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Pelo Vale - Quarta-Feira, 25 de Maio de 2016 - Hora:10:51

Mulher vivia a quatro meses em cativeiro

Durante este tempo ela foi agredida e violentada pelo marido

Valdir foi preso por cárcere privado, porte ilegal de arma de fogo, violência doméstica e estupro /Polícia Civil/Divulgação

Uma ação da Polícia Civil da região prendeu na manhã de sábado, 21 de maio, um homem de 30 anos que mantinha sua esposa em cárcere privado. Após ouvir depoimentos da vítima, de 43 anos, e familiares dela, o acusado foi mandado para a prisão com acusações de cárcere privado, porte ilegal de arma de fogo, violência doméstica e estupro. A mulher foi amparada pela família e retornou para Sapiranga, terra natal. Mas a história de Ilga não pode se resumir a poucas linhas.


Lobo em pele de cordeiro
Ilga Marise do Nascimento, 43 anos, é uma mulher pequena, com menos de um metro e meio de altura. A voz fraca combina com a fragilidade física. Enquanto aguardava para prestar depoimento na DPPA de Montenegro, após a libertação, ela conversou com a reportagem, acompanhada do irmão, Robson. “Eu sempre me dediquei à igreja”, contou, lembrando que enquanto morava em Chapecó, SC, conheceu Valdir Prestes Barbosa, que viria ser seu algoz. “Ele era obreiro na igreja, nem nos falávamos”, comenta. Ilga, viúva havia dez anos,. Um dia o homem surgiu na igreja. “Sempre com a bíblia na mão, com a boa conversa de respeito às mulheres, ele ganhou a confiança da família”, conta Ilga, sem esconder as lágrimas.

A confiança se consolidou com o casamento em 19 de fevereiro deste ano. Em seguida o casal mudou-se para a localidade de Morro dos Cavalos, em Paverama. E começou o inferno para Ilga. “Na primeira semana ele se transformou, me prendeu em casa e me obrigava a cortar mato com ele”, relata, mostrando as mãos frágeis cheias de cicatrizes do trabalho duro a que foi submetida. Além disso, ela contou que era constantemente agredida e estuprada pelo homem.

“Minha bexiga ta doendo até agora, não consigo mais controlar”, falou, outra vez com os olhos marejados. Um irmão menor do acusado ajudava a cuidar para que ela não fugisse.


A salvação
Há duas semanas o casal mudou-se para uma casa alugada no centro de Brochier. Aproveitando um breve descuido de Valdir, Ilga conseguiu ir até um mercado e contou o que estava acontecendo, além de colocar créditos no celular. Nos dias seguintes ela aguardou um momento propício e ligou para a família. O dono do mercado também avisou os familiares. E no sábado Robson chegou na DPPA e pediu ajuda.

Logo foi montada uma equipe com policiais civis que já estavam participando de outra operação. Foram utilizadas três viaturas e sete policiais. Inicialmente a equipe se dirigiu até a casa onde ela morava com o acusado. “Ela estava sozinha em casa e bastante assustada”, relata o inspetor Felipe Maia, que comandou a ação em Brochier. Na residência foi encontrada uma espingarda.

A vítima foi retirada do local e a equipe se dividiu em diferentes pontos para a localização do acusado. Quando foi localizado logo deram voz de prisão. O homem portava um revólver calibre 22 municiado sem registro. Sem resistência, foi preso.

Ilga agora quer buscar alívio na família e na igreja, onde ela só pode esperar o Paraíso. Afinal, o Inferno ela já conheceu.

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