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Montenegro - Segunda-Feira, 17 de Abril de 2017 - Hora:14:41

POR QUE FECHOU?

População montenegrina cobra a reabertura dos Postos de Saúde

Na Esperança, moradores pedem que o posto de saúde volte a funcionar /Guilherme Baptista/FN

O atendimento nos postos de saúde é importante. A comunidade tem a possibilidade de buscar o atendimento mais próximo em casos menos graves, sem precisar ir ao hospital, onde a prioridade é para os pacientes em situação de urgência e emergência. Mas além dos postos não funcionarem de noite e nos finais de semana e feriados, alguns estão de portas fechadas também durante a semana. É o caso das ESF Esperança, no bairro Senai, e da UBS Centenário. O resultado é a grande procura pelo pronto atendimento (plantão) do Hospital Montenegro, que fica lotado, ocasionando maior demora no atendimento.

Não existe previsão para a reabertura dos postos da Esperança e do Centenário. Isso tem gerado reclamações da população, que precisa se deslocar para outras unidades de saúde mais distantes. Além do hospital, estão funcionando os postos dos bairro Santo Antônio, Industrial e Germano Henke (Promorar), mais nas localidades de Santos Reis e Muda Boi, e na própria Secretaria Municipal da Saúde (Assistência) na Timbaúva e no PAM do centro.

Mesmo sendo o maior município da região, Montenegro não conta com uma UPA, o que seria importante para o atendimento 24 horas. A emergência do Hospital Montenegro, além de receber pacientes do município, também acaba sendo procurada por pessoas de outras cidades da região onde não existe atendimento 24 horas.


Obra parada no Centenário
“Eu vinha no posto do Centenário. Agora só no hospital, que é bem mais longe”, lamenta Maria Roseli Alexandre, 55 anos, moradora da localidade de Faxinal, acompanhada da filha Vitória, 16 anos, diante da obra inacabada de ampliação e reforma da Unidade Básica de Saúde (UBS) situada no interior do Parque. Uma placa junto a construção informa que a obra iniciou em 13 de março de 2014, com término previsto para 9 de setembro do mesmo ano, com investimento de R$ 230.334,43. Mas está demorando bem mais que os seis meses previstos. Os trabalhos estão parados e a obra abandonada. “Eu ia ao posto de saúde do Centenário duas vezes por mês. Agora não posso ir. E outro lugar é longe”, queixa-se Nelson Pereira, 73 anos, morador do bairro Centenário e que sofre de graves problemas de saúde, inclusive com dificuldades de locomoção. Segundo Nelson, o posto fechou faz mais de três meses. Chegou a funcionar um tempo no camarim do pavilhão de eventos situado junto ao ginásio Normélio Petry (Azulão), mas depois o atendimento no local também foi interrompido.

De acordo com a secretária municipal de saúde, Ana Maria Rodrigues, a obra da UBS Centenário aguarda o parecer final do Ministério da Saúde. Ela informa que o Ministério enviou ofício comunicando que este parecer final deve sair até 12 de maio. Após este parecer, a secretária diz que o município poderá então encaminhar uma nova licitação para a conclusão da obra. Ana Maria explica que houve a desistência da empresa que venceu a licitação anterior e que não concluiu os trabalhos, restando ao município então informar ao Ministério da Saúde e proceder todos os trâmites necessários para a retomada da obra. “Os usuários da UBS Centenário foram referenciados para outras unidades de saúde. Não continuamos atendendo no camarim do Parque Centenário, pois não existiam mais condições para tal, sendo um ambiente sem condições sanitárias”, afirmou a secretária. Além disso, o parque está com problemas na rede de energia elétrica, devendo passar por processo de revitalização.


Esperança com UBS fechada faz dois anos
A situação da ESF da Vila Esperança, no bairro Senai, é ainda pior. Segundo moradores, faz cerca de dois anos que o posto está fechado. “Idosos, crianças e cadeirantes estão tendo que se deslocar a pé até a Secretaria de Saúde. É um desrespeito total”, protestou Kaká Pinheiro, no facebook, mostrando fotos da manifestação realizada por moradores em frente ao posto. “Está tudo abandonado aqui. Tem que ir à Assistência, mas tem gente que não consegue caminhar”, completa Jorge Weber, mostrando a porta do posto fechada.

Morador da Vila Trilhos, Maurício da Silva Rosa mostra o corte no dedo devido a um acidente. “Vou direto ao hospital e depois na Assistência. Antes vinha aqui consultar e quando precisava de curativo”, conta, passando na frente da ESS Esperança, situada junto à sede da Associação Comunitária. “Todos aqui reclamam que o posto está fechado desde 2015”, completa Ulisses Darci de Oliveira, residente na Vila Esperança. Indiani da Silva Machado trabalhou como atendente no posto de saúde da Esperança. “Vinha muita gente aqui. Eram atendidos cerca de trinta pessoas por dia, da Esperança, trilhos, Vila Jó e outros bairros”, recorda. Entretanto, cita que ocorreram problemas de goteiras. “Alagava tudo”, lembra.

O atendimento chegou a passar para o interior do ginásio do PPV, que fica ao lado, mas não durou muito tempo. O local é usado para a prática de esportes da escola e outras atividades da comunidade. E conforme a secretária da saúde, Ana Maria Rodrigues, não apresentava condições sanitárias.

Quanto à situação da ESF Esperança, a secretária Ana Maria diz que foi aberto um processo para reforma em 23 de janeiro deste ano, com valor de R$ 35.772,64. “Mas em função da difícil situação financeira e orçamentária do município e, a fim de manter os atendimentos básicos funcionando, incluindo SAMU cujos repasses estaduais não vinham sendo repassados em 2016 e o município acabou assumindo, a Secretaria Municipal da Fazenda nos orientou para aguardar o decorrer do primeiro semestre de como se comporta a receita municipal e nos solicitou que suspendesse temporariamente. Vamos rever para o segundo semestre com a Secretaria Municipal da Fazenda a possibilidade de retomar o encaminhamento para licitação desta reforma”, explica. Ana Maria ressalta que os atendimentos da Esperança ocorrem em espaço específico na Secretaria Municipal de Saúde (SMS) da Timbaúva, com toda equipe de saúde, incluindo o médico atendendo a comunidade. “Neste momento de crise estamos nos adequando ao orçamento vigente, sendo analisado para recomeço da reforma no segundo semestre”, conclui a secretária de saúde Ana Maria Rodrigues.

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