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Segunda-Feira, 18 de Janeiro de 2016 - Hora:14:26

Edição nº 179 de 18 a 22 de janeiro de 1986

Resumo de notícias de 30 anos atrás

Municípios da região decretam Estado de Calamidade Pública

Reunidos em São Sebastião do Caí, na última segunda-feira, os prefeitos que integram a Associação dos Municípios do Vale do Caí resolveram decretar Estado de Calamidade Pública, em todos os municípios do Vale do Caí, tendo em vista os danos que a seca vem causando na região.

Na ocasião, Natanael Barreto, superintendente da Cooperativa de Harmonia, apresentou um conjunto de sugestões quanto à maneira pela qual o Governador poderia auxiliar os agricultores atingidos pela seca que se prolonga há mais de dois meses. A estimativa dos técnicos apontam um prejuízo de ordem de 300 bilhões de cruzeiros para os agricultores dos município do Vale do Caí. Diante da situação difícil porque passam atualmente os colonos, os prefeitos decidiram declarar Estado de Calamidade Pública. Esta medida visa canalizar recursos de ajuda do Governo Federal no sentido de proporcionar aos agricultores as condições para a recuperação das suas lavouras.


Tupandi polui o seu arroio

Até alguns anos atrás, a vila de Tupandi contava com um belo arroio. Suas águas eram límpidas e habitadas por boa quantidade de peixes.

Isto aconteceu no passado. Depois veio o tempo em que o Curtume Humes, de Salvador do Sul, começou a despejar produtos químicos no arroio em tal quantidade que, mesmo ele estando a 12 quilômetros acima da vila, as águas desciam até Tupandi carregando uma espuma mal cheirosa. Os peixes foram se acabando.

O caso foi tão grave que acabou chamando atenção das autoridades e, há um mês, o curtume foi fechado pela Secretaria da Saúde.

Mesmo assim o problema ainda não está resolvido. Acontece que o arroio tem pouca água nesta época de estiagem e não é necessário lançar tanta sujeira dentro dele para que sua situação se agrave. Atualmente, o grande problema do arroio são duas firmas da própria vila de Tupandi: a Serraria Bervian e a Granja Hartmann. Segundo afirmam moradores da vila, as duas são as grandes responsáveis pela poluição existente no arroio.


Problema de energia é algo sério

O presidente da Associação de Empresas de São Sebastião do Caí, o empresário José Ernesto Mentz, esteve na última terça-feira participando de um encontro realizado em Porto Alegre, promovido pela ADVB, para discutir o problema de racionamento de energia elétrica que forçosamente irá ocorrer nos próximos dias no Rio Grande do Sul.

Estavam presentes secretários de Estado, representantes da CEEE, Defesa Cívil e Ministério da Agricultura.

A conclusão que se chegou é o de que o racionamento vai ser inevitável, pois mesmo que chovesse uma semana inteira, não seria normalizada a situação nas usinas hidroelétricas. É importante a colaboração da população para evitar os desperdícios, pois assim estará se retardando o racionamento e será possível realizá-lo de maneira mais branda. Estuda-se também a maneira de evitar que sejam atingidos pelo racionamento alguns serviços essenciais, como os hospitais.

A impressão colhida pelo empresário José Ernesto é de que a situação é muito mais grave do que geralmente se imagina, e se a população tivesse noção das consequências que haverá quando houver o racionamento da luz ( com o consequente racionamento da água) estaria, agora, tomando muito mais cuidado.

 



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