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Montenegro - Quarta-Feira, 10 de Maio de 2017 - Hora:08:52

Hospital não tem como atender tantos pacientes

Diretor pede que casos menos graves sejam atendidos em postos de saúde

Plantão do HM tem ficado lotado e pacientes chegam a esperar por várias horas /Reprodução/FN

“Não temos estrutura para atender tantas pessoas. O hospital está lotado, nas internações e na emergência. Não temos como dar conta de tudo”. O desabafo foi do diretor do Hospital Montenegro (HM), Carlos Batista da Silveira, na manhã de ontem. “A saúde básica é de responsabilidade do município”, completou, pedindo que os pacientes que não são de casos graves procurem os postos de saúde. Batista reclamou ainda dos atrasos nos pagamentos da Prefeitura quanto aos repasses para o plantão médico de emergência e chegou a sugerir que o município abra um pronto atendimento (UPA) 24 horas.

De acordo com o diretor do HM, a Prefeitura está com quatro meses de atraso nos repasses deste ano para o Pronto Atendimento (PA), além de mais R$ 148 mil. Como são R$ 358 mil mensais, o total com mais os 148 mil reais soma 1 milhão e 582 mil reais de dívida só no do plantão . Além disso, estariam atrasados três meses de pagamento do Samu, totalizando R$ 738 mil. “Tiramos do dinheiro do hospital para pagar o Samu”, reclama.

Batista lamenta que a maioria dos casos poderiam ser atendidos em postos de saúde, evitando que os pacientes esperem várias horas. Ele ressalta que o pronto atendimento no plantão é para urgência e emergência. Ele mostra a tabela onde no ano passado 73% dos pacientes atendidos foram classificados como azul e verde,ou seja, sem gravidade e com menor urgência, que poderiam ir para unidades básicas de saúde (UBS). E o fato tem se repetido neste ano. Com o fechamento de postos de saúde do município, como nos bairros Esperança e Centenário, além de o atendimento noturno na Secretaria de Saúde (Assistência Social) da Timbaúva, o diretor diz que a procura pelo plantão do hospital aumentou cerca de 20%.

“O hospital virou um postão”, declarou. “Temos três médicos de dia e dois de noite. Eles não dão conta”, protestou, citando que a procura vem aumentando ainda mais com a queda na temperatura e os problemas respiratórios, gripes e outros. “São muitas crianças e idosos procurando o plantão”, declarou, admitindo que nos casos sem gravidade a demora pode chegar a 5 ou seis horas de espera.

Sobre o fato do hospital ser o maior do Vale do Caí e atender toda a região, Carlos Batista diz que a grande maioria dos pacientes são de Montenegro. “No ano passado atendemos 54 mil pessoas, sendo 39 mil de Montenegro. Só entre janeiro e abril deste ano atendemos 17 mil pacientes, sendo 13 mil de Montenegro”, diz, mostrando os números que comprovam que cerca de 74% dos atendimentos são para montenegrinos. Além disso, outros municípios, como Capela de Santana, Triunfo e São Sebastião do Caí enviam muitos pacientes. E destes, conforme Batista, apenas Capela repassa recursos ao hospital, além de Pareci Novo, Maratá, Tabaí, São José do Sul, Salvador do Sul, Harmonia e Tupandi.

A situação financeira do hospital melhorou após o Estado colocar os repasses atrasados em dia. Com isso, os atendimentos de especialidades pode ser retomado. Mesmo assim a situação financeira ainda é preocupante. Conforme relatório mostrado pela direção, o déficit anual de 2016 foi de 2 milhões e 706 mil reais.

Reclamação pela demora
O vereador Talis Ferreira (PR) esteve no pronto atendimento (plantão de emergência) do hospital na noite de segunda-feira. Ele diz que atendeu pedidos de várias pessoas que estavam reclamando da demora para serem atendidas. “Cheguei por volta das 18 horas e percebi que havia pessoas desde as 13 horas. Um total descaso com a população. Muitas pessoas estavam horas esperando para passar pelo primeiro procedimento de acolhimento”, declarou Talis em sua página no facebook da internet, citando que ia buscar explicações da direção do hospital e também da Prefeitura.
O diretor do hospital, Carlos Batista, citou que só na segunda-feira ocorreram 191 atendimentos no plantão do hospital, sendo 145 de Montenegro. “Das 12 às 19 horas foram atendidos 82 pacientes, sendo 54 de casos que não são de urgência ou emergência, que poderiam ir num posto de saúde”, reclama.


Prefeitura vai pagar
A Prefeitura de Montenegro informou que nesta semana realizará repasses para duas entidades ligadas à saúde do município. Conforme a Administração Municipal, o Hospital Montenegro e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) receberão um montante de R$ 538 mil referentes ao mês de janeiro.

De acordo com a Prefeitura, o SAMU recebeu na segunda-feira, dia 8, aproximadamente, R$ 180 mil da Administração Municipal. Já para o HM, foi informado que Município fará o repasse ainda durante esta semana, de cerca de R$ 358 mil referentes ao serviço de Pronto Atendimento.

Segundo a Prefeitura, na última semana o Secretário de Saúde interino, Luis Azeredo, esteve reunido com o diretor do Hospital Montenegro, Carlos Batista, para tratar sobre Pronto Atendimento e o SAMU. Luis também se reuniu com atendentes do Serviço Móvel para falar de ajustes técnicos.

Não foi informado pela Prefeitura quando vai ocorrer o pagamento do restante dos repasses atrasados ao hospital. Quanto ao fato de que tantos pacientes de casos menos graves procuram o hospital ao invés de antes se dirigirem aos postos de saúde, a Administração Municipal manifestou que: “a Prefeitura de Montenegro oferece os serviços básicos de saúde através das UBSs, da Assistência e nos PAMs. Cada paciente faz a opção do serviço que achar melhor e adequado para os sintomas que possui”.

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