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Pelo Vale - Quarta-Feira, 14 de Junho de 2017 - Hora:08:00

Multidão leva solidariedade para quem perdeu tudo em Esperança

Famílias receberam roupas e alimentos, mas agora buscam reconstruir suas casas

Uma multidão foi até Esperança prestar solidariedade /Daniel Klein/FN

Uma multidão se dirigiu a Esperança no final de semana. Eram milhares de pessoas levando solidariedade para as vítimas do tornado que atingiu pelo menos 40 casas, destruindo por completo em torno de quinze moradias. Chegou a se formar um congestionamento de carros na estrada de acesso para Esperança. Eram pessoas de toda a região e até de cidades mais distantes. E em razão do enorme movimento, não era possível chegar de carro até próximo das casas destruídas, como em Boa Esperança e Linha Fies. As pessoas então tiveram que deixar seus automóveis e seguir caminhando. E pelo caminho encontravam um rastro de destruição deixado pelo temporal da madrugada da última quinta-feira. Plantações de eucalipto inteiramente destruídas. Pocilgas, aviários e principalmente casas que arrancadas pelo vento forte, devastando tudo. O que se via no rosto das pessoas era perplexidade com o tamanho da destruição, coisa só vista em filmes e grandes catástrofes.

Se de um lado tem destruição, do outro vem solidariedade. A Sociedade Esperança está completamente lotada de doações de roupas, alimentos e materiais que vieram de diversas cidades. A solicitação agora é para a doação de utensílios domésticos e principalmente materiais de construção, como tijolos, cimento, pedra, telhas, areia. Além disso, também eletrodomésticos como cama, guarda-roupa, fogão, geladeira. Também podem ser feitas doações em dinheiro em contas bancárias da campanha Ajude Maratá. As doações podem ser feitas através de depósito na agência do Banrisul 1089-28, pela conta corrente 06.124903.0-2, em nome da Associação Cultural de Maratá (CNPJ 00820628/0001-33). No banco Sicredi pela agência 0119 e conta 27541-7. Ou na Caixa Federal agência 0530 (operação 013) na conta 107866-0.


Brechó e busca por pedreiros
Aproveitando o grande movimento do fim de semana, voluntários ficaram nas estradas de acesso vendendo rifa em benefício da reconstrução. E como foram arrecadadas muitas roupas, inclusive mais do que o necessário, a Secretaria da Assistência Social irá promover no próximo sábado e domingo um Brechó Beneficente, na própria Sociedade Esperança, entre 9 da manhã e 17 horas. Toda a arrecadação será em benefício dos atingidos pelo temporal.

Também estão sendo solicitados pedreiros voluntários para auxiliarem na reconstrução de quinze casas que foram completamente destruídas pelo tornado. Os contatos podem ser feitos com Maico Schmitt pelo telefone 996105590 ou com Vagner Marmitt no 999571071.


Passeio da Esperança
Visando arrecadar recursos, várias ações estão sendo realizadas em benefício dos atingidos pelo temporal. Não só arrecadação de roupas e alimentos, mas também eventos. Um deles, que vai acontecer no próximo domingo, dia 18, a partir das 8h30min, será o Passeio da Esperança. A iniciativa é do Doguinhos Jeep Motoclube de Brochier em conjunto com o Trilheiros Sem Noção de Maratá. Motos e quadriciclos, que normalmente participam da Trilha do Carvão, estarão no próximo domingo percorrendo cerca de 60 quilômetros desde a Sociedade Esperança, passando por várias localidades como Linha Comprida, São Pedro do Maratá, Linha Kerber, Macega e Vitória, até chegar novamente em Esperança.

São Esperados entre 500 e 700 participantes. A inscrição será 60 reais com direito a café da manhã, almoço e medalha. Toda a arrecadação das inscrições será em benefício dos atingidos pelo temporal. Mais informações com Matheus pelo telefone 997012081, com Carlos no 999881143 ou com Dirceu no 997338200.


Relatos dramáticos
Mesmo ainda em estado de choque com a violência do temporal e até com alguns ferimentos, os moradores só pensam na reconstrução de suas casas para que a vida volte ao normal. Em Boa Esperança, na tarde de domingo, alguns voluntários ajudavam na remoção de uma casa que foi comprometida pelo temporal. “Tive três pavilhões atingidos, um destruído e outros ficaram sem telhado. As casas da minha mãe e do meu irmão ficaram sem telhado”, comenta Ricardo Roder. Ele mostra os chiqueirões de dois vizinhos totalmente destruídos. E o mato de eucalipto próximo cortado pelo vento. “Esta casa não tem mais saída. Ela saiu do lugar e será reconstruída em outro ponto”, completa.

Também em Boa Esperança, Leonardo Roder tenta reconstruir o telhado de sua casa. Caiu até uma parede da casa, junto à piscina. “Ouvi um ruído e levantando tudo. Por sorte escorou na cama. A esposa se machucou um pouco, mas está bem”, lembra, agradecendo a solidariedade de todos que estão auxiliando. “Nunca se viu nada parecido”, disse, ainda surpreso.

Na Sociedade Esperança estava Luis Steffen, morador de Linha Fries, que perdeu tudo e ainda ficou ferido na destruição de sua casa pelo vento. “Perdi tudo que eu tinha. Casa, galpão, carro, carreta agrícola, mato. Não ficou nada”, lembra. “Deu um estouro. Em um minuto a parede caiu sobre mim e a esposa. Fui tirando os tijolos. Estava tudo em cima de mim. Tirei as pedras de mim e da esposa e fomos tentar se proteger no galpão novo. Mas ao chegar ao galpão tava tudo destruído. No vizinho também. Aí me levaram no médico”, relata, mostrando as lesões na cabeça. “Levei uns pontos”, mostra. A esposa teve lesões nas pernas na cabeça, mas está melhor. “Ainda não sabemos o que fazer. Num minuto perdemos tudo que tínhamos. Arrumamos uma casa para morar uns dias”, completa, agradecendo todas as doações de roupas, calçados e alimentos. “Como tem gente boa. Graças a Deus”, diz, emocionado.

Em meio às ruínas, a jovem Vanessa Muxkopf, de 18 anos, encontrou uma grinalda do casamento de sua avó. “A gente morava ali. Nossa casa foi demolida pelo vento”, diz. Na casa de seus avós, que foram encaminhados ao hospital, não sobrou nada. A avó, de 84 anos, chegou a ficar internada na UTI, com fraturas em costelas e baço. E o avô tem 88 anos.

Os dois foram para casa de parentes em São José do Sul. “Recebemos bastante coisa. Queremos retirar os entulhos e reconstruir as casas”, conclui, agradecendo a ajuda.


Interior harmoniense também foi castigado por temporal


Casas e galpões foram danificados em Nova Santa Cruz e Morro Santo Antônio

O Município de Harmonia é mais um na região a declarar Situação de Emergência em razão do vendaval do início da manhã da quinta-feira passada. As localidades de Nova Santa Cruz e Morro Santo Antônio foram as mais atingidas, inclusive, também, com indícios da passagem de um tornado pela área, a exemplo do que teria acontecido em Maratá, São José do Sul e São Sebastião do Caí.

Conforme apuração da administração harmoniense, as rajadas de vento destelharam cerca de 50 casas e causaram destruição, ao menos parcial, em nove galpões utilizados para criações de suínos e aves pelo Sistema Integrados. Perdas significativas ainda foram contabilizadas em plantações de citros.

A tempestade também trouxe um outro transtorno, um tanto comum, para os harmonienses: a falta de energia elétrica. As estradas do interior, até pelos seguidos dias de chuva, ficaram prejudicadas.

Nessa segunda-feira, o prefeito Lico Fink (PSDB) participou de uma reunião com o ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, e o governador do Estado, José Ivo Sartori (PMDB). Na oportunidade, entregou o decreto e tratou das demandas municipais referentes aos prejuízos causados pelas fortes chuvas.

Ainda que tenha sentido com força as consequências do temporal, a comunidade de Harmonia se uniu em solidariedade com as famílias que tiveram perdas em São José do Sul e Maratá. A prefeitura está recolhendo doações de itens como produtos de higiene e limpeza, cobertores, colchões, travesseiros, roupa de cama, roupas e calçados. Elas devem ser entregues na recepção do Centro Administrativo.

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