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Segunda-Feira, 10 de Fevereiro de 2014 - Hora:14:12

Edição n° 78, de 9 de fevereiro a 16 de fevereiro de 1984

Resumo de notícias de 30 anos atrás

Dos tempos de guerra ele não guarda saudades
" Eu apertei a mão de Hitler"

Luciano Benedetti há 30 anos mora no Brasil. Mas antes disso esteve preso em um campo de concentração nazista, participou da invasão da Rússia pelas tropas alemães e italianas.

Luciano nasceu em Tirol, na Áustria em 1925. Seu pai austríaco e a mãe italiana. Em 1942 com 17 anos apresentou-se como voluntário na 2ª Guerra Mundial, pois sua situação era muito difícil e os soldados ganhavam mais comida que os civis. O padre capelão instruía os novos recrutas dizendo-lhes que o quinto mandamento não tinha mais valor durante a guerra. Era necessário matar para não morrer.

Na guerra, participou da desastrosa invasão da Rússia. Lá enfrentou temperaturas de 45 graus abaixo de zero.

Faltaram alimentos e combustível. Eles tiveram de voltar a pé num percurso de milhares de quilômetros, sempre acossados pelo fogo inimigo.

Chegar à Alemanha não representou o fim do sofrimento para Luciano. Conta ele ainda, que como havia perdido os documentos, acabou sendo preso num campo de concentração por terem imaginado que ele era judeu. Foi preso no campo de Zacau onde esteve a ponto de ser eliminado nos fornos crematórios sendo salvo, no entanto, porque ocorreu um bombardeio que destruiu o campo. Por sorte ele escapou também do bombardeio. Viu tanta crueldade que chegou a descrer na existência de Deus.

De volta a Italia, sua mãe, quando o viu de volta custou a reconhecê-lo, tamanhas foram as transformações que as privações haviam provocado no seu corpo. Chegou ao ponto de pesar 26 quilos.

Com a Itália derrotada e empobrecida pela guerra, Luciano decidiu emigrar.

Por isto acabou vindo para o Brasil em 1953. Em 1957 casou-se com Ilda Tschiedel, que é dentista e acabou vindo morar no Caí quando sua esposa foi transferida para cá. Desde então Benedetti tem trabalhado na oficina de solda que preserva ainda hoje junto à sua residência.

Dos tempos de guerra ele não guarda saudades, mas sente um certo orgulho de haver testemunhado momentos importantes da história mundial. Assim, não é sem uma certa vaidade que ele conta ter recebido o aperto de mão do próprio Hitler que inspecionava as tropas às quais ele estava engajado.


Vera e Carlão dão depoimento ao juiz reconhecendo os crimes

Carlos e Veronice reconheceram perante o juiz as participações nos crimes de que foram acusados. Suas declarações divergem entretanto, no aspecto de que Veronice nas suas declarações afirma não ter participado diretamente de nenhuma das agresões físicas. Não foi ela, segundo ela declara, que esfaqueou Júlio Emanueli e também nada fez contra Egon Schoffen, a não ser atraí-lo para o local a pretexto de motivos sexuais.

O processo movido pelo promotor público contra eles, os acusa de latrocínio.

O álcool é nosso

O Brasil hoje está cheio de destilarias de álcool. Poucos sabem entretanto, onde foi instalada a primeira.

Pois saibam que foi no município de Caí, na Fazenda Paquete, durante a 1ª Guerra Mundial, entre 1914 e 1918. O dono da fazenda era o Major Nicolao Kroeff, pai de Clóvis e Thelmo Kroeff, e a destilaria foi instalada por um técnico alemão, sendo o álcool produzido a partir da mandioca e da cana de açucar. O produto era utilizado para acionar os caminhões e tratores da fazenda e também o automóvel do velho Nicolao, um Fiat.

Thomaz Garcia irá a Julgamento
O sexagenário que matou sua ex-mulher com oito tiros de revólver será julgado no Caí. Aneli Maria Muller tinha 31 anos quando foi morta a tiros diante dos olhos da irmã e de dois dos seus três filhos. O crime foi cometido no dia 29 de abril de 1982 na localidade de Picão, município de Feliz

 

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