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Montenegro - Quarta-Feira, 22 de Novembro de 2017 - Hora:14:53

Ministério Público pode ser acionado para baixar preço da gasolina

Reunião na Câmara apontou as distribuidoras de combustíveis como culpadas

Donos de postos de gasolina explicaram situação aos vereadores | Foto: Câmara de Vereadores/FN

Por que a gasolina em Montenegro é tão cara em comparação com outras cidades? A pergunta já foi feita tantas vezes e poucas são as respostas. E o assunto foi tratado numa reunião realizada na última segunda-feira na Câmara de Vereadores.

O encontro foi proposto pelo vereador Joel Kerber (PP) e aprovado por unanimidade pelos demais vereadores. “Somos como se fosse uma ilha, pois os preços praticados pelas distribuidoras para Montenegro são maiores do que aqueles cobrados para a região, segundo nos dizem, com freqüência, alegaram os donos de postos de combustíveis. Em decorrência, diz que consumidores locais acabam abastecendo seus veículos em municípios de fora, o que gera impostos em outras cidades e tira fatia da margem de lucro dos postos daqui, que já é pequena. “Teríamos que buscar uma alternativa de solução para que o povo todo volte a abastecer aqui na cidade, gerando impostos e renda para Montenegro”, disseram.

A diferença do preço da gasolina até já foi maior em comparação com Novo Hamburgo, Caí, Portão e outras cidades. Chegava a cerca de 50 centavos, tanto que nas redes sociais alguns internautas chegaram a propor boicote aos postos montenegrinos. O vereador Juarez Silva (PTB) diz que com isso muitos consumidores saem de Montenegro para ir para outras cidades não só abastecer, mas também fazer compras.

O vereador Joel Kerber defende que estes consumidores sejam resgatados, pois a prática de abastecer seus veículos em outras cidades gera prejuízos, tanto para a arrecadação dos cofres públicos, quanto para os empresários, que deixam de contar com o abastecimento em seus postos.

Culpa das distribuidoras
Os relatos dos donos de postos de combustíveis foram de que os valores excessivos são fixados pelas distribuidoras, sendo que há uma política de formação de preços tida como “obscura e unilateral”, e que no momento da negociação eles precisam praticamente implorar por melhores condições, pois se trata de um jogo em que os postos não têm voz ativa. Acabam sofrendo a maior penalização, pois consumidores dizem que estariam sendo “roubados”, no momento em que abastecem.

Outro fator que influi, segundo os comerciantes de combustível, é a ocorrência de uma variação diária dos preços nas refinarias, em função da política da Petrobras de acompanhar o valor do petróleo no mercado internacional, em dólar, mas que os postos não conseguem repassar ao consumidor, que já reclama dos valores cobrados atualmente.

Foi comentado durante o encontro que a situação vem gerando reações por parte dos postos, tais como reduzir despesas e demitir funcionários, o que segundo relatos, teria atingido nos dois últimos anos próximo da metade do quadro de pessoal.
O Vereador Joel Kerber fez a proposta de levar o caso ao Ministério Público, para apurar o motivo dos preços excessivos que as distribuidoras cobram das revendedoras. Participantes do encontro, os Vereadores Felipe Kinn da Silva (PMDB) e Juarez da Silva também têm a opinião de que as distribuidoras devem ser pressionadas a dar aos postos montenegrinos as mesmas condições de negociação oferecidas a comerciantes de cidades próximas. O Secretário Municipal de Indústria e Comércio, Elias da Rosa, propôs incluir a Agência Nacional de Petróleo (ANP) no debate.

A reunião com o Ministério Público deverá ser agendada nos próximos dias. “A idéia é realizar uma reunião novamente com os donos dos donos dos postos de gasolina, além dos representantes das distribuidoras e o Ministério Público”, diz Joel Kerber. “Só com a ação da Promotoria de Justiça para mudar esta situação”, acredita.

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