompanharam a operação.

Enquanto os presos eram colocados nas viaturas, a multidão de pessoas que assistia gritava e aplaudia a ação da Polícia Federal.

Suspeita de ser a mesma quadrilha do sequestro anterior

Um dos presos ontem pela manhã é Paulo Jesus do Calmo, que se encontrava foragido. Ele já estava sendo investigado pela Delegacia de Roubos do Departamento de Investigações Criminais (DEIC), de Porto Alegre, por suspeita de envolvimento no sequestro da gerente do banco Sicredi de Pareci Novo, em junho passado. O modus operandi (forma de atuação) no sequestro foi o mesmo, com os bandidos levando o marido e duas filhas da gerente para Canoas, enquanto ela foi obrigada a abrir o banco e entregar o dinheiro. Alguns integrantes do bando também são suspeitos de assaltos a outras agências.

Os nomes dos outros três presos, entre eles uma mulher, não foram divulgados pela Polícia Federal.

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