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Montenegro - Sábado, 12 de Agosto de 2017 - Hora:08:00

Justiça impede pagamentos e obras ficam paradas

Prédio da Biblioteca está abandonado e asfaltamentos corem risco

Biblioteca está abandonada, com vidros quebrados e corredor virou mato. Quadra da escola José Pedro Steigleder ainda não recebeu telhado. Pavimentação da Rua dos Imigrantes parou e asfaltamentos com recursos do Badesul nem começaram /Guilherme Bap

A Justiça determinou a suspensão dos pagamentos para empresas que estão sob investigação do Ministério Público na Operação ibiaçá que apura indícios de fraudes em licitações. Com isso, algumas obras estão paradas e até abandonadas. É o caso do prédio da Biblioteca Pública Hélio Alves de Oliveira, no centro de Montenegro.

O aspecto do imponente prédio da Biblioteca é de completo abandono, com vidros quebrados e mato no corredor de acesso. A reportagem solicitou à Prefeitura acesso ao interior do local, para ver como está à situação de um prédio tão importante e que está fechado faz mais de quatro anos, mas não recebeu retorno. Enquanto isso, a biblioteca funciona provisoriamente e precariamente no antigo prédio do restaurante do Parque Centenário, local considerado distante e sem condições adequadas, o que dificulta o acesso de leitores e pesquisadores. E como o teatro Roberto Atayde Cardona (auditório do Centro Cultural) foi interditado para justamente ocorrerem às obras de reforma e ampliação da biblioteca, que fica no acesso ao teatro, a comunidade também está sem seu mais importante espaço para espetáculos e apresentações, causando grandes prejuízos para o município denominado de “Cidade das Artes”. Para piorar, outro importante local de lazer e entretenimento, o Parque Centenário, também está interditado para eventos por questões estruturais, como problemas na rede elétrica. O Centenário conta com dois ginásios. O Domingão está interditado faz mais de dez anos, pois está destelhado e com problemas no piso. E o Azulão está sem luz, inclusive devido a furtos na rede elétrica. Junto ao Azulão tem também um pavilhão de eventos, o qual também não está sendo utilizado. Entidades que necessitam espaços para apresentações estão tendo que alugar ou suspender espetáculos, o que tem gerado revolta.

Biblioteca era para estar pronta
Uma placa na frente da Biblioteca informa que a obra de ampliação e reforma, com investimento de R$ 444.376,32, deveria começar em 27 de junho do ano passado, com prazo de conclusão de 180 dias. Portanto já era para estar pronta no início deste ano. Isso neste último contrato, pois outros foram assinados em governos anteriores e também não foram cumpridos. E não existe nenhuma previsão para a retomada dos trabalhos.

A empresa responsável pela obra da Biblioteca é a F&F Engenharia e Construção. É a mesma também que venceu a licitação para a cobertura da quadra de esportes da Escola Municipal de Ensino Fundamental José Pedro Steigleder, no bairro Senai, que está sem telhado faz vários anos. É outra “novela” entre as obras paradas em Montenegro e que prejudicam a comunidade. A quadra ficou destelhada num temporal de novembro de 2009. Foram recolocadas telhas só em 2015, mas o serviço não foi concluído. Por questão de segurança todas as telhas que restaram foram retiradas neste ano. No último mês de maio foi reiniciado o trabalho na estrutura para a colocação da nova cobertura. Mas não foi concluído e o ginásio continua destelhado, sem os 850 alunos da maior escola do município terem um espaço coberto para a educação física, prática de esporte e outras atividades.

De acordo com o secretário municipal de obras Argus Machado, a estrutura do telhado da quadra da escola está pronta, faltando só colocar as telhas. Mas a Prefeitura foi impedida pela Justiça de pagar as duas últimas parcelas do trabalho, porque a empresa está entre as investigadas pelo Ministério Público. Ele explica que tinha sido acertado que logo após terminar o telhado do colégio, a empreiteira ia retomar as obras na Biblioteca. Mas com a suspensão dos pagamentos, não existe previsão para que os trabalhos sejam reiniciados.


Asfaltamentos não começaram
Outra situação que preocupa é da pavimentação de ruas com recursos do financiamento do Badesul. O recurso foi solicitado desde 2015, sendo liberado no último mês de maio, na ordem de R$ 3 milhões, para obras em dez trechos de ruas. Só que a Construtora JLV, vencedora da licitação, também está entre as investigadas e com isso impossibilitada de receber.

As obras chegaram a começar na Rua dos Imigrantes, do bairro Senai. Foi iniciada a construção da rede pluvial, para escoamento da água da chuva. Mas ocorreram problemas na rede de esgoto. “Não poderia estar ligado o esgoto na rede pluvial. Tem que ser feito um trabalho de conscientização de construção de fossas. Está irregular”, explica o secretário Argus Machado. A Prefeitura teve que fazer um trabalho junto ao cruzamento das ruas Juvenal de Oliveira com Imigrantes para tentar escoar o esgoto que inundou as vias, causando revolta nos moradores do local devido ao forte mau cheiro e risco de transmissão de doenças. “Tivemos que abrir a rua”, informou.

Depois que foi desencadeada esta semana mais uma etapa da Operação Ibiaçá, inclusive com a prisão do empresário Valmir D’Avila, diretor da construtora, as obras na Rua dos Imigrantes pararam completamente. E não existe previsão para retomada dos trabalhos, que já estão bastante atrasados em seu cronograma. Além do calçamento na Rua dos Imigrantes devem ser asfaltados trechos das ruas: Leopoldo Gemmer, Goiás/Piauí, Hans Varelmann/Estrada Antônio Inácio de Oliveira Filho, Boa Vista/Heitor Müller, Ernesto Zietlow, Getúlio Vargas, 14 de Julho, Otaviano Moojen e Intendente Augusto Jaeger Filho, em vários bairros da cidade.


Prefeito em exercício quer retomada das obras
Após o afastamento do prefeito Luiz Américo Alves Aldana devido as denúncias de fraudes em licitações, o vice-prefeito Carlos Eduardo Müller (Kadu) assumiu o cargo na última quarta-feira. O prefeito em exercício Kadu disse que vai consultar a Procuradoria Geral do Município para ver como está a situação e ver junto ao Tribunal de Justiça, Ministério Público e Tribunal de Contas do Estado sobre a possibilidade de retomada dos trabalhos. “Obras paradas causam prejuízo. E quanto mais tempo demorar vai ser pior devido a degradação. A comunidade não pode ser prejudicada”, declarou.

Além da suspensão dos pagamentos, as empresas investigadas estão impedidas de fazer novos contratos com a Prefeitura.

Kadu não descarta declarar as empresas investigadas como inidôneas para poder retomar as obras contratando outras empresas. Mas tudo depende da questão jurídica, para que seja feito dentro da lei. O que não parou foi o transporte escolar, que mesmo sendo feito por uma empresa também sob investigação, está funcionando normalmente porque é essencial. Uma nova licitação está em andamento para o transporte escolar. E segundo o Ministério Público os valores voltaram aos patamares anteriores.

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