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Montenegro - Quarta-Feira, 11 de Julho de 2018 - Hora:08:00

Montenegrino que é treinador na Tailândia fala do resgate dos meninos presos em caverna

Mano Pölking tem se destacado como técnico e colocou seu time entre os melhores do país asiático

Mano é treinador do Bangkok, na capital da Tailândia | Reprodução/FN

Nos últimos dias o mundo acompanhou o resgate dos meninos presos numa caverna da Tailândia, no sudeste asiático. Ontem as equipes de emergência concluíram o resgate dos doze garotos e do técnico de futebol. Eles estavam presos na caverna desde o dia 23 de junho.

O drama foi o principal assunto dos noticiários. Um mergulhador chegou a morrer durante os trabalhos. Em tempo de Copa do Mundo, chamou também a atenção já que os meninos pertencem a um time de futebol.

Treinador
montenegrino
O montenegrino Alexandre Pölking, o “Mano”, 42 anos, é atualmente treinador de um dos principais clubes de futebol da Tailândia. Após ter se destacado como jogador em Montenegro e na região, no futebol de campo, sete e na areia, Mano chegou a jogar na Europa, onde virou treinador. Hoje é técnico do Bangkok United, na Tailândia.
“Mano” diz que a Tailândia parou para ver o resgate dos meninos. “Por duas semanas só se falou nisso aqui. A TV passou 24 horas. Mas agora está tudo tranqüilo”, comemora, enquanto falava por whatsapp. Com dez horas na frente no fuso horário. “Foi uma brincadeira de guri. Eles já conheciam a caverna, já tinham ido outras vezes. Tiveram o azar que caiu uma pancada de chuva e alagou tudo. E não eram mais encontrados. Mergulhadores da Inglaterra que localizaram”, conta, acompanhando também os noticiários. “Foi um drama sobre como socorrer. Era preciso 6 horas para chegar e outras 5 horas para voltar. A tensão aumentou com a morte do mergulhador tailandês, que era um profissional e triatleta”, conta. “Mas deu tudo certo”, festeja.

O montenegrino lembrou as outras entrevistas que concedeu ao Fato Novo e Rádio América, desde quando era jogador em Montenegro e depois foi para a Europa vinte anos atrás. E faz dez anos que atua como treinador, iniciando como assistente técnico na Alemanha. Após receber uma proposta na Tailândia, faz seis anos que é técnico do Bangkok United. “Aqui começou a minha carreira como treinador chefe. Está tudo correndo muito bem, melhor do que eu esperava”, conta. Morando na capital em Bangkok, Mano diz que inicialmente não tinha a intenção de ficar muito tempo na Tailândia. “Recebi uma proposta que me agradou. Montei a minha comissão técnica, com brasileiros, portugueses e tailandeses. O clube era pequeno, que lutava para não cair, mas com o investimento do presidente, com melhores jogadores, cresceu muito. Estou no mesmo clube faz quatro anos e hoje estamos entre as três maiores potências do país”, afirma. Atualmente está em segundo no campeonato nacional, lutando pelo título. “Ainda faltam doze jogos e tem muita coisa para acontecer. Sou o treinador com mais tempo em clube na Tailândia e um mês atrás renovei o contrato por mais três anos. Depois vamos ver. Tenho muita vontade de voltar ao Brasil, mas gosto muito daqui”, diz, ao lado da esposa e filhinha. “Sempre recebemos visitas de familiares e amigos. Vamos ficar mais um tempo aqui e depois voltar”, declara.

Sobre a Copa do Mundo, Mano diz que adorou a competição e assistiu a todos os jogos. “Esperávamos mais do Brasil. Torcemos muito. Mas é o campeonato mais difícil do mundo, decidido no detalhe. O Tite merece ser o treinador na próxima Copa. Sou fã dele e daqui quatro anos esperamos um final mais feliz”, conclui.

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