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Pelo Vale - Terça-Feira, 05 de Agosto de 2014 - Hora:18:23

Grande expectativa para o resultado do estudo para reduzir as enchentes

Audiência pública vai ocorrer no Pareci em 20 de agosto

Rio fora do seu leito

A terceira Audiência Pública do Estudo de alternativas para minimização do efeito das cheias do trecho baixo do rio Caí vai acontecer no próximo dia 20 de agosto, uma quarta-feira, a partir das 19 horas, no auditório da Escola Municipal Beato Roque, em Pareci Novo.

Após reuniões em Montenegro e São Sebastião do Caí, a equipe técnica da Engeplus e Aerogeo, que realiza o estudo desde julho do ano passado, juntamente com representantes da Metroplan, Comitê Caí e Secretaria de Obras do Estado, estarão informando os resultados do estudo que busca avaliar e buscar opções para reduzir as enchentes que costumam atingir municípios como o Caí, Montenegro, Pareci Novo e Harmonia.

Conforme a engenheira ambiental Carolina Heck, ainda deverá ter uma quarta audiência, em outubro, quando será apresentado o resultado final. Mas em Pareci já serão mostrados alguns resultados e alternativas. Custos e impactos de alternativas como diques, corta-rio (canal extravasor) e escavação para aprofundamento do fundo do leito do rio deverão ser discutidas.

O prefeito Rafael Riffel, que também é o presidente da Associação dos Municípios do Vale do Rio Caí (AMVARC), destaca a importância da comunidade participar, pois é a maior interessada. “É importante uma solução coletiva, que beneficie todos os municípios atingidos pelas enchentes e que ninguém seja prejudicado”, entende. “Estamos aguardando com expectativa o resultado dos estudos”, completa.

Como foi feito o estudo
A busca por alternativas para diminuir as enchentes na região é antiga, mas faltava justamente um levantamento técnico, o que agora está sendo realizado. O deputado federal Luiz Carlos Busato lembra que era o secretário estadual de obras públicas quando foi destinado R$ 1,4 milhão para a realização do plano de prevenção das cheias. “A partir deste estudo poderá ser feito um projeto e buscar recursos junto aos Governos Federal e Estadual”, destaca.

A previsão inicial era de que o estudo seria concluído em dez meses, terminando no mês de julho. Mas foi solicitada uma prorrogação de mais três meses, devendo concluir em outubro. Neste período foi feito um amplo levantamento, envolvendo planejamento regional, meio ambiente, recursos hídricos, registros de centenas de fotos, topobatimetria, hidrologia e obras hidráulicas. Foram desenvolvidas seis etapas, desde o início do plano de trabalho, estudos técnicos de avaliação e quantificação das cheias, alternativas para reduzir as enchentes, viabilidade técnica, econômica e ambiental, audiências públicas e a definição do cenário de intervenção proposto.

A primeira audiência pública aconteceu em dezembro do ano passado, no Caí. Depois aconteceu a segunda em abril deste ano em Montenegro. Também ocorreu uma reunião em junho no Caí. E agora terá a terceira audiência pública, que será no Pareci. Já a quarta ainda não tem data e local definidos.

Tema polêmico
A solução para diminuir as enchentes é tão complexa como polêmica. O assunto divide opiniões. Para Busato, não se pode transferir ou aumentar o problema para outro local. “Tem que buscar uma solução para toda a região”, entende.

A engenheira ambiental Carolina Heck garante que a equipe que estará no Pareci vai estar preparada para vários questionamentos. Um deles certamente será sobre o impacto da construção de diques, como os que podem ser feitos no Caí e Pareci. Também a possibilidade de um corta-rio (canal extravasor) e do aprofundamento do fundo do rio.

O prefeito de Montenegro, Paulo Azeredo, já se manifestou contra o dique e defende o canal extravasor. “Sou contra o dique. Não podem jogar água em cima de Montenegro. Temos que nos unir e não solucionar problemas isolados”, declarou.

Já o prefeito do Caí, Darci Lauermann, espera que o estudo aponte alternativas viáveis para a conteção das cheias. “Tem que apontar uma direção, visando diminuir as enchentes no Caí e nos demais municípios, seja por dique ou outra opção”, afirmou.

Altos custos
Na reunião realizada no Caí em junho já foram tratadas algumas alternativas e também os custos para implantação, que são bastante altos.

Conforme os estudos, a construção de um dique, do lado esquerdo do rio, junto ao Caí, com 4,4 mil metros lineares e 4,5 metros de altura, teria um investimento de cerca de R$ 48 milhões. Já na margem direita, junto ao Pareci, o custo seria de aproximadamente R$ 31,5 milhões.

Os dois diques, se forem construídos, custariam então em torno de R$ 80 milhões. Os diques teriam coroamento pavimentado e estruturas de transposição de vazões, tendo a necessidade de desapropriação de uma área de 220 mil metros quadrados só do lado do Caí. Isso poderia beneficiar principalmente a área urbana do Caí, mas poderia ter o impacto de subir alguns centímetros nas enchentes da outra margem. Por isso o estudo também para a construção de outro dique.

Já o rebaixamento do fundo do rio, em cerca de 5,5 metros, num trecho de cerca de 27 quilômetros, teria um custo ainda maior, de cerca de 304 milhões. Na reunião no Caí não foi falado sobre o canal extravasor, alternativa que deve ser discutida nesta próxima audiência pública. 

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