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Montenegro - Quinta-Feira, 23 de Maro de 2017 - Hora:16:08

Empresário é detido por oferecer serviço de segurança sem ter registro

Auxiliado por advogado, ele garante que é vigia, e não vigilante, que precisa de formação específica

Paulo e Licks garantem que não houve crime de estelionato /JB Cardoso/FN

Na última quarta-feira, dia 8, a Brigada Militar (BM) prendeu um homem de 40 anos acusado de oferecer serviços de segurança nas regiões de Montenegro, Brochier e Triunfo. De acordo com a BM ele e outros comparsas estariam se valendo de nomes de policiais militares para convencer as pessoas a contratarem os serviços. A Brigada diz ainda que foram cerca de 500 pessoas lesadas, que pagaram entre R$ 30,00 e 100,00 pelo serviço de segurança oferecido, e o teriam feito por temor de represálias se não contratassem. A BM constatou que empresa não possui registro para atuação na área de segurança, o que é obrigatório, e que seu representante tem antecedentes por tráfico de drogas e furto. Paulo Roberto Alves da Silva, o representante da JP Segurança, foi levado para a Delegacia de Polícia de Brochier, onde assinou um termo circunstanciado e responderá processo por estelionato.

Outra reclamação contra a empresa veio de Triunfo. Ao ligar para um dos números constantes na placa que a JP colocava na frente das casas, quem atendeu foi uma pessoa que se identificou como Carlos. Ele disse que fez serviços de serigrafia para o proprietário da empresa e ainda não havia recebido. Além disso ele garantiu que o número de seu celular foi colocado na placa sem sua autorização. Carlos disse que registraria uma queixa na Polícia Civil pelo mau uso do seu número telefônico.


Vigia
Aconselhado pelo advogado Julio Cezar Licks Machado, Paulo Roberto aceitou falar com a reportagem do Fato Novo. “A gente faz trabalho de vigia, a gente cuida das casas durante a noite, passando em frente à casa, iluminando com lanterna pra ver se tem alguma coisa errada”, explicou. Paulo garante que nunca usou nomes de brigadianos para convencer clientes. “Às vezes algum deles perguntava se nós conhecemos alguém que trabalha na Brigada e a gente dizia que conhecia sim”, ressalta. Paulo disse também que teve problemas com a Justiça, mas já cumpriu a pena e, portanto, não deve mais nada. E quanto ao telefone do serigrafista de Triunfo, Paulo afirma que Carlos seria seu sócio e por isto o número dele foi colocado nas placas, mas ele teria desistido. “Vou recolher as placas e fazer outras sem o número”, afirmou.

O advogado diz que o problema foi a interpretação do serviço oferecido. “Eles são vigias, que não requer registro. Se fossem vigilantes, sim, precisariam de treinamento específico e registro para a atividade”, argumenta Licks. “Na maioria das vezes o vigia executa um trabalho informal, pois não são especialistas em segurança”, reforça. Segundo o advogado, seu cliente está sendo acusado de uma contravenção penal, que seria o exercício ilegal da profissão. “Não existe nenhuma prova que ele tenha praticado estelionato”, completa.

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