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Montenegro - Quarta-Feira, 03 de Janeiro de 2018 - Hora:08:00

EGR ainda não sabe o que será feito e quanto será investido na RS 287

Definição das obras depende do projeto que será concluído em 90 dias

Presidente da EGR, Nelson Lídio Nunes, mostra que rótulas deverão ser fechadas e outras intervenções serão necessárias /Guilherme Baptista/FN

“Só o projeto vai definir quanto será investido. Mas será um valor significativo”. A declaração é do Diretor Presidente da Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR), Nelson Lídio Nunes, logo após a assinatura do convênio com a Prefeitura, quarta-feira passada, visando melhorias na travessia da RSC 287, principalmente para mais segurança no trecho de 7 quilômetros e 100 metros entre os trevos do Shell e do Frigonal.

As obras que serão realizadas também dependem da conclusão do projeto, o que deve ocorrer em cerca de 90 dias. Mas Nelson Lídio adianta que devem ser feitas entre 6 a 8 interseções na rodovia. As rotatórias, como do Ipiranga, Renauto e Agrogen, serão fechadas, ou seja, não terão mais passagem de veículos no centro. Também deverão ser feitas obras de base para pavimentação, ruas laterais, drenagem, sinalização e outros serviços. “É um trabalho bastante complexo, pois se trata de uma travessia urbana de grande fluxo de veículos e pedestres. Só com o projeto pronto para definir o que será feito”, explicou o presidente da EGR.

Pelo convênio, serão investidos 360 mil reais na elaboração do projeto. A Prefeitura vai entrar com R$ 200 mil. “Vamos entrar com esta contrapartida. Incluímos no orçamento. Depois a EGR será a responsável por executar a obra”, destacou o prefeito Carlos Eduardo Müller, o “Kadu”. Ele acredita que as rótulas e intervenções que serão feitas serão mais viáveis que a instalação das sinaleiras que estavam previstas inicialmente e que teriam um grande custo para o município com a sinalização. Quanto a situação das ruas dos bairros, como Santo Antônio e Panorama, que poderão ter um aumento no trânsito devido ao fechamento de travessias, o prefeito diz que serão analisadas as obras necessárias.

Sobre o tempo para o início e conclusão das obras, o presidente da EGR informou que será cumprido o cronograma de execução. E mesmo sendo um ano de eleições, garantiu que isso não vai atrapalhar a programação de obras, que serão utilizadas com recursos da arrecadação do pedágio de Portão. Por isso a importância do decreto assinado pelo governador José Ivo Sartori, passando a responsabilidade do trecho urbano da RSC 287, do Daer para a EGR. “Somente através da EGR, que dispõe de recursos do pedágio, para se conseguir fazer as obras”, salientou o deputado federal Pompeo de Mattos, também presente na solenidade de 27 de dezembro, na Câmara de Vereadores.


Pedestre deveria ter prioridade
Representando o legislativo, o vereador Joel Kerber ressaltou que se tratava de um momento histórico, por se tratar de uma luta de mais de 50 anos de Montenegro.

Já o secretário estadual dos transportes, deputado Pedro Westphalen, admitiu que o trecho da 287 que corta Montenegro é um dos piores do Estado em termos de mobilidade urbana e falta de segurança. “O Estado não poderia ficar inerte.

Pessoas estão perdendo a vida neste local”, lembrou.

O presidente da EGR, Nelson Lídio Nunes, enfatizou a necessidade de separar o fluxo, com a construção de ruas laterais, principalmente no trecho urbano de 3,5 quilômetros. Isso em razão do perigo dos vários pontos de cruzamentos e rótulas vazadas, que agora serão fechadas. Também na chamada ponte seca, dos antigos trilhos, serão feitas melhorias. “Vamos agregar a maior segurança possível”, garantiu. Sobre a possibilidade de assumir o restante da RSC 287, até o cruzamento com a BR 386 (Tabaí/Canoas), incluindo o trecho de Muda Boi, onde já ocorreram vários acidentes graves e muitas mortes, Nelson Lídio reconhece que a pavimentação está em condições precárias. “Chegamos a analisar a situação. Mas isso daria um desequilíbrio financeiro muito grande na praça de pedágio. Teria que construir outra praça ou elevar a tarifa do pedágio de Portão. Seriam no mínimo 20 milhões para recuperação, pois a pista está muito degradada”, declarou.

O engenheiro Lino Sérgio Fantuzzi, da empresa ZXF, responsável pela elaboração do projeto, explicou que o primeiro passo no trecho urbano da RS 287, entre os bairros Panorama e Santo Antônio, será a separação dos tráfegos, com ruas laterais e rotatórias fechadas. Com isso não será mais permitido a travessia fora das rótulas e nem ultrapassagens. Disse que as obras podem ser feitas por etapas, conforme a disponibilidade de recursos.

O presidente da União Montenegrina de Associações Comunitárias (UMAC) e da Associação do bairro Panorama, Airton Quadros, que é um dos principais batalhadores por mais segurança na travessia da RS 287, vê com certa cautela a assinatura do convênio. “Já foram muitas promessas, reuniões e protestos ao longo de vários anos. Vamos esperar as obras saírem do papel”, afirma, lembrando que nem o projeto está pronto ainda. “Não contempla o principal, que é o pedestre”, alerta. Por isso prefere aguardar. “Espero que melhore, mas nossa caminhada continua”, completa, pedindo melhorias sob o viaduto da ponte seca, que pode ser mais usada na travessia.

O engenheiro Lino Fantuzzi disse que futuramente poderão ser construídas passarelas para facilitar e aumentar a segurança na travessia dos pedestres. Mas lembrou que as próprias rótulas, como os pedestres e também os motoristas terão de olhar apenas uma pista e depois a outra, já aumentarão a segurança para atravessar a rodovia.

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