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Pelo Vale - Quinta-Feira, 24 de Março de 2016 - Hora:17:29

Mulher morta com as filhas já tinha sido agredida pelo assassino em setembro

Enterro das três vítimas ocorreu na manhã de ontem em Tupandi com grande comoção

Márcia e as filhas Jaíne e Jeisse foram sepultadas no mesmo túmulo /Reprodução/FN

Em clima de grande consternação, foram sepultadas na manhã de ontem, quinta-feira, dia 24, a mãe e suas duas filhas assassinadas na última terça-feira em Santa Teresinha. Os caixões de Marcia Thomé de Faria, 32 anos, e de suas filhas, Jaíne, 15 anos, e Jeisse, de 4 anos, foram depositados numa mesma sepultura onde ficarão juntas no cemitério de Tupandi, cidade em que tinham familiares e onde Marcia morou por cerca de dez anos.

Uma multidão acompanhou os atos fúnebres. O velório iniciou na Sociedade São Luiz, também em Tupandi, por volta de 15 horas de quarta-feira. Muitas pessoas, entre familiares, amigos e colegas foram se despedir, num clima que misturava comoção e revolta. Assim como no velório, a igreja Matriz também ficou lotada na manhã de ontem para a missa, com o caixão de Márcia ao centro e das filhas ao lado.


Assassino já tinha agredido
O crime que causou grande repercussão ocorreu na terça-feira no apartamento onde morava a família, em Santa Teresinha, em Bom Princípio. Vizinhos ouviram gritos por volta de 7 horas da manhã, mas logo o barulho parou e não chegou a levantar suspeita porque as brigas seriam constantes entre o casal. Entretanto, no início da tarde da mesma terça se descobriu o pior. Os bombeiros voluntários foram chamados devido ao cheiro forte de gás que vinha do apartamento situado no segundo piso do prédio de um supermercado na Avenida Tenente Coronel Jacob Selbach Júnior. A preocupação aumentou porque o telefone de Márcia não atendia e a filha menor não tinha ido na escola infantil. Quando os bombeiros e a Brigada Militar arrombaram a porta do apartamento encontraram mãe e filhas no quarto, já mortas. E o acusado, Marcelo Ferreira de Faria, 47 anos, estava na área de serviço, com cortes nos pulsos e outras partes do corpo, além de ter provocado vazamento de gás, pois teria tentado o suicídio. Também teria bebido bastante após cometer os crimes. Ele foi encaminhado para a UPA e depois prestou depoimento na Delegacia, onde confessou o crime. Alegou que estava com Marcia fazia cerca de 3 anos, após terem se conhecido pelo facebook da internet. E que foi um crime passional, onde teria cometido por ciúmes e por se sentir traído, após terem se separado e voltado diversas vezes. No peito Marcelo tem uma grande tatuagem do rosto de Márcia.

Conforme apurou o delegado Paulo Gilberto Baladão, o casal estava separado e ele teria ido ao apartamento na parte da noite para pegar suas coisas. Marcia não queria mais o relacionamento e teria até trocado a fechadura da porta para ele não entrar mais. Marcelo alegou que só iria pegar seus últimos pertences e iria embora. Só que ao amanhecer teria ficado enraivecido, tendo matado primeiro a mulher, depois a menina mais velha e após a menor. As mortes ocorreram quando Marcia ia chamar Jeissi para ir para a creche de Nova Colúmbia. A filha maior, Jaíne, que estudou na Escola de Ensino Médio Monsenhor José Becker e no curso de Jovem Aprendiz do Senai,ainda teria tentado se defender dos golpes de faca, mas não conseguiu evitar a sua morte, da irmã e da mãe.

Marcelo confirmou que estava com suas coisas prontas para ir embora. Ele e Marcia trabalhavam juntos numa empresa de manutenção de piscinas. Antes ele teria trabalhado como policial em São Paulo e como detetive. As duas filhas eram de pais diferentes, de outros relacionamentos de Márcia. Conforme a Polícia, já havia registros anteriores de violência doméstica, enquadrados na Lei Maria da Penha. Em 14 de setembro do ano passado Márcia já tinha registrado uma ocorrência na Polícia, quando ela teria sido agredida com uma chave no rosto. Na ocasião também relatou que já tinha recebido socos no rosto. A Polícia chegou a decretar medida protetiva, determinando que ele não se aproximasse de Marcia e das filhas dela. Discussões e ameaças já teriam ocorrido anteriormente.


Boato não procede
Desde ontem circulou o boato de que o autor dos assassinatos, Marcelo Ferreira de Faria, teria sido morto ou morrido no presídio na noite de quarta-feira. A reportagem fez contato com a Brigada Militar, Polícia Civil e com a Penitenciária de Montenegro, mas foi informado de que a morte dele não ocorreu.

Marcelo está com prisão preventiva decretada e deve permanecer preso e ir a júri popular por triplo homicídio. Para cada morte em caso de homicídio qualificado doloso, onde houve a intenção de matar e sem deixar chance de defesa para as vítimas, a pena varia entre 12 e 30 anos de prisão. Como foram três mortes, as penas devem ser somadas. Mas pelo Código Penal no Brasil o cumprimento máximo de pena não pode ser superior a 30 anos.

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