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São Sebastião do Caí - Quarta-Feira, 06 de Dezembro de 2017 - Hora:08:00

Octaviano Azevedo morre ao 103 anos

Seu Octaviano foi produtor e comerciante de acácia e era muito respeitado na comunidade do Areião

Seu Octaviano e sua esposa Vilma Metz tiveram uma longa e harmoniosa vida em comum /Arquivo Familiar/Reprodução

Morreu, no último domingo, o caiense Octaviano de Azevedo, com a admirável idade de 103 anos. Alcançou, talvez, a mais elevada idade já atingida por um caiense.

Octaviano foi agricultor, produtor e comerciante de acácia negra.

Morava numa bela casa construída por ele há mais de 50 anos, junto à RS-122, entre o bairro São Martim e o Areião.

Mesmo tendo perdido sua esposa, dona Vilma Metz de Azevedo, há oito anos, ele manteve-se lúcido e sereno.

Seu Octaviano nasceu em 1914, quando iniciava a Primeira Guerra Mundial e, como era comum naquela época, ele não teve muita oportunidade de estudar. Mas compensou isso amplamente através da leitura. Ele gostava muito livros e jornais e estava sempre se instruindo. Era católico e gostava, também, de ler a Bíblia.

Ele era moderado na alimentação e consumia, basicamente, os alimentos que produzia na sua propriedade. Especialmente verduras e frutas. E comia moderadamente.

Era muito dedicado ao trabalho e foi ele mesmo, com a ajuda de um cunhado que era pedreiro, o construtor da sua casa.

Por sinal, uma casa excelente, que hoje ainda causa admiração.

Ele já tinha 32 anos quando casou-se com Vilma Metz tiveram os filhos Ilásio, Paulo, Vera Maria e Clair Fátima, que nasceu quando seu Octaviano tinha quase 40 anos.

Seu Octaviano era irmão de Fortunato Rodrigues de Azevedo, conhecido como seu Dadá, que teve filhos notáveis, como o ex-secretário estadual da educação José Clóvis Azevedo e a cantora lírica Cláudia Azevedo.

Até os 92 anos ele ainda dirigia bem, mas começou a sentir deficiência na visão e decidiu parar de dirigir. Aos 94 perdeu a visão num olho. Mas ainda vivia bem, até que aos 97 anos sofreu uma queda que causou lesão interna. A partir de então passou a ter problemas de saúde. Principalmente asma. O que o levou a usar doses elevadas de antibióticos e sua saúde foi ficando cada vez mais frágil. No último domingo ele sentiu febre alta e veio a falecer às cinco horas da madrugada de segunda-feira.

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