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Montenegro - Sábado, 21 de Outubro de 2017 - Hora:08:00

Famílias atingidas pelo temporal recuperam moradias

Casas atingidas estão recebendo telhas da Defesa Civil

Na casa de Seloir o temporal levou o telhado e as paredes de um quarto /Guilherme Baptista/FN

A forte chuva dos últimos dias aumentou o sofrimento das famílias que ainda não conseguiram arrumar suas casas. Muitas residências ainda estão com lonas ou até completamente desprotegidas desde o violento temporal do último dia 1º de outubro. A sorte é que a comunidade costuma ser solidária, ajudando as famílias necessitadas. E após a distribuição de lona, nesta semana iniciou a entrega de telhas para famílias carentes que tiveram suas casas destelhadas pelo vendaval.

Conforme o secretário municipal de habitação, desenvolvimento social e cidadania, Marcelino da Rosa, que interinamente responde também pela coordenação da Defesa Civil no município, logo após o temporal o Estado encaminhou 700 metros de lona, que foram distribuídos para os mais necessitados. E na última quarta-feira, 17 dias após o vendaval, a Defesa Civil do Estado encaminhou para Montenegro 1.403 telhas, sendo 617 de 6 milímetros e 786 de 4 milímetros. “Nós pedimos 3.500 telhas, pois temos 480 casas cadastradas, que tiveram destruição total ou parcial. Contabilizamos uma média de 15 telhas por família. Esperamos receber o restante”, declarou Marcelino, sobre o pedido enviado ao Estado, após ser homologado o decreto de situação de emergência.

Ainda na quarta-feira a Prefeitura iniciou a distribuição das telhas recebidas do Estado. Assim como no roteiro das lonas, iniciou pelo bairro Estação, seguindo depois pelo Aeroclube e demais áreas atingidas. “Muitas famílias ainda estão com lonas nas casas, mas outras já conseguiram colocar telhas”, diz Marcelino, lembrando que são beneficiadas famílias de baixa renda, cadastradas pela Defesa Civil e que estão no cadastro único de programas como o Bolsa Família. “Mesmo se chover vamos continuar a distribuição. Se for preciso vamos trabalhar no final de semana”, afirmou o secretário.

A Defesa Civil esclarece que não há pontos de distribuição de telhas. A entrega está ocorrendo diretamente nas residências atingidas e que foram previamente cadastradas. Marcelino lamenta algumas críticas em redes sociais, inclusive onde foram postadas fotos de um caminhão distribuindo telhas em outro local. “Não são telhas da Defesa Civil”, esclarece, lembrando que só as famílias cadastradas serão beneficiadas.


Queda de parede em casa com 8 crianças
O bairro Aeroclube foi um dos mais atingidos pelo vendaval de 1º de outubro. A quase três semanas após o temporal a reportagem do Fato Novo voltou ao bairro para ver como está a reconstrução dos telhados e até das casas que chegaram a ter paredes destruídas pela força do vento que alcançou mais de 100 Km/h.

“O temporal levou tudo. Deixou só as quatro paredes”, lembra Ivete Luisa Jahn. “Eu estava em casa com meus dois filhos quando o vento levou o telhado”, completa. “Agora já tem o telhado. Estamos felizes e está coberto para podermos voltar para casa”, diz Ivete após receber 27 telhas. O secretário Marcelino chega a ficar emocionado ao ver o telhado reconstruído. E nem consegue falar. “É de se emocionar. Era uma tristeza antes. Eu não conseguia mais vir aqui. Não tinha condições de olhar. Só agora, com o telhado reconstruído, é que estamos voltando”, comemora, agradecendo a Defesa Civil, Prefeitura e todos que ajudaram. “Ainda estamos precisando de móveis que perdemos. Molhou tudo e estragou”, completa.

Também no bairro Aeroclube, só que na rua Benjamim Alves Barreto, outras duas situações bastante críticas, em que paredes das casas caíram com o vento forte. Por sorte ninguém ficou ferido, pois várias pessoas estavam em casa. “Se a gente estivesse dormindo no quarto tinha morrido todo mundo. Corremos para a outra parte da casa”, lembra Seloir, mostrando que só sobrou o piso do quarto. Parte do restante da casa também teve casas destelhadas. Já na casa detrás, onde moram dois filhos de Seloir de Fátima, a moradia ficou completamente destelhada. “Eles já receberam telhas e colocaram. Mas dentro da casa não sobrou nada”, afirma. “Pretendemos ajudar a reconstruir as paredes que caíram”, informou Marcelino.

Situação ainda pior ocorreu na casa de Jonas de Lima Marques. Ele lembra que estavam todos em casa. “Estávamos todos em casa, onze pessoas, incluindo oito crianças, olhado TV”, lembra. “Tem desde 2, 4, 6, 8, 10, 13, 15, 17, 19 e 23 anos”, conta. “A sorte que a parede desabou para o lado do vizinho. E aí corremos para outra peça, recorda. A parede ficou destruída e também parte do telhado, além de móveis como roupeiro e cama, e a televisão. Mas por sorte ninguém se machucou. E agora a Prefeitura está reconstruindo a parede. Enquanto isso, os onze moradores estão ficando numa única peça, em situação bastante precária.

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