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Montenegro - Quinta-Feira, 21 de Março de 2013 - Hora:17:25

Deficientes cobram decreto de acessibilidade

Assdefo reclama que alvarás estão sendo liberados sem cumprimento do decreto municipal

A Associação dos Deficientes Físicos e Ostomizados de Montenegro (Assdefo) está cobrando do prefeito Paulo Azeredo (PDT) o cumprimento do decreto municipal número 6.139, aprovado em novembro do ano passado e que estabelece critérios e normas para acessibilidade em edificações e logradouros. Uma reunião bastante tensa, entre o prefeito e o presidente da Assdefo, Claudimir dos Santos, aconteceu na última quarta-feira, dia 13.

No encontro também participou o vice-presidente e a secretária da Associação dos Arquitetos e Engenheiros de Montenegro (Aemo), João Luis de Oliveira Collares Machado e Karina Daudt, que ressaltaram que o decreto já se encontra em vigência e deveria ser cumprido. Entretanto, lamentaram que foram liberados cerca de oitenta alvarás que não passaram pela análise da comissão, inclusive de prédios que não teriam acessibilidade. O prefeito questionou se já existia a comissão para fazer a fiscalização. Já os representantes da Assdefo e Aemo disseram que a comissão deve ser formada pelo novo governo. "Estamos indignados", revolta-se Claudimir, sobre as liberações, ressaltando que o decreto é resultado de uma luta de seis anos.

O prefeito Paulo Azeredo pediu calma e compreensão das entidades, lembrando que completou recentemente dois meses de governo. "Estamos analisando o decreto", explicou, lembrando que uma de suas primeiras medidas quando assumiu a administração foi colocar o gabinete no andar térreo, justamente para ter acessibilidade, o que não ocorria com a escada caracol que levava para o segundo andar. "Vamos fazer", completou Azeredo, garantindo que a legislação quanto a acessibilidade será cumprida e até ampliada. "No Rodeio colocamos um local especial para os cadeirantes", lembrou, criticando que o governo anterior, que assinou o decreto, não o cumpria. Entretanto, conforme a Procuradoria do Município, o decreto pode ser revisto e até revogado.

Várias manifestações tem ocorrido nas redes sociais da internet (facebook). André Rosa, que também é cadeirante, defendeu uma campanha para que o decreto seja obedecido. "Queremos uma cidade totalmente acessível a todos, sem exceção", postou.

A polêmica deverá ter um novo capítulo na manhã desta quinta-feira, dia 21, quando está prevista uma reunião entre o promotor de justiça Celso Stein e o prefeito Paulo Azeredo, às 11 horas, na Prefeitura. O Ministério Público buscará se informar sobre a posição da Prefeitura sobre o assunto.

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