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So Sebastio do Ca - Segunda-Feira, 10 de Abril de 2017 - Hora:15:14

Julgamento por homicído resulta na absolvição do acusado

Jurados decidiram, por quatro votos a zero, que o réu, Luan Rafael Pires da Silva, não foi o autor do homicídio ocorrido em 2015

A casa onde se deu o homicídio seria, na época, local de tráfico e consumo de drogas /Arquivo/FN

Foi realizado, na última segunda-feira, o julgamento de Luan Rafael Pires da Silva acusado de haver matado Tiago Oliveira da Silva, ambos moradores do bairro São Martim. Fato ocorrido no dia 15 de fevereiro de 2015, neste mesmo bairro.

Atuou, na acusação, a promotora Cristine Zottmann e, como defensor, o jovem advogado leopoldense Diogo Lauermann.


O crime
Por volta de dez horas da noite, dois homens chegaram às imediações de uma casa do bairro São Martim.

Um dos dois postou-se diante da porta da casa e chamou. Segundo um vizinho ouvido pelo Fato Novo, o homem chamava por Murrá, apelido do dono da casa.

Quem atendeu, no entanto, foi o jovem Tiago Oliveira da Silva, de 26 anos, amigo do morador da casa, que estava lá em visita.

O homem que havia chamado por Murrá disparou cinco tiros, sendo que dois atingiram Tiago no peito.

Ele chegou a ser socorrido, sendo levado ao hospital Sagrada Família, mas não resistiu e faleceu antes de ser removido para um hospital habilitado a atender casos de tal gravidade.

Conforme foi apurado pela polícia, Tiago tinha antecedentes criminais, por crimes como furto e ameaça. As pessoas que o conheciam no bairro dizem que ele havia se regenerado e vinha se comportando muito bem, ultimamente. Era considerado uma pessoa “muito legal” e trabalhava na venda de frutas, como muitos outros moradores do bairro São Martim.

A casa onde aconteceu o crime agora está abandonada. A porta metálica foi arrombada por pessoas que tentaram socorrer a vítima. Murrá desapareceu. Possivelmente para evitar que o assassino retorne e, desta vez, a vítima seja ele.

Segundo pessoas que conheciam Tiago, ele não era traficante. Mas era usuário de drogas.


Julgamento
Após investigações, a polícia civil caiense concluiu que o autor do homicídio era Luan Rafael Pires da Silva. Pouco mais de dois anos após, Luan foi a julgamento - na manhã da última segunda-feira no forum do Caí.

Começando pela manifestação de acusação, feita pela promotora Cristine Zottmann o julgamento estendeu-se também pela tarde, com a defesa do jovem advogado Diogo Lauermann.

Ao final das manifestação do advogado de defesa, os sete jurados foram chamados a manifestar os seus votos. Como os quatro primeiros se manifestaram pela absolvição do réu, a juíza deu a questão por definida, como é praxe nos julgamentos. Mesmo que os três restantes votassem pela sua condenação, Diego já tinha a maioria dos votos e estava absolvido.

A promotora vai recorrer da decisão e o caso deverá ser levado ao Tribunal de Justiça do estado. O réu ficou preso por dois anos, esperando pela decisão do seu caso. O julgamento foi presidido pela juíza Débora Sevik.

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