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Brochier - Terça-Feira, 19 de Janeiro de 2016 - Hora:11:34

O corredor que quer voar

Cezar Camillo pretende ser comissário de vôo, mas para isto talvez abandone o atletismo

A sala de troféus já está pequena para guardar as conquistas de Cezar Camillo

Cezar Camillo, 36 anos, recebe a reportagem do Fato Novo à sombra de uma árvore na casa dos sogros, em Brochier.

Entre um chimarrão e outro vai contando sua história no atletismo. O orgulho dos pódios, a sensação de virar estrela, a dificuldade para manter uma rotina de treinamento e o sonho de ser comissário de bordo foram os assuntos tratados, depois de uma visita à sala de troféus, que já se mostra pequena.

O resumo da atuação de Camillo em 2015 impressiona. Foram 24 corridas, sendo 23 participações em pódios e 14 vitórias. Difícil de entender como um atleta com estes números não consegue um patrocínio que o permita apenas treinar e se preparar para as competições. Ele tem um acompanhamento técnico à distância e faz seu treinamento no início da manhã e final de tarde, horários que seu trabalho de vigilante bancário permite. “Acho que se eu pudesse me dedicar só aos treinos teria resultados ainda melhores”, observa.


Carreira
Camillo conta que via notícias dos jornais que mostravam corredores como Vergilino Proença, Alceu Moojen Chaves e Valdecir da Silva se destacando. Quando aconteceu uma corrida em Brochier ele se inscreveu. Foi o melhor atleta da cidade e fez amizade com os corredores que antes só conhecia dos jornais. Gostou da experiência e resolveu participar na semana seguinte de uma prova em outra cidade, onde conquistou a vitória em sua faixa etária. Ele estava com 19 anos e começava sua história no atletismo.

Com os bons resultados que se seguiram, Cezar Camillo foi convidado a compor a equipe da Ulbra, onde ficou até 2006. “Naquele tempo eu tinha um treinamento direcionado e meu rendimento melhorou muito”, recorda. Quando a equipe foi desfeita ele teve que assumir o próprio treinamento. Os resultados cada vez mais o tornavam uma referência na região.

Em 2011 fica em 3º na Meia Maratona de Punta Del Este, no Uruguai. Em 2013 a principal conquista da carreira: a Maratona do Deserto de Atacama, no Chile, onde enfrentou o calor escaldante e a dureza do piso arenoso. “No aeroporto as pessoas me reconheceram e tiraram fotos comigo”, diverte-se com a situação de celebridade. Por conta própria viajou à Itália em 2014 e ficou em 7º na Maratona Europa, realizada em Trieste. “Sempre tive algum apoio de várias empresas e pessoas, mas não é suficiente para uma dedicação exclusiva”, comenta.


Sonho de voar
O brochiense formou-se recentemente no curso de comissário de bordo, e agora procura colocação em alguma companhia aérea. Enquanto isto, segue a rotina de trabalho, treino e cursos de inglês. Mas se conseguir realizar o sonho de voar, Camillo talvez precise deixar as corridas. “O trabalho de comissário exige muito do tempo, e se hoje, com algumas horas do dia, já fica difícil, neste trabalho seria impossível”, argumenta.

A solução seria um patrocínio que mantivesse o atleta em forma e sempre preparado para as competições. E ele daria em troca seu carisma, levando os nomes dos patrocinadores pelos diversos cantos do Brasil e do mundo. E sempre acharia um canto na sala acanhada para mais uma medalha ou um troféu.

Quem quiser conhecer mais do corredor, acesse a fan page no Facebook de Cezar Camillo Atleta.

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