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Harmonia - Quarta-Feira, 11 de Julho de 2018 - Hora:08:00

Morte da pequena Fernanda comove harmonienses

Menina de apenas um ano e dois meses não resistiu a choque séptico

Conforme a família, Fernanda não aparentava qualquer problema de saúde, até a noite da sexta | Arquivo da Família/FN

“Em casa, na sexta à noite, ela brincou muito com a gente ainda. De um segundo para outro, a vida virou um pesadelo”. Márcia Cristina Knapp, 35 anos, moradora do Morro Peixoto, no interior de Harmonia, busca explicações ainda para a repentina morte da filha, Fernanda Knapp da Silva, de apenas um ano e dois meses, ocorrida no início da manhã do último domingo.

O diagnóstico dado pelo corpo médico que atendeu a menina na UTI do Hospital Conceição, em Porto Alegre, foi de choque séptico. O problema, uma falência circulatória de causa infecciosa, como uma pneumonia, por exemplo, está entre as maiores causas de mortalidade infantil.

Conforme a mãe, Fernanda não aparentava qualquer complicação de saúde. Na sexta-feira, ainda frequentou, normalmente, a Escola Infantil Anjo da Guarda, onde almoçou bem e brincou. Ao retornar para casa, seguiu com as brincadeiras, com Márcia e com o pai, Carlos Alexandre Ribeiro da Silva, 31 anos. Quando estava mamando para ir dormir, começou, surpreendentemente, a ter convulsões.

Com rapidez, o casal levou a pequena para o Hospital Sagrada Família, no Caí, de onde foi, em seguida, transferida para o Hospital Montenegro. As convulsões prosseguiram por cerca de duas horas e Fernanda foi, então, sedada. Diante da gravidade do quadro, tornou-se necessária a busca por uma vaga em UTI pediátrica. Foram, praticamente, 24 horas de uma agonizante espera até surgir um leito na capital. E tamanha demora pode ter contribuído para o triste desfecho do caso. Às 6h10 do domingo, o coração da pequena parou de bater.

A notícia do falecimento da menina logo se espalhou por Harmonia e região, causando grande consternação. “Ela era uma criança muito intensa, alegre. Já falava algumas sílabas e dava três a quatro passos sozinha”, recorda Márcia.
O drama da mãe, que trabalha como protética, e de seu companheiro, que tem uma barbearia no Caí, torna-se ainda mais comovente pelo fato do casal ter passado por situação similar há cerca de três anos, quando perdeu outro filho, João Lucas, com apenas 68 dias de vida, vítima de Onfalocele, um defeito congênito. “Difícil passar por duas perdas, a vida perde o sentido. Enterrar duas crianças é um fardo muito pesado”, lamenta Márcia.

O velório da pequena Fernanda foi realizado na capela da Funerária Hartmann, em Harmonia, com grande acompanhamento. O sepultamento ocorreu na manhã da segunda-feira, no Cemitério Católico da cidade.

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