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Feliz - Sábado, 01 de Julho de 2017 - Hora:08:00

Júri popular continuou durante a noite em clima de muita tensão

Julgamento dos acusados da morte de Djalmo lota a Câmara

Júri popular foi acompanhado com grande expectativa /Guilherme Baptista/FN

Com grande expectativa, foi realizado ontem, sexta-feira, o julgamento de um dos crimes de maior repercussão na região.

Desde a parte da manhã, se estendendo por toda tarde e noite, foram julgados na Câmara de Vereadores de Feliz os dois acusados da morte do empresário Djalmo Lírio Bohn. Ele foi assassinato em 26 de dezembro de 2011, na Feliz, quando tinha 51 anos.

O júri popular estava marcado para iniciar às 9h. Logo cedo muitas pessoas se concentraram na frente da Câmara. Por questão de segurança, a Brigada Militar deixou a Rua Marcos José de Leão em meia pista. Muitos familiares da vítima e também dos réus, além de conhecidos e pessoas da comunidade aguardaram para poder entrar no tribunal, sendo distribuídas até 60 senhas, que é a capacidade do auditório do legislativo. Além da viúva de Djalmo, também estavam presentes o pai dele e os três filhos.

O júri só iniciou por volta de 10h30min, após o sorteio dos sete jurados. E o primeiro depoimento foi da viúva de Djalmo, Berenice Bohn, que estava bastante emocionada e chorou ao lembrar quando foi ao socorro do marido logo após ele ser baleado na frente de casa. Ela chegou a falar de ameaças que o marido sofria e pediu por justiça. A viúva foi a única testemunha de acusação. Já na defesa do empresário Geraldo Reichert, além dele, que foi interrogado pela manhã, também falaram cinco testemunhas.

Geraldo, de 57 anos, foi apontado pela investigação policial como mandante do crime. Ele era sócio de Djalmo e teria ocorrido um desacordo comercial. Seu advogado é Jader Marques, que assumiu a defesa em abril deste ano, o que na época ocasionou a transferência do julgamento porque ainda não tinha tido acesso a todos os volumes do processo, que conta com 1.841 páginas. Ao ser interrogado no júri, Geraldo alegou inocência, negando participação no crime.

O outro réu, que também foi julgado ontem, é o motoboy Tiago Fernandes, de 29 anos, apontado pela polícia como o motociclista que executou a tiros Djalmo na frente de sua casa. Ele preferiu não falar no júri,sendo defendido pela advogada Mara Elaine Dresch Kaspary. Já na acusação atuou o promotor de Justiça Rafael Russomano Gonçalves.

De acordo com a investigação, Tiago, que na época trabalhava numa lancheria de Nova Colúmbia, em Bom Princípio, teria sido empregado de Reichert numa empresa de materiais de construção. Segundo a Polícia, ele teria confessado que ganharia 50 mil reais de Geraldo para matar Djalmo. Os dois acusados chegaram a ficar por dois anos presos na Penitenciária de Montenegro, mas foram libertados em abril de 2014.

Na parte da tarde ocorreram os debates entre o promotor e os advogados de defesa. De um lado o Ministério Público apontando os réus como culpados e pedindo a condenação por homicídio qualificado. Do outro os advogados de defesa alegando inocência e pedindo a absolvição.

Como eram dois réus, com amplo tempo para as manifestações das duas partes, incluindo réplica e tréplica, a sentença da juíza Marisa Gatelli não tinha sido pronunciada até o início da noite, quando ocorreu o fechamento da edição do jornal. O clima no tribunal era de tensão e expectativa, já que foi um crime de grande repercussão e que na época, cinco anos atrás, foi amplamente divulgado pela imprensa. Imagens de câmeras de videomonitoramento gravaram a execução e as imagens foram exibidas em noticiários.

O resultado do júri pode ser conferido no facebook do Fato Novo ou na próxima edição.

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