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Quinta-Feira, 25 de Agosto de 2016 - Hora:09:53

Edição nº 210, de 21 a 27 de agosto de 1986

Resumo de notícias de 30 anos atrás

Na solenidade, o aplauso dos colegas
Luceval Rodrigues forma-se em direito aos 64 anos 

Em 1922, quando nasceu na localidade de Bom Jardim, perto do Areião, para o menino Luceval Rodrigues da Silva, estudar não era nada fácil. Existiam pelo interior algumas escolas primárias, mas o estudo de segundo grau só era encontrado em locais distantes, para onde iam somente os filhos de pais ricos com condições de custear as despesas elevadas do estudo em regime de internato.

Desde cedo, Luceval começou a trabalhar com seu pai e tornou-se um agricultor como ele. Aos 18 anos, ele começou a fazer um curso por correspodência equivalente ao ginásio, que no entanto, não tinha valor oficial. Mesmo assim o curso foi muito bom segundo Luceval. Depois, aos 23 anos, ele casou-se com Hedi Belmonte e o casal teve oito filhos. Enquanto estes eram pequenos as responsabilidades e dificuldades foram muito grandes, forçando Luceval a deixar de lado seus sonhos de ilustrar-se.

Passado já muitos anos, em 1961, ele deixou a lavoura e foi trabalhar no IAPAS, em São Leopoldo. Depois, já no INPS ele foi transferido para São Sebastião do Caí. Ali surgiu, finalmente, quando ele já tinha 51 anos e os seus filhos já estavam crescidos, a aportunidade dele continuar seus estudos. Acontece que seu chefe da agência do INPS no Caí, Edson Caldeira, também desejava continuar estudando, mas achou que se sentiria mal por ser o único mais velho entre os estudantes. Por isso convidou Luceval a acompanhá-lo. Luceval aceitou e aproveitou muito bem a chance de cursar o segundo grau.

Em 1976 ele prestou vestibular na Unisinos e foi aprovado, entrando para a universidade no curso de Direito. Agora, depois de mais sete anos de estudo, ele conseguiu a realização de um sonho que nunca abandonou. No dia 1º de agosto deste ano ele foi receber seu diploma. A partir de então ele estava apto para tornar-se um advogado. O doutor Luceval Rodrigues, quando foi chamado à frente para receber seu diploma, caminhou airosamente, cheio de orgulho e tomado de compreensível emoção. Seus colegas pararam de pé para aplaudí-lo.

Hoje com 64 anos de idade, Leceval não se considera satisfeito e nos próximos dias, começará um curso de Prática de processo cívil. Além disso ele está aguardando a oportunidade para fazer um curso de pós graduação em Direito Político.
Luceval entende que uma pessoa deve fixar metas e lutar para alcaçá-las. As coisas não saõ conseguidas com facilidade, mas o que importa é continuar lutando por elas. Com esforço continuado, os resultados acabam chegando.


Um agricultor experimenta com sucesso a plamntação em estufas

A plantação em estufas é uma das experiências mais arrojadas que se fazem atualmente em termos de agricultura moderna. Na nossa região acontece nas terras de Roque Buchmann, que vive nos arredores de Feliz. Roque construiu no ano passado três estufas com varas de eucalipto e cobertura de plástico. As estufas têm, cada uma, 70 metros por 9 e as três apresentam uma área total de 1.890 metros quadrados.

Nas estufas é possível cultivar 3.600 pés de tomate com uma produção de 800 caixas. Cultivados na estufa, os tomates podem ser colhidos entre agosto e outubro, fora de época normal, alcaçando preços mais compensadores. O pepino, outro exemplo, ao ser plantado em estufa pode dar duas safras ao invés de uma e ser colhido no inverno.


Vacchi fecha para a Azaléia começar a trabalhar no Caí

Neste momento a fábrica de calçados da Vacchi, que já foi da Eran, prepara-se para passar ao comando da Azaléia. A fábrica passa atualmente por reformas e está com a maioria dos funcionários em férias, voltando a trabalhar somente no dia 8 de setembro e já dentro de uma nova estrutura.

A filial caiense da Azaléia será uma firma independente da matriz. Ela será dedicada a produção de calçados de tecido e não de couro e a intenção do gerente é a de chegar à produção de 8.000 pares por dia, já em novembro deste ano. O número de funcionários ficará em torno de 600.

Segundo Luiz Alberto Oliveira, o gerente administrativo da nova empresa, se o trabalho se desenvolver bem no Caí, como ele espera, há possibilidade de a médio prazo ocorrer uma ampliação da fábrica com a construção de novos pavilhões e contratação de mais funcionários.

 

 

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