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Segunda-Feira, 31 de Agosto de 2015 - Hora:09:10

Edição nº 158 de 22 a 28 de agosto de 1985

Resumo de notícias de 30 anos atrás

Cantarola foi recebido com muita festa no Caí
A incrível viagem a pé de Cantarola a Brasília 

Pode ser que existam pessoas no Caí, que não conheçam João da Silva Reis, apesar dele já ter sido vereador e vice-prefeito. Não há, no entanto, quem não conheça o Cantarola, agricultor do Angico, baterista de bandinha, homem dedicado a ajudar os outros. Cantarola nasceu em Capela de Santana de família pobre e númerosa, perdeu a mãe quando era pequeno e saiu pelo mundo passando mal pedaços. Cresceu, casou, teve muitos filhos, fez sucesso na política e conquistou a simpatia e a gratidão de milhares de pessoas pelos favores que já prestou. Quando se precisa de alguém para castrar um animal ou auxiliar um parto dificíl numa vaca, muitas vezes é ao Cantarola que se recorre, e ele nunca cobra por estes serviços. Quando morre um indigente ou se encontra um cadáver putrefado, é o Cantarola que se chama para levar o corpo e vesti-lo para o enterro. Ele toma todas as providências com relação aos papéis.

Cantarola não exige nada em troca dos seus favores. Fica apenas um pouco magoado, quando vê que o povo não lhe retribui os favores em votos, quando ele disputa uma eleição. Mas nem por isto ele deixa de ajudar a todos. Não ambiciona mais ser prefeito (cargo que ele já exerceu, como vice). Para um homem como ele que não teve o previlégio de frequentar uma escola e permanece até hoje analfabeto, já foi muito o que conseguiu até hoje.

Tais conquistas, sem dúvida, foram divididas a algumas qualidades deste homem do qual poderia se dizer, sem exagero nenhum, que é uma lenda viva na região. Uma destas qualidades é a determinação que o leva a vencer desafios que para outros homens pareciam impossível. E a dedicar-se a causas que jamais passariam pela cabeça de qualquer outra pessoa.

Exemplo mais notável disto, foi o caso acontecido há 20 anos. Era 1965, e com 43 anos ele repreendeu a sua mais exaltada proesa: uma viagem a pé de São Sebastião do Caí a Brasília, realizada em 54 dias e na qual ele percorreu 2.305 quilômetros, sem aceitar carona e sem levar consigo nenhum dinheiro, alimentando-se do que ganhava ou do que achava nos matos e dormindo onde lhe davam pouso ou onde fosse possível.

Ao sair do Caí, para esta viagem, que ele fez para pagar a promessa feita para que não houvesse derramamento de sangue na revolução de 1964, os caienses despediram-se dele com uma grande festa e outra reunião se deu na sua volta, quando lhe prepararam uma supresa: um churasco com 275 quilos de carne. Cantarola chorou quando na festa a sua banda, o Jaz Cacique, tocou em sua homenagem.

Telefone DDD começa a funcionar na próxima quarta

Para os felizenses, um verdadeiro marco estará se realizando na próxima quarta-feira. Neste dia, os técnicos da CRT deverão proceder à ativação da central de telefonia DDD que encontra-se em fase final de instalação na cidade.

São ao todo 260 aparelhos componentes da rede telefonica, mas nem todos serão imediatamente instalados. Ficarão pra trás alguns de localidades do interior.

Na próxima segunda-feira haverá uma reunião, na qual estão convidados todos os novos proprietários de telefones DDD para que recebam, além dos guias telefônicos, as instruções sobre o uso do telefone DDD.

Mojor Itovar é condecorado

No último dia 20, Itovar Sílvio da Silva foi agraciado pela Aeronáutica com a medalha do Mérito Santos Dumont.
A medalha recebida pelo jovem caiense, de 35 anos, foi-lhe entregue pelo Major Brigadeiro do Ar João Felipe Brack, comandante do 5º Comando Aéreo Regional de Canoas.

Rallye internacional na Capela

No próximo sábado estará se realizando em Capela de Santana uma prova de Rallye válida pelo campeonato sul americano desta modalidade de esporte.

Serão 45 carros representando 4 países que percorerão 250 quilômetros de estrada não pavimentadas da região.

 

 

 

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