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São Sebastião do Caí - Sexta-Feira, 23 de Agosto de 2013 - Hora:19:14

Macacos do Morro do Hospital são patrimônio comunitário caiense

Cerca de 100 macacos prego vivem em liberdade na mata, em boa convivência com os humanos

Apesar da convivência amistosa, a recomendação é de não tentar tocar nos macacos pois eles podem se tornar agressivos

A pouco mais de dez anos, um grupo de macacos, trazidos da Amazônia por caminhoneiros, vivia preso em gaiolas numa banca de beira de estrada.

Sob o risco de ser penalizado, já que esse comércio é ilegal, o comerciante soltou os animais e eles fugiram para o Morro do Hospital.

Desde então eles vivem nas matas do morro caiense. E vivem bem, pois a população está aumentando rapidamente. O coordenador do Meio Ambiente na prefeitura do Caí, Celso Moraes calcula a população atual em aproximadamente 100 animais.

Segundo Celso, os macaquinhos do morro são, hoje, um patrimônio comunitário da cidade e a sua coordenadoria se empenha em protegê-los.

Os caienses já têm estima pelos pequenos símeos e costumam oferecer comida para eles. É crime previsto em lei maltratar ou matar animais e, portanto, se alguém souber de algum mau trato aos macaquinhos deve informar à polícia e à coordenadoria do meio ambiente pelo telefone 3635-2500, ramal 5.

Os macacos são da espécie prego, que existe por todo o país e vivia em estado selvagem no Vale do Caí antes da região ser colonizada.

Os primeiros colonizadores do Vale do Caí entraram em conflito com eles porque os macaquinhos atacavam as lavouras, principalmente as de milho.

Antigamente (de meados do século XIX a meados do século XX, a agricultura era praticada de modo muito mais intenso na região. Toda encosta e topo de morro era desmatada e transformada em roça.

Isso fez com que os macacos prego fossem exterminados totalmente.

As principais culturas, naquela época, eram as de milho e feijão. Felizmente - para os macaquinhos e seu amigos caienses - hoje em dia não existem mais roças de milho no Morro do Hospital e as relações entre os símios e os humanos moradores das encostas do morro têm sido cordiais.

O coordenador Celso Moraes alerta, entretanto, para as pessoas não tocarem e, principalmente, não segurarem os macaquinhos, pois eles podem se tornar agressivos.

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