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Sexta-Feira, 24 de Maro de 2017 - Hora:17:05

número de empregos teve pequeno aumento na região

Crise no setor de produção de carnes oferece risco de provocar demissões

Diretor da ASGAV, José Eduardo dos Santos acompanha de perto o desenrolar da operação Carne Fraca /Divulgação/FN

Considerando-se a gravíssima crise que o país vem enfrentando nos últimos anos, pode se dizer que o Vale do Caí está bem nesse início de ano.

Conforme se pode ver na tabela ao lado, apenas os municípios de Montenegro e Feliz apresentaram quedas significativas no número de empregos. A grande maioria dos municípios da região apresentaram resultados positivos neste aspecto.

A crise no país é grande, mas a situação começa a melhorar e isso se observa também no Vale do Caí.

Teme-se que os efeitos negativos que ocorrem atualmente no setor de produção de carnes possam afetar a região, já que essa é a principal atividade econômica do Vale do Caí.

Felizmente, nenhuma das empresas locais foi atingida pelas investigações realizadas pela Polícia Federal na operação Carne Fraca.

Bom Princípio, Caí, Portão e Tupandi foram os municípios da região com saldo mais positivo no número de pessoas empregadas. Montenegro, Feliz e Capela de Santana foram os que tiveram maiores perdas. Não são, porém, números muito alarmantes. Montenegro, especialmente, é um município muito populoso e suas empresas têm muitos empregados e, sendo assim, a queda de 81 empregos não é tão significativa.


EXPORTAÇÕES
De qualquer forma a crise no setor de carnes provocada pela descoberta de fraudes em alguns frigoríficos brasileiros poderá prejudicar as exportações brasileiras. Como o Vale do Caí conta com várias empresas desse setor (JBS, Agrosul, Oderich, Ouro do Sul, Vibra) há a preocupação de que elas percam vendas no exterior e tenham de reduzir sua produção.

O que poderia provocar um número significativo de demissões. E prejudicaria a própria avicultura e suinocultura, que estão entre as principais atividades agrícolas na região, gerando também empregos e renda para os produtores e municípios.

A ASGAV (Associação Gaúcha de Avicultura) está acompanhando de perto os acontecimentos relativos à Operação Carne Fraca e considera importante o trabalho da Polícia Federal, pois as irregularidades na produção de carnes precisam ser combatidas.

José Eduardo dos Santos, diretor executivo da ASGAV ressalta, porém, que dos 11 mil fiscais do Ministério da Agricultura apenas 31 estão sendo investigados e dos 4.860 frigoríficos beneficiadores de carnes existentes no país em apenas 21 foram apuradas irregularidades.

No Rio Grande do Sul, nenhuma empresa e nenhum fiscal foi identificado como envolvido em irregularidades. Não há, portanto, o risco das empresas do setor estabelecidas no Vale do Caí serem fechadas. Mesmo assim há o temor de que com países compradores suspendendo ou reduzindo as compras de carnes oriundas do Brasil, possa diminuir a produção e gerar desemprego. O Brasil exporta carnes para 160 países, num total de 740 mil toneladas e o Rio Grande do Sul é o terceiro maior estado em produção de carne de aves.

tabela



JBS mantém produção normal em Montenegro

O grupo JBS, que em Montenegro possui um grande frigorífico nas antigas instalações da Doux Frangosul, garante que a produção continua normal na unidade. Por enquanto apenas os frigoríficos de carne bovina foram afetados, devendo ter uma suspensão de três dias em 33 das 36 unidades. Para a próxima semana a JBS informou que irá operar em suas unidades com uma redução de 35% da sua capacidade produtiva. Mas segundo a assessoria de comunicação da empresa, isso também só afetará os frigoríficos de carne de gado. Portanto, em Montenegro, conforme a empresa os funcionários continuam trabalhando normalmente.

O coordenador do Sindicato dos Trabalhadores nas indústrias da alimentação, Celestino Ribeiro Neto, diz que por enquanto a situação é tranqüila e que não existe nenhuma informação de paralisação ou redução na produção na fábrica da JBS em Montenegro. Mesmo assim admite que os mais de 2 mil funcionários estão apreensivos devido as notícias de suspensão de importações e de interrupção nas atividades de outras unidades.

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