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Montenegro - Quarta-Feira, 10 de Janeiro de 2018 - Hora:08:00

Ex-delegado de Montenegro revela detalhes do ritual satânico que matou crianças

Moacir Bernardo comanda a investigação sobre os irmãos esquartejados

Delegado Moacir mostrou capa e máscara usada por bruxo nos rituais satânicos de sacrifício humano /Juarez Machado/Jornal NH

Na década de 90, por três anos o delegado Moacir Fermino Bernardo foi o titular da Delegacia de Polícia de Montenegro.

Além da atuação na Polícia, chegou a atuar em clubes de futebol da cidade. Colorado, gostava de usar a camisa 10.

Evangélico, também chegou a concorrer por duas vezes a vereador em São Leopoldo.

Com 44 anos de carreira, o delegado Moacir agora comanda a investigação de um dos casos mais macabros já ocorridos no Estado. Respondendo pela Delegacia de Homicídios, apresentou detalhes do caso das duas crianças mortas e esquartejadas para um ritual satânico. Partes dos corpos foram encontrados em setembro em Novo Hamburgo. E o ritual teria ocorrido em Gravataí.

Aos 67 anos, o delegado garante que graças a sua fé conseguiu desvendar o crime que ganhou grande repercussão. Ele divulgou nomes de sete acusados, sendo que quatro estão presos e outros estão foragidos. Todos estão com prisão preventiva decretada. Um dos presos é o bruxo Silvio Fernandes Rodrigues e os demais são um cliente que teria pagado metade dos 25 mil reais pagos pelo ritual, seu filho e outro envolvido. Entre os procurados está um argentino que teria trazido os dois irmãos – um menino e uma menina, entre 8 e 12 anos, da Argentina. O sacrifício teria sido encomendado por uma família de Novo Hamburgo com o propósito de atrair prosperidade. A Polícia ainda procura descobrir onde estão as cabeças das duas crianças, que foram separadas do restante dos corpos. A suspeita é de que as vítimas teriam sido seqüestradas e trocadas por um caminhão roubado. As crianças ainda não foram identificadas, mas exames apontaram que o menino teria sido embebedado e a menina provavelmente esfaqueada antes de serem mortos e mutilados.

“Tenho fé em Deus que vamos prender todos os acusados, encontrar as partes que faltam e identificar as crianças”, declarou o delegado Moacir, em entrevista ao Fato Novo. Ele fez questão de lembrar o trabalho que realizou na época que esteve em Montenegro, também desvendando vários crimes. Mas nenhum com tanta crueldade como este do Vale do Sinos. “É um crime bárbaro, horrendo, terrível, aterrorizante”, declarou, sobre a barbárie. “Está ganhando repercussão mundial”, completou, sem descartar que tenham ocorrido outros rituais também com sacrifício de pessoas.

Em coletiva de imprensa na última segunda-feira, o delegado mostrou trajes que teriam sido usados no sacrifício e que foram encontrados num cofre no templo do bruxo. Entre os objetos estavam uma capa preta e uma máscara de lobo. Uma testemunha que estava no ritual revelou que o menino estava de capuz escuro e rodeado de velas, enquanto a menina se encontrava no chão, já desfalecida.

Segundo o delegado, o bruxo é especializado em secrifício de crianças e que já fez isso em todo o país. Disse que ocorreriam até sessões de canibalismo, onde teriam “comido a carne e bebido o sangue das crianças”. As declarações horrorizaram a população gaúcha e o crime já ganhou até repercussão mundial. No templo de Gravataí os policiais chegaram a encontrar no altar um crânio humano dentro de uma bacia com sangue. Revoltado, ao prender o bruxo, o delegado Moacir perguntou se Satanás não viria para soltá-lo. Conforme o delegado, o rosto do acusado se desfigurou tornando forma de demônio.

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