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Salvador do Sul - Quinta-Feira, 16 de Fevereiro de 2017 - Hora:14:58

O precoce e comovente adeus a Gabriel Groth

Pequeno salvadorense, de apenas cinco meses, não resistiu a complicações cardíacas

Após aparente melhora, estado de saúde de Gabriel acabou se agravando /Arquivo da Família/FN

Até o céu chorou, com força, no final da tarde da última segunda-feira, em Salvador do Sul, enquanto familiares e a comunidade prestavam suas últimas homenagens a Gabriel Emílio Groth, falecido após apenas cinco meses de vida. O pequeno foi vencido por uma sequência de cinco paradas cardíacas, no domingo, no Hospital Santo Antônio, em Porto Alegre, onde estava internado após cirurgia no coração.

O drama de Gabriel começou quase um mês depois de seu nascimento. O bebê apresentava dificuldades para se alimentar e, em consequência disso, não ganhava peso, além de ter crises de choro. Uma avaliação cardíaca preliminar não chegou a indicar qualquer irregularidade. O leite administrado a ele ganhou incrementos, mas sem os resultados que eram esperados.

Os pais do menino, Rudinei e Simone Groth, muito preocupados, buscaram consultas com outros profissionais médicos. Após uma bateria de exames, um ecocardiograma, feito numa unidade de saúde em Caxias do Sul, pouco antes do Natal, indicou que, de fato, havia algo errado com o coração de Gabriel.

Uma primeira cirurgia foi realizada no dia 6 de janeiro, na capital. O procedimento, aparentemente, havia sido bem sucedido, a ponto do pequeno receber alta com brevidade. Poucos dias depois, contudo, os problemas voltaram e Gabriel apresentou insuficiência respiratória. Consultas diárias passaram a ser realizadas com um pediatra para acompanhamento da evolução do caso e estudo de uma solução.

Gabriel Groth teve seu quadro de saúde agravado e foi internado na UTI do Hospital do Círculo Operário Caxiense. De lá, foi transferido, em veículo especial, para o Hospital Santo Antônio, onde, na última sexta-feira, passou por uma nova cirurgia, com duração de cerca de quatro horas, e cujos resultados preliminares se mostravam bons, com uma rápida recuperação.

As noites de sexta e do sábado foram bem dormidas. Na manhã do domingo, Gabriel seguia aparentando melhora em seu quadro clínico. À tarde, entretanto, tudo mudou. O pequeno, surpreendentemente, sofreu cinco paradas cardíacas em sequência e a situação se tornou irreversível. A equipe médica responsável pelo seu atendimento suspeita de que ele poderia estar sofrendo com algum outro problema que, infelizmente, não foi diagnosticado a tempo.

“O Gabriel foi um guerreiro, ele sofreu muito com os tantos exames e tratamentos que teve que fazer, mas lutou até o final. Ainda assim, mesmo na UTI, brincava e sorria. Seus pais e todos fizeram o que era possível, não mediram esforços”, conta, muito abalado, o professor aposentado Romeu Groth, avô do menino.

Tão logo a notícia do falecimento do bebê se espalhou, o clima de consternação tomou conta da cidade. “Um velório tão triste como esse poucas vezes se viu aqui, com tamanha comoção. Espero que ninguém precise passar pelo que passamos”, completa o avô.

Uma multidão acompanhou a missa de corpo presente, realizada pelo padre Rafael Groth, na Capela Três Santos Mártires das Missões, seguida do sepultamento no cemitério católico da cidade, sob intensa chuva. Além dos pais, Gabriel deixa uma irmã, Maria Luísa.

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