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Montenegro - Sbado, 03 de Maro de 2018 - Hora:08:00

Pedrinho do Renner: “vou provar a minha inocência”

Desportista voltou a trabalhar após ter sido preso por pedofilia

Pedro Evaldo Martins, de 74 anos, está trabalhando normalmente em sua barbearia /Guilherme Baptista/FN

Pedro Evaldo Martins, o Pedrinho do Renner, é um dos desportistas montenegrinos mais conhecidos e estimados. A sua dedicação ao esporte, principalmente ao futebol, sempre foi reconhecida pela comunidade. São mais de 50 anos de trabalho voluntário para o Esporte Clube Renner. Em outubro do ano passado, na sessão de homenagem aos 61 anos do Renner, o dirigente foi o mais lembrado na Câmara de Vereadores. Foi também diretor de desporto no governo do ex-prefeito Paulo Azeredo. Na política também sempre teve atuação, inclusive participando das fileiras do PMDB. “O pai sempre ajudou as pessoas”, ressalta o filho João Carlos Martins.

Por tudo isso, a prisão de Pedrinho, de 74 anos de idade, causou grande surpresa e repercussão na comunidade. Ele estava em sua barbearia, na rua Ramiro Barcelos, por volta de 16h da última terça-feira, quando foi detido por policiais militares. Conforme a Brigada, Pedro Evaldo Martins estava com mandado de prisão desde quarta-feira da semana passada, 21 de fevereiro, com pena de 4 anos em regime aberto, sob a acusação de pedofilia. De acordo com a Polícia, as denúncias ocorreram em 2012 e 2013, tendo como vítimas adolescentes que teriam sido assediadas em troca de dinheiro e doces. Duas meninas, de 11 anos, prestaram declarações na Delegacia, sob acompanhamento do Conselho Tutelar e de suas mães. E conforme a Polícia, também teriam outras duas vítimas.


Família fala em armação
O advogado de defesa Jocelir Carpes de Oliveira diz que as acusações não foram comprovadas. Por isso ingressou com recurso, mas a pena foi mantida. Então entrou com novo recurso em instância superior, o qual ainda será julgado.

Como a pena é em regime aberto, podendo trabalhar durante o dia e apenas dormir no semi-aberto, Pedrinho foi encaminhado para o albergue (antigo Presídio da Timbaúva). Na última quinta-feira ele já estava em sua barbearia, trabalhando normalmente, quando também conversou com a reportagem junto com o filho João Carlos. “Estou tranqüilo.

Tenho certeza que vai ser comprovada a minha inocência”, declarou o desportista. “Foi uma grande injustiça, uma armação que fizeram. O pai é totalmente inocente e vamos provar isso. É uma acusação muito grave contra uma pessoa muito benquista na comunidade”, declarou o filho João Carlos.

Mesmo bastante abalado, Pedrinho fez questão de agradecer a solidariedade da família e dos amigos. “Agradeço ao apoio de todos”, diz, com lágrimas nos olhos. “Fico triste por não poder ir ajudar no Renner. Cortar a grama, marcar o campo, auxiliar nas obras. Quero voltar ao Renner o quanto antes”, conclui, esperando que logo tudo seja elucidado e resolvido.

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