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Edição n° 69, de 8 de dezembro a 14 de dezembro de 1983

Resumo de notícias de 30 anos atrás

O horizonte parecia-se como este vapor, o Otto
Explosão do Vapor Horizonte: 70 anos da maior catástrofe já acontecida no Caí
Em junho de 1923 ocorreu a explosão da caldeira do vapor caiense Horizonte. Este acidente, no qual segundo se diz teriam morrido mais de vinte pessoas, é sem dúvida a maior tragédia já acontecida em São Sebastião do Caí.


A Companhia União de Navegação Fluvial de propriedade de Carlos Emilio Kaiser e Pedro Erig, transportava mercadorias das colônias alemãs e italiana com destino a Porto Alegre, com os seus vapores (barcos) Caxias, Otto e Horizonte. Esta empresa desempenhou uma papel importante na economia do município, pois naquela época o transporte via terrestre era difícil e até inexistentes em certos pontos do estado.

O transporte da carga era feito em chatas, muitas vezes, maiores que o próprio barco. As instalações do barco eram reservados para os passageiros. Homens e mulheres ficavam separados.

Era uma verdadeira festa a saída do vapor às 18h e 30min. Familiares e amigos se postavam no cais para as despedidas daqueles que, viajando durante toda a noite, chegariam a capital somente nas primeiras horas da manhã. E foi com um clima de festa que o Horizonte, o maior e mais luxuoso de todos os barcos da navegação caiense, saiu para aquela que seria a sua última viagem.

A dois quilomêtros adiante de Montenegro, no ponto do rio denominado Baixio Velho, lugar de águas muito profundas, foi que o Horizonte explodiu.

Existem várias versões que tentam explicar o acidente. A causa real nunca foi conhecida, pois os poucos sobreviventes dormiam na hora em que ocorreu a explosão. Alguns apontam a irresponsabilidade do maquinista que estava bebendo e jogando cartas e descuidou-se do nível de água na caldeira. Outros dizem ter acontecido uma falha no equipamento que marcava o nível de água na caldeira, e com isso a mesma ficou totalmente seca e super aquecida.

Quanto ao número de mortos há muita contradição. A maioria das pessoas que falam do caso mencionam de 22 a 26 vítimas fatais. Algumas pessoas entretanto, afirmam que não foram mais do que doze ou treze.

Os proprietários da Companhia tiveram que indenizar as famílias das vítimas o que quase os levou a falência.

Em consequência disto, acabaram por vender a empresa novamente a Jacob Michaelsen, pai de Egydio Michaelsen, de quem haviam comprado anos antes.


A terra dos padres deu agora uma pastora

De tantos padres que Bom Princípio já deu à Igreja Católica, as pessoas chegam a chamar este município de Capital do Padre, da mesma forma que Santa Cruz é chamada Capital do Fumo ou Novo Hamburgo de Capital do Calçado.

A religião católica domina quase completamente o município e não se professam outros credos, a não ser na vila de São Vendelino, onde existe uma pequena comunidade evangélica. Esta comunidade forneceu também à sua igreja o primeiro pastor oriundo do distrito eclesiástico do Vale do Caí. Ou melhor, a primeira pastora.

Trata-se da jovem Marli Lutz, de 23 anos que acaba de formar-se na Faculdade de Teologia.

Marli é casada há um ano com o pastor Valdir Frank, natural de Getúlio Vargas e atualmente radicado em Rondônia. Agora que está formada Marli acompanhará o marido no trabalho pastoral na cidade de Cacoal no norte do país.



Morre o primeiro vice-prefeito da Feliz

Faleceu, no último dia 30 o comerciante Adalberto Weissheimer, de 55 anos, estabelecido em Arroio Feliz. Adalberto foi vice-prefeito de Feliz na administração de Kurt Graebin, primeira do município após a sua emancipação.

Na quarta-feira da semana passada, dia da sua morte, ele dirigia-se à Porto Alegre justamente com a intenção de fazer um check-up para verificar as condições do seu coração. Ia sozinho, dirigindo o seu carro, quando em
Canoas, travou perigosamente o carro sobre a pista. Os outros carros desviaram e a polícia rodoviária, avisada, prestou-lhe socorro. Seu Adalberto chegou a ser levado até o hospital, mas já era tarde. Morrera de ataque cardíaco.

 

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