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Pelo Vale - Sexta-Feira, 14 de Junho de 2013 - Hora:19:54

Para onde vão as novas viaturas?

23 veículos devem ser entregues para a Brigada e Polícia

Em novembro do ano passado a Brigada já recebeu novas viaturas

Até o final deste ano a Brigada Militar e a Polícia Civil esperam receber as novas viaturas que foram priorizadas na Consulta Popular desde 2010.

Só para a Brigada são 14 viaturas, que devem beneficiar dez municípios. Montenegro, onde está a sede do Comando Regional de Polícia Ostensiva (CRPO Vale do Caí), deve receber cinco viaturas, entre elas um micro-ônibus. Segundo o novo comandante do CRPO, tenente-coronel Leodimar Alto Mantovani, as demais viaturas devem ir para as cidades de Barão, Bom Princípio, Feliz, Harmonia, Maratá, Salvador do Sul, Caí, Tupandi e Vale Real. "É importante este processo de renovação de frota", ressaltou, lembrando também que são esperados também novos armamentos, coletes, computadores e outros materiais. "É preciso uma reposição permanente", entende. Por isso a segurança sempre tem sido uma das mais votadas na Consulta Popular.

A Escola de Formação de Soldados (EsFes) de Montenegro já recebeu cinco novas viaturas Renault Logan neste mês de junho. Entre as novas viaturas que a Brigada da região deve receber estão caminhonetes, além de veículos leves. O coordenador regional do processo de participação popular e cidadã, Ricardo Kraemer, ressalta que o Vale do Caí tem sido bem atendido pela Consulta Popular e lembra a importância da comunidade participar do processo que está em andamento, com a realização das assembleias municipais e a votação prevista para agosto.

De acordo com Ricardo, a Polícia Civil também deverá receber viaturas, num total de nove veículos. Entre os municípios beneficiados deverão estar Montenegro, São Sebastião do Caí e Bom Princípio.

Falta de caminhão dos bombeiros vai parar no Ministério Público

Durante uma reunião na Câmara Municipal na manhã de ontem, sexta-feira, dia 14, os vereadores decidiram enviar um documento para o Ministério Público. No encontro participaram o comandante do Corpo de Bombeiros, tenente Jorge Soares, e os parlamentares Rose Almeida (PP), presidente da Câmara, Renato Kranz (PMDB), proponente da reunião, Marcio Müller (PTB) e Carlos Einar de Mello ‘Naná’ (PP).

O tenente Soares mostrou um documento referente ao processo administrativo aberto por ele para o conserto da viatura que aguarda há um ano por reforma. Os três orçamentos encaminhados pelo comandante foram planilhados, e abaixo uma assinatura que seria do presidente do Funrebom (Fundo de Reequipamento de Bombeiros), o chefe de gabinete da Prefeitura Clóvis Domingues, o "Cafundó". Abaixo da assinatura uma indagação ‘Vale a pena?’ e numa terceira linha “A assinatura acima não tem validade”. Como os vereadores consideram grave esta atitude – “processo administrativo não é bilhete”, segundo Renato Kranz -, eles decidiram encaminhar uma cópia ao Ministério Público.


Diferenças nos orçamentos

As dificuldades do Corpo de Bombeiros de Montenegro não são novidade. No final do ano passado o Fato Novo publicou mais uma reportagem, com o título “Bombeiros estão com apenas um caminhão para atender treze municípios”. Desde 26 de junho do ano passado, quando um caminhão tombou na RSC 287, junto ao trevo do Shell, o quartel conta com apenas um caminhão em operação, um Volkswagen ano 2005. Em caso de dois incêndios ao mesmo tempo, um ficará sem o combate as chamas.

O caminhão acidentado, ano 1982, depende de conserto. Outro caminhão, do mesmo ano, quando foi inaugurado o quartel, está em condições mecânicas precárias, inclusive com o tanque furado. Já um caminhão com escada magirus, vindo da Alemanha e que não tem tanque, precisa de manutenção no motor na própria escada, que está emperrada. Montenegro chegou a contar com dois caminhões quando recebia algum veículo emprestado de outro quartel, como de São Leopoldo e Esteio.

Segundo o tenente Soares, o caminhão acidentado poderia ser consertado com recursos do Fundo de Reequipamento dos Bombeiros (Funrebom). O Fundo é proveniente de taxas de inspeção realizadas pelos próprios bombeiros e contaria atualmente com cerca de R$ 470 mil. O comandante diz que enviou orçamentos para a Prefeitura, o menor no valor de R$ 79.208. Entretanto, a liberação dos recursos depende da Prefeitura, que é o gestor do Funrebom. Soares ressaltou ainda a necessidade de melhorias no prédio do quartel, além de equipamentos. Sobre a demora no conserto, considera um descaso. “Quem corre risco é a comunidade”, diz.

Lamentou ainda que a Consulta Popular não tem destinado caminhão de bombeiros, mesmo atendendo treze municípios da região. Calcula que um novo caminhão teria um custo de cerca de R$ 550 mil.

Em nome da Prefeitura, Clóvis Domingues diz que foram solicitados mais orçamentos. “Achamos que os valores apresentados não são compatíveis”, justifica. Informou que buscou o orçamento de uma oficina. “Toda a reforma, exceto a parte hidráulica, custa R$ 35 mil”, diz. Entende que seria importante recuperar também o caminhão escada. E sobre a reunião na Câmara, disse que a Prefeitura não foi convidada. (JB/GSB)

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