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Montenegro - Quarta-Feira, 13 de Setembro de 2017 - Hora:08:00

Maria-Fumaça vai voltar à Estação Férrea

Efica já obteve autorização para a vinda da locomotiva

Trilhos aguardam a volta do trem /Reprodução/FN

“O apito do trem anunciava a partida...”. A música de autoria do montenegrino Vandré da Rosa, em alusão à antiga Estação Férrea, hoje Estação da Cultura, virou um verdadeiro hino da cidade. E lembra os tempos que os trens, tanto a vapor como depois movido a óleo diesel, cruzavam o centro de Montenegro, saindo e chegando à Estação Ferroviária. O local, que teve vários prédios restaurados, virou um complexo cultural. Mas faltava uma atração principal: uma locomotiva. Em breve, não deve faltar mais.

Conforme a presidente da Entidade de Filantropia, Cultura e Arte (Efica), professora Clarice Biehl, a entidade encaminhou pedido para trazer para a Estação da Cultura de Montenegro uma antiga locomotiva Maria-Fumaça que está atualmente na Ulbra, em Canoas. Como está bastante abandonada e necessita de restauração, as mulheres da Efica solicitaram a transferência do trem para Montenegro. “O projeto chegou a ser arquivado, mas não desistimos”, ressalta, lembrando a busca por autorização junto ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e Estadual (IPHAN e IPHAE), ULBRA e Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (DNIT). E através da insistência a autorização foi conseguida.

Agora a Efica iniciou uma nova mobilização, buscando apoio para transportar a Maria-Fumaça para Montenegro. E não é um trabalho simples. A locomotiva a vapor, que tem junto um vagão, é de 1935, toda em ferro. Portanto, bastante pesada. Necessita de guindaste e veículo de grande porte para a remoção. Já foi buscado o apoio da Prefeitura, em reunião com o prefeito em exercício Carlos Eduardo Müller (Kadu). E além do transporte, a Efica também iniciará uma campanha para a restauração da Maria-Fumaça. “Até o final deste ano esperamos que a locomotiva esteja na Estação da Cultura”, projeta Clarice Biehl. “É o que falta para completar o nosso acervo”, completa, informando que a locomotiva deverá ficar na parte dos fundos, onde já tem alguns trilhos, mas podendo ser vista da rua Osvaldo Aranha. E assim a Estação da Cultura se consolidará cada vez mais como um dos principais pontos turísticos, históricos e culturais de Montenegro e do Vale do Caí.


Mais prédios restaurados
A Efica tem conseguido restaurar os prédios históricos da Estação da Cultura. A antiga Estação Férrea foi inaugurada em 1909 e estava praticamente em ruínas, inclusive sendo alvo de incêndio. O local foi desativado em 1983, chegando a ficar completamente abandonado. Inicialmente com o apoio da Copesul e depois a Braskem, já ocorreram três etapas de recuperação de prédios.

A primeira etapa, inaugurada em 2006, foi da recuperação do prédio principal da Estação. Depois veio a segunda etapa, com a restauração do antigo prédio dos Correios e Telégrafos, que inclusive tinha sido destruído num incêndio. E no ano passado a restauração do antigo restaurante. Agora as senhoras da Efica estão com outros projetos. Um deles é a recuperação das antigas casas dos ferroviários, que ficam atrás da Estação. O projeto da Efica, que busca novamente recursos através da Lei de Incentivo à Cultura (LIC), é de recuperação da antiga casa do chefe da Estação, próximo do CTG Os Lanceiros. Novamente foi pedido o apoio da Braskem. Segundo a presidente da Efica, Clarice Bieh, a casa do chefe está com paredes intactas e com a restauração poderá se transformar em local de reuniões, palestras, oficinas, ensaios e outras atividades culturais.

A Estação da Cultura está sempre movimentada, sendo palco de exposições, reuniões, shows, apresentações culturais e outros eventos. O senador Lasier Martins também destinou uma emenda parlamentar de R$ 350 mil para recuperação de outra casa dos ferroviários, que deve virar um museu e terá espaço também para demais atividades.

Outra proposta da Efica é de restauração da antiga caixa d’água, situada na rua entre a antiga Estação e a Pracinha dos Ferroviários. O antigo depósito, ainda de metal, está bastante enferrujado e corre o risco de ruir. De acordo com a professora Clarice, a idéia é recuperá-la e transformá-la num Centro Observatório Astronômico. Tem também a preocupação com o meio ambiente e a sustentabilidade. Existe, por exemplo, o aproveitamento da água da chuva, através de cisternas, para a utilização em caixas de descarga, limpeza e outros serviços. E já tem um projeto também para aproveitamento da energia solar.


Mais segurança
Outra preocupação é com a segurança na Estação da Cultura. O local conta com vigilância da Guarda Municipal, mas devido ao amplo espaço não é possível vigiar toda a área. Prova disso é de que no início deste mês de setembro ocorreu um arrombamento por uma das janelas, que foi quebrada. Um violão, que estava em exposição, foi furtado, e outros objetos revirados. Com mais guardas, além de alarme e videomonitoramento, deverá ser ampliada a segurança nos prédios públicos do município, já que escolas e postos de saúde vem sendo alvo da ação de ladrões e vândalos.

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