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Pelo Vale - Quarta-Feira, 13 de Dezembro de 2017 - Hora:08:00

Mais um caminhoneiro é vítima da “curva da morte”

Luciano Batista não resistiu à forte colisão com árvore às margens da BR 470

/Cleo Meurer/FN

Uma guerra sem fim. A definição, historicamente, adotada para o verdadeiro caos que é o trânsito brasileiro pode ser aplicada também ao Vale do Caí. Nas últimas semanas, tragédias nas estradas abalaram diversas famílias na região. Para a de Luciano Rafael Batista, morto aos 35 anos, no início da manhã do último sábado, na BR 470, em São José do Sul, o drama se repete.

Há pouco mais de três anos, o caminhoneiro perdeu uma filha, Maiane, então com menos de dois meses de vida, e o sogro, o sargento reformado Ladimir Pereira de Almeida, 54 anos, num acidente na RS 287. A colisão do carro onde estavam as vítimas fatais com outro veículo, no dia 4 de outubro de 2013, aconteceu sob forte chuva de granizo, a poucos metros da casa da família, numa rodovia com más condições de sinalização e conservação.

Apesar do abalo com a tragédia familiar, Luciano Batista jamais perdeu a disposição. As pessoas mais próximas fazem questão de valorizar sua dedicação ao trabalho. “Ele vivia para isso, só pensava em trabalhar, estava sempre em atividade. Não tinha qualquer vício”, contou o primo Diones dos Santos, 35 anos, enquanto aguardava o resgate do corpo do caminhoneiro. “Nos últimos dias, ele, praticamente, não parou. Talvez estivesse muito cansado e até tenha dormido na direção. Se essa árvore não estivesse aí, ele teria sobrevivido”, completou. O motorista estava trabalhando há cerca de um mês para uma transportadora montenegrina.

A última viagem de Luciano começou por volta das 5h. Numa propriedade rural da localidade de Linha Babilônia, interior de São Pedro da Serra, realizou o carregamento de uma carga de frangos vivos que tinha como destino a JBS, em Montenegro. Cerca de uma hora mais tarde, o caminhoneiro não venceu a temida “curva da morte”, no KM 269 da 470. O Ford Cargo que conduzia, placas IOL 8016, de Roca Sales, tombou e colidiu contra uma árvore, ficando com a cabine, completamente, destruída, e causando a morte instantânea do motorista.

A família da vítima foi avisada por colegas de trabalho sobre o acidente e se dirigiu ao local. A esposa de Luciano, Taina de Almeida Batista, muito abalada, foi acudida por parentes e policiais que estavam envolvidos no atendimento à ocorrência.

O trânsito ficou lento no ponto durante, praticamente, toda a manhã do sábado, sendo orientado pela Brigada Militar e Polícia Rodoviária Federal. O caminhão foi retirado do local pouco antes das 12h.

Após velório na Capela da Funerária Forneck e Matana, o corpo de Luciano Batista foi sepultado junto ao da filha, no Cemitério Municipal de Montenegro, no domingo. Além da esposa, ele deixa mais duas filhas, Mariele, 12 anos, e Maísa, 9 anos.

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