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Montenegro - Quinta-Feira, 09 de Fevereiro de 2017 - Hora:10:42

Montenegro irá desenvolver estratégias contra a enchente

Uma das medidas é a criação de Núcleos de Defesa Civil nos bairros mais afetados

Desligamento da luz em áreas próximas da enchente sempre geraram reclamações /Arquivo/FN

Para minimizar as consequências das enchentes que anualmente atingem a cidade, a Defesa Civil de Montenegro está desenvolvendo estratégias pontuais. Em reunião, realizada na última quarta-feira, dia 1, foram apresentadas aos secretários municipais e vereadores as ações que o Município irá desenvolver em parceria com a comunidade montenegrina.

O coordenador da Defesa Civil de Montenegro, Marcelo Silva, destacou que a ideia inicial é criar Núcleos Comunitários de Defesa Civil (Nudec) nos bairros que sofrem com as cheias. Os locais mais atingidos pelo aumento do nível do Rio Caí são os bairros Olaria, Ferroviário, Industrial, Municipal, Tanac, Passo do Manduca e Centro. Segundo Silva, os Núcleos irão, de forma preventiva, discutir as ações que pretendem minimizar os prejuízos causados pelas cheias. O grupo de trabalho contará com lideranças comunitárias, moradores e integrantes da Administração Municipal. “Cada secretaria envolvida nomeará um representante”, explica Silva.

Após a criação dos “Nudec”, a equipe da Defesa Civil, juntamente com os núcleos, irá desenvolver dois programas estratégicos visando um melhor atendimento a comunidade. O primeiro é o “Plano de Emergência”. Marcelo Silva enfatiza que se trata das primeiras ações que serão tomadas em caso de enchentes ou catástrofes: retirada de famílias, locais para acomodação, interrupção de ruas, sinalização, entre outras. O segundo é o “Plano de Contingência”. Esse será o atendimento seguinte após a acomodação das famílias: estrutura necessária, doações, levantamento de quem necessitará de material ou doações, entre outras.


Busca por voluntários
Outra estratégia, apresentada pelo coordenador da Defesa Civil, é a campanha para buscar voluntários. Essa medida pretende arrecadar um bom número de pessoas que irão auxiliar nas estratégias e no trabalho de resgate, acolhimento e de auxílio aos atingidos pela enchente. Quem se prontificar receberá um treinamento da Defesa Civil do Estado. “Nossa ideia é, quando tivermos os voluntários, promover um grande simulado na beira do Rio Caí para colaborar com o treinamento”, pondera.


Proposta aprovada
Essa semana, os representantes locais terão uma reunião com a Defesa Civil estadual para que eles auxiliem a ampliar o debate com a comunidade. O vice-prefeito Carlos Eduardo Müller, o “Kadu”, destaca a importância da prevenção com as enchentes de Montenegro. “Não podemos esperar acontecer para tomar uma atitude”, destaca, enfatizando que há a possibilidade, também, de buscar parceria com os Bombeiros Voluntários dos municípios da região.


Desligamento de energia nas cheias será reavaliado

Por iniciativa do Vereador Cristiano Von Braatz (PMDB), legisladores, representantes de entidades comunitárias e técnicos da RGE Sul, concessionária de energia elétrica, reuniram-se na Câmara para debater os problemas causados pelo desligamento da energia elétrica em pontos da cidade e proximidades, que ficam alagados na época de enchentes. O objetivo foi a busca de uma solução. Moradores reclamam que o fornecimento de energia é interrompido, por medida de precaução, até mesmo nos pontos aonde a água não chegou, lhes causando transtornos. Um representante do Bairro Olaria disse, na reunião, que no mínimo 50 casas daquele local acabam ficando sem energia elétrica desnecessariamente, em épocas de cheias, pois estão situadas em pontos mais altos, aonde a água não chega.

O supervisor de obras e manutenção da RGE, Marcelo Flores Pereira, comentou que em muitos casos o desligamento ocorre devido à localização do transformador. De acordo com o supervisor, nas épocas de enchentes os técnicos ficam todo tempo atentos à subida das águas. Caso alguma casa estiver correndo risco toda rede é desligada, o que atinge também aquelas aonde a água ainda não chegou. Segundo ele, não há muito que fazer, pois se trata de uma forma de proteger o cliente.


Mapeamento
O Secretário de Viação e Serviços Urbanos, Ricardo Endres, propôs que a Defesa Civil atuasse em conjunto com a comunidade, para minimizar estes transtornos. Sugeriu que o órgão, em parceria com os moradores, elaborasse um mapa, identificando onde estão os problemas. Desta forma, poderia se resolver e evitar que muitas casas fiquem sem luz antes que a agua chegue. A medida, de acordo com o Secretário, não resolveria o problema em sua totalidade, mas ocasionaria menor quantidade de residências sem luz, devido às inundações. Os representantes da RGE colocaram-se favoráveis à proposta, destacando a importância de se fazer um levantamento e um mapeamento indicando os lugares onde estão as redes de energia. Com isso, seria possível estudar caso a caso e verificar possíveis melhorias. O presidente da União Montenegrina de Associações Comunitárias (UMAC), Aírton Quadros, se comprometeu a fazer contato com representantes de cada localidade com este objetivo, considerando que seria o começo da busca de uma solução.

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