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Montenegro - Sábado, 10 de Junho de 2017 - Hora:08:00

Pedido de impeachment pode entrar nos próximos dias

Prefeito Aldana fala em estardalhaço e questões políticas

Com cartazes, algumas pessoas protestaram na Câmara de Vereadores /Guilherme Baptista/FN

Ainda é grande a repercussão quanto às denúncias do Ministério Público de Contas de que uma organização criminosa estaria envolvida em fraudes em licitações e contratos de obras e transporte escolar na Prefeitura de Montenegro. Dois secretários municipais e um diretor foram afastados, além de quatro empresários ficarem impedidos de novos contratos com a Prefeitura e dois engenheiros não podem exercer a profissão perante a Administração Municipal. As investigações continuam, com previsão de conclusão em 180 dias.

Desde terça-feira passada, quando houve a Operação Ibiaçá, a reportagem vem tentando contato com o prefeito Luiz Américo Aldana (PSB), que também está sob investigação, mas não foi afastado. Os próprios promotores e procuradores de Justiça não conseguiram contato com o prefeito. A assessoria de comunicação informou que ele estaria acometido de uma forte gripe, mas que assim que pudesse iria se manifestar através de uma entrevista coletiva. Até ontem isso não aconteceu. Aldana só voltou à Prefeitura na quinta-feira, quando se reuniu com a Procuradoria Geral do Município (PGM) para analisar a situação.


Prefeito quer lei anticorrupção
Questionado pela reportagem da Rádio América se iria se manifestar sobre as denúncias do Ministério Público, o prefeito respondeu pelo facebook: “Estardalhaço. Algo que já estava encaminhado. Aguardo ansioso o resultado das investigações. Tudo por questões políticas e o MP (Ministério Público), até ontem, acreditou”. E prometeu que daria uma entrevista coletiva, o que ainda não aconteceu.

Já Valter Robalo, que foi afastado da Secretaria Municipal de Indústria e comércio, fez postagens em redes sociais dizendo que “não temo nada, pois sei da minha conduta. Assim que tiver telefone vou me manifestar. A verdade virá à tona”. Outro afastado, Gilson Hartmann, que atuava como diretor de ações de governo, considerou que a ação do Ministério Público foi uma espetacularização. Informou que entregou dois celulares e três computadores, e que está colaborando com as investigações. Citou ainda que não tem conhecimento de nenhuma organização criminosa e garante que o prefeito está limpo.

A repercussão das denúncias foi grande nas manifestações na Câmara de Vereadores na sessão da noite da última quinta-feira. Algumas pessoas levaram cartazes pedindo o afastamento do prefeito, Montenegro limpa e outros protestos. O vereador Joel Kerber (PP) chegou a pedir o afastamento do prefeito durante as investigações e a posição favorável dos vereadores pelo impeachment. Já o vereador Valdeci de Castro (PSB) disse que falou com Aldana e que ele garantiu que não está envolvido em irregularidades. E a vereadora Josi Paz (PSB) disse que conversou com o prefeito, o qual pediu para a bancada do partido trabalhar uma lei anticorrupção visando inibir novas práticas.


Pedido de impeachment
Um dos assuntos mais especulados em Montenegro é a possibilidade do ingresso na Câmara de Vereadores de um novo pedido de impeachment. Isso já ocorreu em 2015, quando o ex-prefeito Paulo Azeredo (PDT) foi afastado após denúncias de irregularidades na implantação de uma ciclovia no centro. Na época assumiu justamente Aldana, que era o vice e que no ano passado ganhou a eleição para a Prefeitura.

Várias lideranças de partidos já se manifestaram favoráveis ao ingresso de um novo pedido de impeachment, informando que isso poderá ocorrer nos próximos dias. O presidente da subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Sepé Tiaraju Rigon de Campos, também declarou que a entidade pode entrar com um requerimento solicitando o afastamento. Mas disse que antes será feito um pedido ao Ministério Público requerendo as provas, assim como de documentos que não estiverem sob sigilo.

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