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Feliz - Quarta-Feira, 05 de Julho de 2017 - Hora:08:00

Geraldo Reichert e Tiago Fernandes são absolvidos da morte de Djalmo Bohn

Promotor diz que vai pedir a anulação do julgamento

Júri popular só terminou na madrugada de sábado /Arthur Poersch/Vale Feliz FM

Após 14 horas de julgamento, foi proferida no início da madrugada de sábado a sentença do julgamento dos dois réus que eram acusados da morte do empresário Djalmo Lírio Bohn. Por volta de 1 hora a juíza Marisa Gatelli anunciou o resultado, na Câmara de Vereadores de Feliz.

O júri popular iniciou em torno de 10h da manhã de sexta-feira, com o tribunal se mantendo lotado durante todo o dia e noite, num clima de grande expectativa, por se tratar de um crime de repercussão. Os réus Tiago Fernandes e Geraldo Reichert foram absolvidos da acusação de serem o mandante e executor do homicídio ocorrido na Feliz em 26 de dezembro de 2011. Na defesa de Geraldo atuou o advogado Jader Marques. E a advogada de defesa de Tiago foi Mara Elaine Dresch Kaspary. Na acusação atuou o promotor de Justiça Rafael Russomano Gonçalves, acompanhado da promotora Cintia Foster de Almeida e do advogado Gerônimo Catani. Após o anúncio da absolvição, o promotor informou que irá recorrer da decisão junto ao Tribunal de Justiça do Estado.


A repercussão
A absolvição dos dois réus continua gerando muita repercussão. Nas redes sociais muitas pessoas se manifestaram, principalmente com comentários de perplexidade sobre o resultado do julgamento. Familiares da vítima também ficaram revoltados.

A investigação policial chegou a apontar que Geraldo, ex-sócio de Djalmo, teria sido o mandante do crime, que teria sido motivado por um desacordo comercial. Já Tiago, que na época trabalhava numa lancheria de Nova Colúmbia, em Bom Princípio, foi apontado pela Polícia como o motociclista que executou o empresário e que chegou a confessar que receberia 50 mil reais de Geraldo.

Durante o julgamento, os advogados dos réus defenderam a tese de negativa de autoria, ou seja, que eles não teriam envolvimento com o crime. O promotor de justiça Rafael Russomano Gonçalves se disse surpreso e decepcionado com o resultado do julgamento. Mas ele disse que respeita a decisão dos jurados. Ele estranhou que os jurados teriam votado reconhecendo o envolvimento dos réus, mas mesmo assim decidiram pela absolvição. Para o promotor, em júri popular muitas vezes os jurados levam outros fatores em conta para decidir e não apenas as provas e os argumentos das partes.

Russomano diz que já em plenário ingressou com recurso e acredita que o julgamento poderá ser anulado, entendendo que a decisão foi contrária a prova dos autos e por isso poderá ter um novo júri popular.

Para a advogada Mara Elaine Dresch Kaspary, que defendeu Tiago Fernandes, não havia provas seguras que comprovassem a culpa dos réus e por isso os jurados por 4 votos a 3 decidiram pela absolvição. Ela lembra que a decisão do júri é soberana. Quanto ao recurso do Ministério Público, é dever da Promotoria recorrer, mas cita que a anulação do julgamento só ocorreria em caso de alguma nulidade formal ou processual, o que não aconteceu.

Já o advogado Jader Marques, que defendeu Geraldo Reichert, considera que houve um julgamento de acordo com a lei processual, no qual os juízes leigos, membros da comunidade, decidiram de forma soberana. Sobre o resultado do júri preferiu não comentar, por entender que o processo penal trata de um contexto doloroso para os dois lados envolvidos.

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